quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Sem Cavaco à 1ª, famílias em apuros

No dia em que os funcionários públicos começaram a receber os seus recibos de vencimento, já com os cortes decididos em 2010, que o anterior Presidente promulgou em tempo record, Cavaco diz que o próximo Presidente tem que estar “atento às injustiças na distribuição dos sacrifícios neste tempo de dificuldades”. O próximo Presidente, se for Cavaco, nada terá que ver com o anterior, o próprio Cavaco. Há um Cavaco a viver dentro de outro Cavaco. Um faz, sem nunca fazer. O outro está apenas atento, guardando toda essa atenção para si próprio: nunca dá explicações.

E para provar que continua bastante atento à sensibilidade de uma plateia ignorante permeável ao seu estar sem estar, ao seu fazer sem fazer lixiviante dos negócios mais sujos, Cavaco vai largando baboseiras em tom de ameaça. Alerta do dia:
uma segunda volta seria “desviar as atenções do essencial”. E “o “essencial” o que é, meu adorável povo? Às vezes, Cavaco é bem claro. Uma segunda volta provocaria “uma contracção do crédito e uma subida das taxas de juros, com as consequências para as empresas e famílias.”. Quanto aos efeitos de uma segunda volta sobre os juros, deve ser para rir. Ouve-se a voz do desespero. Mas concordemos quanto às famílias. Famílias Cavaco Silva, Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Fantasia e as de tantos outros amigos que adivinham dificuldades caso haja uma segunda volta. Oremos, senhores!


1 comentário:

Anónimo disse...

Grande lata! Mas está com medo, está mesmo.