sábado, 30 de abril de 2011

Excelente entrevista




Quem não queira ver os que nunca pagaram a pagar a crise, quem não queira deixar de ver quem cobra juros astronómicos aos contribuintes a deixar de contar com o enriquecimento proporcionado por negócios firmados com Governos por si capturados, quem não queira uma diferenciação, de uma vez por todas, entre o que é dívida pública e o que são dívidas dos privados, essencial para que cada um de nós não seja posto a pagar o que não gastou, quem não queira ver justiça na economia e uma política económica orientada para a criação de emprego e para as pessoas, quem não queira ver os recursos que são de todos a gerar riqueza para todos e quem queira que Portugal seja transformado numa colónia de um império opaco há-de ter-se decepcionado com a entrevista de ontem de Francisco Louçã. Foi uma excelente entrevista. A agressividade dos entrevistadores foi a habitual.

4 comentários:

Anónimo disse...

Nunca votei BE mas tenho grande simpatia pelo Bloco.
Devo dizer que gostei da entrevista mas não gostei e achei vergonhosa a agressividade dos entrevistadores- um deles talvez por estar contaminado pelo tempo que esteve nos EUA e nós a pagar claro- e a outra por razões desconhecidas mas que facilmente se entendem quando se vê a sua postura carinhosa perante politicos do chamado arco do poder.
Começam cedo, a trabalhar para o lugar. Infelizmente, ao nivel do jornalismo, em Portugal, é assim.

Anónimo disse...

Estes dois entrevistadores são deploráveis.

Começam a entrevista com a provocação barata "O Bloco de Esquerda passou de moda?" que não tem nada a ver com políticas nem propostas nem com o país. Mais grave do que isso, insinuam que um partido político que apresenta propostas e é extremamente activo não passa de uma "moda".

Reduzem todo o processo democrático a um jogo de gente cínica que perpetua um status quo absurdo: "Como é que se faz um governo de esquerda sem o Partido Socialista?", quando a pergunta certa é como é que se espera um governo de esquerda deste Partido Socialista...

Atiram acusações infundadas de forma maliciosa, sub-reptícia, sem justificarem porque as fazem: "O Bloco de Esquerda só fala com os aliados?", e usam truques de linguagem para não dizerem o que querem dizer: os "técnicos estrangeiros"..., talvez porque acham que parecem mais inteligente se falarem das coisas de forma mais abstracta, talvez porque esta linguagem suaviza a realidade...

O Francisco Louçã esteve bem, mas gostava que tivesse sido mais contundente em um ou outro ponto. Não há motivo para pactuar, tolerar e responder diplomaticamente a determinado tipo de demagogia e de retórica insidiosa como a destes (e tantos outros) jornalistas e da nossa classe política em geral.

É preciso que nos deixemos de jogos de linguagem e de jogos políticos. É preciso que percebamos que é o nosso dinheiro, são os nossos cidadãos. E que o que temos que fazer é falar a verdade sem a distorcer com eufemismos ou metáforas ou mentirinhas ou omissões, de propôr o que achamos melhor para o nosso país, e de deixar as pessoas decidir.

Esta historinha dos partidos da moda, dos partidos do "arco do poder", do "um governo de esquerda tem de ter o partido socialista", dos "técnicos estrangeiros", é tudo lama, e o BE tem de dizer isto...

Anónimo disse...

E se um partido ter ideias populares, expô-las e lutar por elas é "aproveitamento eleitoralista", não percebo qual é o papel de um partido...

Cravo disse...

O Louçã parece-me um tipo sério no meio da bandalheira que é a política, mas ficou muito mal na fotografia com o apoio ao Alegre, que é um vendido e obcecado pelo cargo de PR. Quem o viu no último congresso do PS a dar o apoio e um abraço ao Sócrates, depois do quanto criticou o "chefinho", se tem dúvidas é porque não quer ver. Alegre e Nobre são feitos da mesma massa, e da mesma maneira que o PSD deu um tiro no pé ao convidar Nobre, o BE deu um tiro no pé ao apoiar Alegre. Embaraçoso no mínimo.