sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Simples

Será pacífico aceitar que é irracional manter duas escolas públicas abertas uma ao lado da outra. E o mesmo julgamento será válido se em vez de duas escolas públicas tivermos lado a lado uma escola pública e outra privada paga com dinheiros públicos. Ora, dos 94 colégios com cortes nos apoios, 20 têm uma alternativa do Estado do mesmo grau de ensino a menos de 1 km e só 18 escolas privadas, das 94 com contrato de associação com o Estado, ficam a mais de 15 quilómetros de uma pública com o mesmo grau de ensino. Apenas nestas últimas é válido o argumento de que não há alternativas estatais próximas e, mesmo nestas, apenas se justifica o seu financiamento público se nelas se verificar o critério número mínimo de alunos que levou ao encerramento de tantas escolas por todo o país. Não há grande volta a dar a esta questão. Há pais que querem manter os seus filhos nestes estabelecimentos de ensino. Aceita-se. Pagos com o seu dinheiro. Simples.

1 comentário:

cidadão comum disse...

Concordo com o que diz.
Temos de ser simples e práticos e não complicar o que pode ser resolvido com um plano simples e eficaz. Se os pais, com todo o direito, querem os seus filhos nestas escolas pelas mais variadas razões, e o Estado chegou a um ponto que não pode financiar mais que aquilo que paga nas escolas publicas, o complemento que falta para as escolas privadas funcionarem em pleno, terá de vir dos próprios utentes. Simples de resolver e de delinear. Agora o Estado suportar este processo indefinidamente, penso que é injusto para aquela maioria que tem os seus filhos em escolas publicas, e têm o têm, melhor ou pior e não reclamam desta maneira.