quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O Rui, os papões do Rui e a ponta também do Rui

“Tento pegar-lhe por várias pontas, é não há ponta por onde se lhe pegue.” O terceiro eurodeputado eleito pelas listas do Bloco de Esquerda comentou assim a moção de censura apresentada pelo partido que representa em Bruxelas. O texto da moção, recorde-se, ainda não é conhecido. É normal que ninguém, nem mesmo aqueles que se encontram encurralados entre o papão do PSD e a calamidade do PS, tenham dificuldades em encontrar-lhe “as pontas”. Haveria que saber esperar. Para já, e isto é opinião minha, adoptar posições públicas inconsequentes que apenas servem como armas de arremesso a utilizar por adversários políticos é que não tem ponta por onde pegar. Está visto, a escola Luís Filipe Menezes, a quem o ~PS tanto deve, deixou sementes também no Bloco. Os papões do Rui hão-de saber apreciar-lhe as pontas.

6 comentários:

Fernando Lopes disse...

Caro Filipe,

Está em estado de negação. Independentemente da simpatia que a moção poderia provocar, ela já foi definida como ninguém pelo Prof. Pureza.
Não vale a pena citar as sábias palavras, pois não?
E não vale a pena falar em definição pelo colectivo, pois ao que parece o colectivo não foi tido nem achado.
Se quiser elaborar mais, este seu leitor fica grato.

Cumprimentos,
FL

Carlos disse...

A propostade moção de censura foi aprovada por unanimidade na Comissão Política, com a legitimidade estatutária que até os críticos internos reconhecem. Não foi um palpite do Louçã, como se diz +por aí.A Mesa Nacional tem 80 membros e demitiram-se dois, faltam mais 78. O mediático Paulo Silva e a outra senhora que se demitiu criticaram o Bloco por ter apoiado o Manuel Alegre, repetiram que o Bloco persistia no erro de não fazer a autocrítica depois da derrota do Alegre e agora dizem que o Bloco o que quis foi livrar-se da companhia do Alegre 3e do PS.Em que ficamos? É esta a crise profuuuunda do Bloco, com caixão encomendado mesmo ali à esquina. Nunca vi tanta unanimidade à doireita contra o Bloco. Será bom ou mau sinal?

Fernando Lopes disse...

Caro Carlos,
Isso é uma confissão de fé.
Joana Amaral Dias disse agora mesmo na RTPN que a moção não foi discutida na Mesa Nacional. Estatutariamente deveria sê-lo. Mas como é mais bem informado do que JAD ...

Cumprimentos,
FL

carlos disse...

Não há aqui nenhuma questão de fé. Não conheço os estatutos do Bloco. O que digo sobre a legiimidade da decisão ser tomada na comissão política foi dito pelo Paulo Silva, que se demitiu da Mesa Nacional, pelo Gil Garcia, do grupo crítico interno Ruptuira FER e pelo Deputado João Semedo, da maioria. Gente para todos os gostos. A posição da Joana Amaral Dias, somada à do Rui Tavares (independente) e à do Daniel de Oliveira parece começar a clarificar. É a luta pelo poder interno, meu amigo. Uns têm a maioria, outros têm os media

Joana Dias disse...

Felizmente há vozes efectivamente dissonantes neste ataque "concertado" e execrável ao Bloco de Esquerda!
Obrigada, Filipe Tourais!
Se dúvidas houvesse dos intentos desta histeria mediática...
Caro Fernando, dá-me a sensação que a profissão de fé é sua em relação à Joana Amaral Dias!
Está no seu direito!
Já agora elucidem-me: porque é que não houve esta histeria quando o PP apresentou uma moção de censura que votou completamente sozinho na Assembleia???
A do BE pôs o dedo na ferida, foi?!
Azarinho!

Filipe Tourais disse...

Constato aqui também o que escrevi no post. Qualquer voz que, de dentro do Bloco, manifeste dissonância transforma-se no herói por um dia de muita gente. Saberá bem ouvirem o que querem ouvir.