quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Uma greve de direita

Pelo menos 45 a 50 escolas privadas com contrato de associação estavam fechadas ou sem qualquer actividade lectiva esta manhã, em protesto contra as alterações ao financiamento destes estabelecimentos, segundo dados divulgados ao PÚBLICO pelo movimento SOS Educação. Os contribuintes portugueses estão a pagar pelo funcionamento de estabelecimentos de ensino privados e estes não estão a cumprir com a contra-prestação pela qual recebem dinheiros públicos. “Grevistas” e “desordeiros”, diriam, naquele tom enjoado, os partidos da direita, caso estivéssemos a falar de escolas e funcionários do Estado. Mas estão envolvidos na questão interesses privados e quem protesta são empreendedores da sombra do Estado. Há que apoiá-los, demonstrar-lhes carinho. Que não lhes falte nada. Cortes? É no Estado. Pesa e oprime. Abaixo a subsídio-dependência.

1 comentário:

Anónimo disse...

Uma parte consideravel das escolas em manifesto pertencem a um grupo economico formado com os lucros resultantes destas parcerias publico/privado - GPS. Se o valor ate agora pago nao libertava uma grande margem de lucro, de onde veio o dinheiro para se construirem todas as escolas do grupo, os demais negocios dos mesmos, e os elevados niveis de vida?