Domingo, 28 de Fevereiro de 2010
Obrigado ao Sporting, obrigado a ambos
Sábado, 27 de Fevereiro de 2010
Tempestade perfeita
Quatro golos sem resposta, uma mão cheia de golos desperdiçados, um golo limpo anulado por Lucílio Baptista e uma exibição próxima do perfeito, não poderia exigir-se mais, num campo onde os adversários que ainda disputam o título perderam pontos. Destaques para as entradas no onze inicial do estreante Airton, em bom plano, a justificar a contratação, e de Eder Luís, que inaugurou o marcador. Ainda para a noite absolutamente brilhante do fabuloso Di Maria, que registou o primeiro hat-trick da sua carreira. O Benfica hoje registou a 12ª vitória da época com quatro ou mais golos alcançados.
Leixões 0 – Benfica 4 (Eder Luís e Di Maria (3))
Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010
Lotaria popular
E o que é que terá feito o PSD mudar a pose? Com algum grau de certeza, a intenção de aproveitar a onda mediática para desviar as atenções de outro recuo, o de ter deixado cair um dos principais argumentos que utilizou em campanha para caçar votos, o fim do pagamento especial por conta pelas "piquenas" e médias empresas.
Não é que eu concorde com este último ou discorde da constituição desta comissão parlamentar de inquérito. Não é nada disso o que está aqui em causa. O que constato, mais uma vez, é que é uma lotaria votar nestes partidos que se perfumam com a “responsabilidade” que podem e sistematicamente se esquecem do que prometem aos eleitores a quem devem o poder que têm nas mãos. Com políticos destes e com eleitores que não cobram as traições a quem os engana, a política vale muito pouco e as decisões perdem correspondência com qualquer lógica de representatividade própria das democracias. O futuro, nestas mãos, é ele próprio uma lotaria sorteada ao som de lamúrias como a do video junto, mais acorde, menos acorde. Há quem goste.
"Oxalá que nunca se diga que sou profeta" (1985)
Este excerto faz parte de um artigo publicado no Diário de Notícias da Madeira em 1985 pelo engenheiro silvicultor Cecílio Gomes da Silva, falecido em 2005, em que descreve, de maneira bastante aproximada, o que viria a acontecer na Madeira 25 anos mais tarde. A versão original pode ser lida aqui. O vídeo junto é um excerto do programa Biosfera, e foi transmitido há dois anos.
Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010
Chocarrice ®Público
A toque de trombeta
Isto a propósito de duas notícias.
Uma, de ontem, a do leilão de mil milhões de euros em obrigações do Tesouro português, à taxa média ponderada de 3,498 por cento, cuja procura quase duplicou a oferta. Ora, segundo a tal teoria da oferta e da procura em mercados perfeitos, quando a procura excede a oferta, tal significa que o preço está acima do preço de equilíbrio que faria com que ambas se equivalessem. Não foi essa a interpretação dos trombeteiros do mercado, que, em vez de observarem um preço exagerado que poderia evitar-se se o Governo decidisse remunerar melhor os certificados de aforro que assassinaram, preferiram replicar aquela lengalenga – que serve na perfeição a especulação – da penalização da situação financeira das nossas contas públicas pelos mesmos mercados e agências de rating que se esqueceram de penalizar países como a Inglaterra ou os Estados Unidos, ambos a braços com números ainda mais medonhos do que os nossos.
