terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

E censurá-lo é infantilidade, teatro, irresponsabilidade, uma ameaça à estabilidade e o diabo a quatro

A crise chegou às farmácias: os portugueses estão a adquirir menos medicamentos e há cada vez mais pessoas a comprar fiado. Um sinal desta dificuldade acrescida é o crescimento da chamada dívida de curto prazo nas farmácias - que, no ano passado, aumentou entre 20 e 25 por cento, segundo adianta a maior associação do sector, a ANF. Todos eles são portugueses que vivem acima das suas posses. Há quem os censure por o fazerem. Há quem censure o caminho de cortes nos apoios sociais e incentivos ao desemprego e ao achatamento salarial que conduziu a que não tenham posses. E há quem censure a censura destes últimos.

2 comentários:

Fernando Lopes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

Está tudo a correr bem: em 2010, o lucro dos três maiores bancos privados nacionais cresceu 8%, face a 2009, para quase mil milhões de euros. É a banca, aparentemente, a conseguir transferir o stress para outros. Questão de poder. Entretanto, segundo o Negócios, e isto até custa a crer, o “encargo fiscal do BCP, BES e BPI caiu 83%” no mesmo período, o que terá ajudado no aumento dos lucros, claro. Isso e os empréstimos do BCE a taxas de juro quase nulas. O BCE está aí para as curvas dos bancos, mas não para as dos Estados que amparam os bancos e que depois ficam na sua dependência. É a vida no capitalismo financeirizado. Os riscos financeiros, que são muitos neste regime, são sempre socializados. Por isso é que o controlo público dos bancos deveria ser superior.