quarta-feira, 23 de março de 2011

Descalço vai para o pote, Passos pela verdura

Conforme o guião, pelas razões e motivações mais diversas, o PEC IV foi rejeitado. José Sócrates anunciou a demissão. Vamos a votos. Imediatamente a seguir, falou Jerónimo de Sousa. Depois dele, falava Francisco Louçã. Nisto, ouve-se “vamos ter que interrompê-lo, Pedro Passos Coelho iniciou a sua declaração ao país”. Não esperou. Começamos bem. E lá ficámos a saber que os mercados o preferem a Sócrates. Importante, sem dúvida alguma, ver a vaidade tão bem realçada. Agora, é repetir quantas vezes for necessário que as políticas seguidas até aqui por Sócrates eram boas… e que não resultaram porque era ele e não Passos Coelho o Primeiro-Ministro. E continuar a abafar quem responda a este favoritismo com propostas de mudança que invertam a trajectória de crise profunda que tem como únicos responsáveis os dois amigos que combinaram brincar aos mercados. Preparemo-nos para ver Passos Coelho a ser levado ao colo até ao seu desejado “pote”. O combate será bastante desigual. Desta vez, porém, os portugueses conhecem bem cada candidato e cada projecto, só se deixará enganar uma outra vez quem se deixe novamente embalar. O que será uma "estratégia verdadeiramente nacional"?

4 comentários:

eme disse...

O caminho para o sucesso passa por um exercício de sinceridade, pouco usado pela política.

Filipe Tourais disse...

É melhor não contar muito com isso. Mas já os conhecemos a todos, não há nada que enganar.

Anónimo disse...

Acabou-se a austeridade:
O PSD admite subir a taxa do IVA para 24% ou 25%, caso seja Governo. Miguel Relvas, questionado sobre esta possibilidade pela TSF afirmou: “está tudo em aberto”.

Lídia Craveiro disse...

Passei por aqui hoje. Gostei. Nunca é demais alertar este povo analfabeto como Bretch demonstra e muito bem. Mas acho que a burrice vai continuar...