A segunda trombetada, já de hoje, faz alarido sobre a ameaça de mais descidas na classificação de risco da dívida grega por parte das mesmas agências de rating que continuam a ser levadas a séro, apesar de não terem tido a capacidade prever nem a explosão da bolha do sub-prime, nem o colapso do final de 2008 e de darem classificação máxima ao risco de países com situações financeiras muito piores do que a nossa, ., e as implicações dessa descida no aumento dos custos da dívida grega, os efeitos de arrastamento sobre as dívidas portuguesa, espanhola e irlandesa e sobre uma descida da cotação do euro que, embora só nos beneficie, é misturada com as anteriores e com os confrontos entre polícias e manifestantes na Grécia para aumentar a catástrofe que tentam vender como iminente. Lições a retirar: os portugueses devem portar-se muito bem, não protestar as medidas de austeridade que vão poupar aqueles que não precisam de trabalhar para enriquecer, não arranjar cá confusões com a polícia e aceitar tudo o que seja imposto de cara alegre. É que os mercados, esses papões que sabem tudo e castigam, onde a maioria dos portugueses nunca ganhou um cêntimo, podem não gostar. Quando a política não sabe ou não quer, mandam os mercados e prosperam os seus lacaios da trombeta, que também mandam um bocadinho-muito. Eles existem para dar o alerta a todos aqueles que, embalados pelas suas cornetadas, preferem que se governe para os mercados e não para as pessoas.
Fiquem, fiquem, que o Governo é amigo
Muitos, mesmo muitos, fizeram as contas e viram que as vantagens de uma antecipação da sua aposentação é mais vantajosa do que ficar no activo a perder direitos, o que provocou uma corrida à Caixa Geral de Aposentações. E a copiosa chuva de pedidos de reformas antecipadas fez com que quem mandou o barco ao fundo se queixasse de ter os pés molhados: por temer as consequências da sua mais recente obra-prima sobre o funcionamento dos serviços públicos, o Governo desdobra-se agora em apelos patéticos à ponderação dirigidos a quem, com toda a certeza, sabe fazer contas. Não as terão feito bem. O Governo, obviamente. Responsável e competente. Amigo dos funcionários públicos.
Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010
Preparativos da festa da flor
Outro caminho
Assim, uma das propostas aponta no sentido da renegociação, por parte do Governo, de todos os valores e prazos de pagamento dos contratos de compra de material militar cujos programas de contrapartidas não tenham sido executados pelo menos a cinquenta por cento. Não faz sentido que, embora aquelas estejam contratualizadas, existam incumprimentos por parte dos outorgantes privados, sem que do lado do Estado se faça qualquer esforço no sentido de acautelar o interesse público, exigindo o seu cumprimento ou sancionando o seu incumprimento.
Debaixo de mira voltam a estar também os Planos Poupança Reforma, uma vez que Não faz qualquer sentido que a esmagadora maioria dos portugueses, que nem sequer tem a possibilidade de subscrever estes planos, pague com os seus impostos um benefício fiscal atribuído a produtos financeiros, doutra forma sem rentabilidade, que são subscritos apenas pelos cidadãos mais ricos. O Estado gasta mais com os benefícios fiscais aos PPR do que gastaria se, tal como recentemente propôs o Bloco, se aumentassem em dez euros todas as reformas inferiores ao actual salário mínimo, 475 euros.
A mesma lógica aplica-se aos seguros de saúde, outro produto apenas adquirido pelos mais ricos e pagos com os impostos de todos.
Relativamente aos prémios que as administrações das empresas auto-atribuem aos seus administradores, o Bloco quer "tornar a tributação dos prémios permanente e generalizá-la a todos os sectores empresariais" e que esta abranja também o IRS e não apenas o IRC, tal como o Governo propôs residualmente na generalidade.
A taxação, em IRS ou IRC, de todas as transacções com o offshore da Madeira a 25 por cento é outra medida que se justifica inteiramente: da existência daquele paraíso fiscal, a esmagadora maioria dos contribuintes apenas retira consequências negativas, nomeadamente uma sobrecarga fiscal capaz de compensar os ganhos daqueles que o utilizam para fugir ao fisco. Esta seria outra forma de gerar receitas e de promover a equidade e a justiça fiscais.
O Bloco propõe uma taxa efectiva de 20% em IRC para as instituições de crédito e sociedades financeiras, contra os actuais 12,8 por cento, uma aberração fiscal se a compararmos com os 25 por cento aplicáveis à restante economia.
Havendo milhares de juristas na Administração Pública, o recurso a consultadorias jurídicas externas pelo Estado é uma aberração. Só nos últimos quatro anos, esta prática com beneficiários bem identificados custou cerca de 600 milhões de euros aos contribuintes. O Bloco de Esquerda propõe que se estabeleça que, em valores superiores a dez mil euros, só sejam permitidas mediante justificação fundamentada sobre a inexistência de recursos especializados próprios do Estado e submetida a aprovação prévia do Ministério das Finanças.
