quarta-feira, 25 de maio de 2011

A febre castanha

José Sócrates continua a ser o candidato às legislativas de 5 de Junho mais comentado no Twitómetro e Pedro Passos Coelho é o líder com a percentagem mais elevada de comentários negativos, lê-se aqui. Para que não se discuta o essencial, a cada dia que passa, a febre dos medidores de sucessos vai-se aproximando a passos largos dos graffiti de casa de banho pública. Quantos apoiarão Sócrates? E quantos apoiarão Passos Coelho?. Na opinião do Nobel da Economia Paul Krugman, estão a empurrar-nos para a merda à força toda. Grande admiração que se peçam maiorias sólidas evitando ao máximo qualquer discussão das medidas que PS, PSD e CDS assinaram com a troika. Ficam para depois das eleições, já com a casa de banho fechada a sete chaves. A próxima merdição segue dentro de momentos.


(…) Krugman diz que só há uma solução: "Como a fada da confiança até agora ainda não apareceu", a crise tem-se agravado, "tornando-se evidente que a Grécia, Irlanda e Portugal não serão capazes de pagar as suas dívidas na totalidade". "Se quiser ser realista, a Europa tem de se preparar para aceitar uma redução da dívida, o que poderá ser feito através da ajuda das economias mais fortes e de perdões parciais impostos aos credores privados, que terão de se contentar com receber menos em troca de receber alguma coisa. Só que realismo é coisa que não parece abundar", sublinha.


Alemanha e BCE têm-se oposto a esta reestruturação da dívida, pondo em causa o próprio euro."Se os bancos gregos caírem, a Grécia pode ser forçada a sair do euro - e é fácil ver como isto pode ser a primeira peça de um dominó que se estende a grande parte da Europa. Então que estará o BCE a pensar?", questiona Krugman.


O Nobel da economia termina o texto com mais uma pergunta: "Estou convencido que isto é apenas falta de coragem para enfrentar o fracasso de uma fantasia. Parece-lhe tolo? Quem é que lhe disse que era o bom senso que governava o mundo?" (ler na íntegra, aqui).


(editado)

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