terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

As revoluções

A troco de um suposto travão no fundamentalismo, Estados Unidos, França, Alemanha e ajoelhados andaram, durante décadas, a apoiar cleptocracias repressivas ao extremo, todas elas empenhadas em limpar das suas sociedades qualquer réstia de organização social que vivesse à margem da engrenagem de cada uma das várias ditaduras que ameaçam agora ruir. Com visível embaraço, ao mesmo tempo que lava a cara da vergonha, o Ocidente dá-se agora conta do monstro que andou a alimentar, empurrando-o para dentro das mesquitas. Antes ditadores, antes ladrões. Deram bom dinheiro a ganhar a muita gente com poder no Ocidente. Um enriquecimento que seria mais difícil caso, por lá, mandassem os valores da tal democracia à qual, por cá, todos eles juraram fidelidade. Perigo dos perigos, superior ao do islamismo, à vergonha poderá agora suceder a revelação do fundamentalismo dos proveitos que tem pautado a diplomacia ocidental. Seria bom ver uma revolução também aí. E, do lado de lá, às ditaduras depostas poderá agora suceder o extremismo islâmico que a ganância andou a engordar. Seria péssimo. Tunísia, Egipto, Síria. Por contágio, a revolução segue dentro de momentos.

2 comentários:

Anónimo disse...

Meu rico 25 de Abril que tanto bem fizeste a este povo.

A direita, porém, que não perdoa, era certo e sabido que havia de levantar a cabeça e esmagar tudo o que foi conquistado.
Temos de fazer qualquer coisa para reconquistar o 25 de Abril.
As pessoas não podem é continuar a ir na lenga lenga dos bandidos do PS e dos que se têm governado neste país.

coraçãodemaçã disse...

Bandidos? Onde??? A eles, cambada...
Dri