O Bloco propõe ainda que seja feita uma revisão global do Estatuto dos Benefícios Fiscais que incluirá, naturalmente, a revogação da retirada de benefícios fiscais aos cidadãos portadores de deficiências pelo anterior Governo Sócrates.
Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010
1/16 de cansaço: o último jogo fácil
Gostei de ver Cardozo regressar à confiança e da forma estonteante de Di Maria. Não gostei de verificar a má forma física de Aimar e Saviola. Mais uma vez evidenciaram fadiga e os dezasseis avos de cansaço de hoje poderiam bem ter-lhes sido poupados. É fácil dar palpites depois de conquistadas as vitórias, mas, quanto a mim, o último jogo fácil dos tempos mais próximos deveria ter sido aproveitado para rodar pedras menos utilizadas, como Nuno Gomes, Kardec, Eder Luís, Felipe Menezes, entre outros de uma lista longa de jogadores que seguramente farão falta em boa forma caso, na sucessão alucinante de desafios dos próximos meses, , algum dos hoje não poupados se veja impedido de jogar ou acentue o desgaste.
Marcadores: Cardozo (2), Javi e Aimar
A fábrica de inocentes
Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2010
Se o chefe sonhasse
a) a si, leitor e adorável chefe, que nomes pode garantir que alguém jamais utilizou para se referir à sua pessoa na sua ausência?
b) a si, respeitoso subordinado, que substantivos e adjectivos nunca lhe ocorreriam utilizar para se referir ao estimável chefe?
b1) na sua ausência?
b2) na sua presença?
As regras da corporação
Hoje, passados alguns dias, aqueles que não conseguiram acordar com o Euro Milhões do Rui Pedro e continuam a entusiasmar-se com a necessidade pátria de sacrifícios que apenas alimentam a imaginação dos seus criadores, têm nova oportunidade para o desejado despertar: o duplamente colega de corporação, nas corporações PS e PT, Fernando Soares Carneiro, sorteado com a mesma fortuna através da mesma metodologia que bafejou o jovem Rui, acordou com a PT uma rescisão que prevê o recebimento de uma compensação por todas as remunerações que receberia caso se mantivesse em funções até ao final da sua graciosa, em 2011. Nada como um mercado de trabalho flexível, capaz de premiar o mérito, maximizar a produtividade e promover a mobilidade.
O alargamento do subsídio social de desemprego, as actualizações salariais, o pagamento de horas extraordinárias, a estabilidade das relações de trabalho, entre outras, continuam a ser impossibilidades em razão da penúria do país e da necessidade de sermos uma economia mais competitiva. Talvez um dia esse sonho se torne possível, se nos portarmos tão bem e fizermos tantos sacrifícios como o Rui Pedro e o Fernando ou se, tão bem como eles, nos encaixarmos nas regras da corporação.
Ao serviço
Ao longo dos últimos meses, o Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, recusou o acesso aos seus despachos de arquivamento ao crime de atentado contra o Estado de direito no âmbito do caso Face Oculta. O PGR travou o acesso aos documentos porque estes, segundo o próprio, continham escutas entre Armando Vara e José Sócrates, o que, por sua vez, teria levado a que o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha do Nascimento, as mandasse destruir.
Porém, o que o “Diário de Notícias” e o “Correio da Manhã” noticiaram ontem é que, afinal, em lado algum aparecem as conversas entre Sócrates e Vara nesses documentos.
Domingo, 21 de Fevereiro de 2010
Lágrimas que dão votos
Na Madeira, porventura até mais visivelmente do que no continente, os poderes públicos têm andado de braço dado com aqueles que enriquecem construindo em locais que, embora tecnicamente proibitivos, gozam da sua permissividade, potenciando, assim, o estrangulamento de ribeiras como aquelas que ontem, ao transbordarem, causaram a tragédia. Porém, não será esta a leitura de quem nos governa: o Primeiro-ministro deslocou-se ontem à Madeira acompanhado do Ministro da Administração Interna. A Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território ficou em casa. As lágrimas dão votos. O desordenamento, a ausência de planeamento e a especulação imobiliária fazem fortunas que dão poder. (actualizado)
Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010
Quem é amigo, quem é?
