terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Que bom, tão bom

Números preliminares da execução orçamental apontam para um resultado melhor do que o esperado, vão desaparecer quase 50 mil postos de trabalho este ano em Portugal, o PIB recuará 1,3 por cento e o rendimento das famílias 2,4 por cento. A austeridade a produzir recessão. Quatro faces de uma mesma notícia, a “excelente notícia” dada por José Sócrates esta manhã e papagueada no mesmo tom de glória por toda a comunicação social. E os juros da dívida soberana, que desceram vertiginosamente quase 0,1 por cento em todos os prazos? O dia é mesmo de boas notícias. Juntos, havemos de conseguir.

Para esquecer: 28 milhões de euros em publicidade, 15 milhões em viagens, 600 mil euros em concertos de Tony Carreira e 82 mil em flores para a residência de José Sócrates: são só alguns exemplos dos contratos de ajuste directo feitos pela administração pública, desde 2008. A lista é longa e vai de esculturas milionárias a tapetes de Arraiolos.

1 comentário:

Anónimo disse...

É só vergonha atrás de vergonha.
Como é que é possivel um governante ir á TV todo sorridente e satisfeito apresentar como muito bom o resultado dos roubos consecutivos a que tem sujeito os cidadãos.
Portugal é de facto um país muito mal frequentado como diz o outro.
Cada vez me enoja mais ver, quanto mais ouvir, os bandalhos, vigaristas e burlões que têm governado este país.
Os meus maiores se cá voltassem punham de certeza toda essa gentalha atrás das grades tantos e tão miseráveis têm sido os seus crimes contra os cidadãos.
Por mim, é abaixo esses grandes FDP.