segunda-feira, 18 de abril de 2011

Comovente prova de humildade

Depois do desconforto gerado pela sua tentativa de transformação das legislativas de Junho no círculo de Lisboa numa espécie de eleição do Presidente da Assembleia da República, Fernando Nobre recuou na decisão de renunciar ao cargo de deputado caso não fosse escolhido para presidir ao Parlamento. Em entrevista à RTP1, ontem à noite, Nobre, cabeça de lista do PSD por Lisboa, admitiu ter afirmado que recusaria ficar no Parlamento apenas como deputado, argumentando que essa renúncia “demonstra desapego completo a qualquer cargo de poder”. “Nunca quis ser deputado e Presidente da Assembleia da República. Eu só quis ser uma coisa: Presidente da República”, afirmou, sublinhando que, nas conversas com Pedro Passos Coelho, não impôs quaisquer condições. Que bonita e sincera prova de humildade. Este novíssimo “desapego ao poder” de Fernando Nobre, contou-nos o Capuchinho Vermelho, passa agora pela total disponibilidade manifestada a Pedro Passos Coelho de, caso este assim o entenda, vir a ocupar aquele lugar que todos os deputados de todos os partidos tentam evitar a qualquer custo: ao lado do desapegado do alheio larápio-deputado dos gravadores. Nobre já está por tudo.

1 comentário:

Constantino, Guardador de Vacas disse...

Mas com tantos elogios ao líder ainda foi dizendo que é de esquerda. O líder não deve ter gostado ou então isto já não interessa para nada.