terça-feira, 26 de abril de 2011

Água e pão duro para a malandragem

Se bem percebi, votar PSD a 5 de Junho é também apoiar uma penalização na reforma a aplicar aos desempregados que não se disponham a continuar a descontar durante os períodos em que não tenham trabalho, é querer que o subsídio de desemprego diminua à medida que a situação de desemprego se prolongue no tempo e pedir que a limitação do período de cobertura do risco de ficar sem trabalho se reduza a 1 mês por cada ano de descontos. E chamar-lhe “mais sociedade”. Os desempregados são todos uns grandes malandros.


Actualização: votar PSD é ainda dar poder a quem quer “reformular” a administração pública, reduzir a taxa social única das empresas, aumentar o IVA, eliminar benefícios fiscais, actualizar os salários indexados a uma produtividade calculada à margem do crescimento dos lucros, taxar os serviços de saúde e de educação públicos segundo os rendimentos, cingir a politica de transportes de passes sociais aos mais pobres, privatizar serviços públicos, facilitar ao máximo os despedimentos e aumentar a idade de reforma para os 67 ou 70 anos.

4 comentários:

Fernanda disse...

O mais grave é que se calhar não vai depender sequer do PSD embora esses provavelmente não se sintam contrafeitos com tais medidas.Este é um esquema muito mais global e visa reduzir os direitos de quem trabalha em favor, vai-se lá saber de quem!!

Filipe Tourais disse...

Em favor sabe-se muito bem de quem. Também propõem a redução da taxa social única paga pelas empresas. Estas passam a ter por única missão a exploração dos recursos do país, trabalho incluído, sem quaisquer obrigações sociais como contrapartida. A mão-de-obra torna-se muito mais dócil quando a sociedade não garante um mínimo de estabilidade.
Quanto a não depender apenas de PSD, temos como garantido que o PSD, tal como o PS e o CDS, apenas sabe conjugar o verbo obedecer.

Anónimo disse...

Actualização: Votar PSD é votar na m....pois claro.

Miguel disse...

Vocês desculpem a discordância.
Mas alguem tem dúvidas que seja quem ganhar vai fazer o que o Fundo de Estabilização Financeira quiser?
Porque fora isso a unica opção é o "default" e num país com 9,1% de deficit em 2010, não estou a ver como nos safariamos sem credito.
As políticas serão forçosamente de direita, mas até desafio toda a gente a votar no Bloco ou no PC para termos finalmente a chamada solução de esquerda que ainda não percebi qual é, porque independentemente de poder moralizar alguns procedimentos do PS, não existe!