segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Que alegria que para aí vai

Como todas as que envolvem o BE, é uma notícia que está a fazer as delícias de muitos. Paulo Silva, membro da mesa nacional do Bloco de Esquerda, demitiu-se hoje em protesto pela decisão da comissão política e grupo parlamentar de apresentar uma moção de censura, que considerou um “profundo desrespeito” por este órgão. Eu também sou da opinião de que a moção deveria ter sido debatida. Não obstante, e cingindo-me à demissão, ela mostra mais uma diferença entre o que deve e o que não deve ser em política. Alguém que se demite por discordar é um gesto democrático que contrasta com a tradição dos agarrados ao tacho a que nos fomos habituando na vida política portuguesa. Isto seria o “normal”, se tivéssemos outra política. Talvez tivéssemos outro país. Ora, no BE, nunca nada é “normal”, sobretudo quando, como agora, ousam pôr o poder estabelecido a tremelicar. Nestas ocasiões, o BE até consegue algum destaque mediático. Divirtam-se.

5 comentários:

Daniel Santos disse...

a moção vai chegar em bocados a Março.

Fernando Lopes disse...

A ver se não vai haver uma purga, à boa moda estalinista.
O problema do BE não são os simpatizantes, mas as cúpulas demasiado velhas para perder tiques ideológicos inconfessados.

Filipe Tourais disse...

O Fernando fez o favor de sublinhar o que escrevi no post. Também ouvi essa da "purga". Mas "purga", recordo, era quando eram expulsos. Aqui não se trata de expulsão nenhuma e sim de alguém que saiu pelo seu próprio pé. Democracia. Mas se quiser acreditar que é purga, aceitarei democraticamente.

Anónimo disse...

Fernando Lopes no BE nunca se expulsou ninguem, houve um caso recente mas que tem a ver com problemas de justiça, e nada com delito de opinião.

Deve por isso estar a referir-se a outros partidos, onde é habito haver expulsões.

No BE há pessoas que por divergências de anos, por cansaço, porque desistiram de ter uma actividade politica, saem , é normal.

Olhe o caso recente do CDS, que por divergências, só de uma vez abandonaram o partido Trinta militantes do Barreiro.

Fernando Lopes disse...

Caros Filipe Tourais e Anónimo:

Como devem saber, tão bem ou melhor do que eu, nos partidos joga-se com grupos, interesses, fidelidades e alianças estratégicas.
Não vejo em nenhum partido, BE incluído, uma superioridade moral que faça desaparecer estas humanas características.
Quanto à purga, depende do número de vozes dissidentes, que agora se irá acalmar, devido à já consumada não aprovação da moção de censura.

Cumprimentos,
FL