O sol e a peneira
Um Sol que acorda a Justiça
As conversas entre Perestrello e Penedos aconteceram logo após a derrota nas eleições europeias de 7 de Junho e numa altura em que o Partido Socialista estava a preparar a campanha para as legislativas de Setembro, sendo o actual secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrelo, responsável por organizar os tempos de antena na televisão. Paulo Penedos, por seu lado, trabalhava na dependência do administrador executivo da empresa de telecomunicações, Rui Pedro Soares, que tinha o pelouro do Marketing e Publicidade e que era também administrador não executivo no Taguspark.
De acordo com o “Sol”, Rui Pedro Soares aproveitou a sua presença nas duas empresas para obter, através destas, o apoio do futebolista Luís Figo à campanha de José Sócrates para um segundo mandato como primeiro-ministro. Nas escutas feitas no âmbito do processo Face Oculta e divulgadas pela terceira semana consecutiva pelo semanário é possível perceber o suposto esquema de Rui Pedro Soares e a forma como contou com a ajuda de Américo Thomati e de João Carlos Silva, ambos da comissão executiva do Taguspark, para pôr ao serviço dos interesses do PS funcionários, meios e fundos financeiros das duas empresas com capitais públicos.

- 250 mil euros x 3
“O meu chefe [Rui Pedro Soares, administrador da PT] vai para Milão, segunda-feira, encontrar-se com o Figo para uma coisa um bocado pornográfica. Conseguiu que o Figo apoiasse o Sócrates. Pediu que eu fizesse um contrato com a Fundação Luís Figo, à razão de 250 mil euros”, disse nas alegadas escutas citadas pelo “Sol” Paulo Penedos a Marcos Perestrelo, que responde: “E isso vale muitos votos! Essa m... dá muitos subsídios de desemprego”.
Depois Perestrello confessa: “Por acaso não me deram o nome do Figo para os tempos de antena das personalidades para depor”. Ao que Penedos responde: “Pronto, faz-te de novas que o nome vai-te aparecer, só que o apoiante espontâneo e fervoroso primeiro deve querer assinar o contrato, não é?”
O semanário avança ainda que José Mourinho terá sido sondado para apoiar José Sócrates, mas o contrato não foi avante por “razões desconhecidas”. Luís Figo desmentiu ontem que tenha recebido dinheiro para apoiar a campanha de José Sócrates, reiterando que o fez a título pessoal, sem que ele ou a sua fundação tenham recebido nada em troca.
Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010
Descansar sobre a vantagem
Javi e Luisão.
No tempo exacto
Desta forma, na vez de tudo o que seria importante que dissesse, assistimos a um pack de três ideias, que nada acrescentam ao que Sócrates já havia dito, a que chamou de “verdades”, condensado em menos de 5 minutos que lhe bastaram para adiantar uma terceira versão da mesma história e ainda dizer, sem dizer nada, qual a estratégia do Governo para o país nos próximos tempos. Aspecto positivo, terminou mesmo a tempo de dar a possibilidade aos portugueses de mudarem para o canal que transmitia outro espectáculo muito mais interessante, o jogo do Benfica, gesto que revela um sentido de Estado pouco comum em entretainers com o seu grau de especialização em vitimários.
(editado)
Marketing del polvo
Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010
Hmmmm
Tudo dentro da normalidade
Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2010
E agora, o Braille
Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2010
Quem quer ser milionário?
Foram construídas com o dinheiro de todos os contribuintes. Também com dinheiro com a mesma proveniência, 3,5 mil milhões de euros, estiveram, estão ou virão a estar em obras, no âmbito do programa de modernização do parque escolar que tem sido Uma das bandeiras de “investimento público” dos Governos Sócrates.
Mas a necessidade de adaptar as instalações escolares ao uso das novas tecnologias e às novas normas de climatização e ruído foi acompanhada por outra bem mais importante do ponto de vista estratégico: a da transferência da sua propriedade. Assim, as escolas portuguesas passaram ou passarão de património do Estado para património de uma empresa pública, a Parque Escolar EPE, para tornar mais fácil a sua alienação. São cerca de 350 escolas e respectivos terrenos que farão, primeiro, a delícia daquele tipo de especulação imobiliária geradora de fortunas com origem em actos administrativos e, depois, gerarão as rendas que todos pagaremos pelo uso de património edificado e modernizado com o nosso dinheiro.
Porque será que a maioria PS-PSD-CDS recusou o projecto legislativo, apresentado pelo Bloco de Esquerda, com vista a que todas as valorizações de imóveis resultantes de actos administrativos (tais como alterações ao PDM) revertessem integralmente para o Estado? O modelo de enriquecimento que os três partidos que já foram poder em Portugal desenvolveram desde o 25 de Abril continua a descobrir fórmulas de distribuição de riqueza entre aqueles que lhes estão mais próximos.
Domingo, 14 de Fevereiro de 2010
Sábado, 13 de Fevereiro de 2010
1, 2, 3, desespero
2. Ao mesmo tempo que António Costa aceita discutir um cenário onde é colocado como Primeiro-Ministro, o desespero socialista completa-se na aposta clara de safar o querido líder das explicações que não querem que dê: uma mensagem anónima está a circular entre os militantes do PS a convocar uma manifestação, no dia 20, para "repudiar esta campanha suja contra o PS e contra Sócrates".
3. E contra o que estão a fazer contra a outra estrela de todo este vitimário, não há manifestação? O boy Rui Pedro Soares Anunciou hoje que vai processar o “Correio da Manhã” por envolvê-lo numa operação de financiamento da campanha do PS nas últimas eleições legislativas que inclui 750 mil euros alegadamente pagos a Luís Figo para tomar o pequeno almoço com Sócrates no último dia da campanha. Se não foi incluído na convocatória, terá que haver outra manifestação.
Poderia ter-se complicado
Se o Benfica não tivesse marcado cedo, aos 10 minutos, por Cardozo, a recepção ao Belenenses poderia ter-se complicado imenso. Os azuis do Restelo demonstraram que não são merecedores da última posição que ocupam na tabela classificativa. Embora sem chegarem a incomodar a baliza de Quim, apresentaram-se muito disciplinados tacticamente e chegaram, inclusivamente, a dominar em alguns períodos menos bons do Benfica. Do lado encarnado, foi evidente o cansaço de algumas pedras fundamentais do seu xadrez, Sobretudo Aimar, Saviola e Maxi. Uma evidência que se traduziu tanto na dificuldade de manter e recuperar a posse de bola, como também no número diminuto de remates que a equipa conseguiu produzir. Weldon, que entrou ao intervalo, foi uma agradável surpresa. Mostrou muito mais argumentos para voltar a jogar do que os que não vimos às novas aquisições no embate contra o Sporting.
Leixões 0 – FC Porto 0
Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010
Balanço económico do 1º Governo Sócrates
O mito dos "poderosos interesses corporativos"
Hoje sabe-se que, enquanto os portugueses aderiam à – esta também genuína – campanha negra que foi movida contra os servidores do Estado, o custo de um dos seus entretenimentos preferidos pode medir-se por todos os impostos, que pagaram para ter melhores serviços públicos e melhores coberturas sociais, que acabaram canalizados para pagar a delinquência dos verdadeiramente poderosos. Nem em ano de crise deixaram de ver os seus lucros aumentar. No ano a seguir à sangria, depois do rombo que provocaram nas contas públicas nacionais, continuam poderosos interesses corporativos mantidos à margem da crise (Ler mais abaixo).
O prato do dia
Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010
Operação Caluda: um sucesso publicitário
Assalto ao Banco de Portugal
173 milhões em IRC pelos ares
Às malvas com a criação de emprego
Romper latex
Gostei de ler: "Que espaço resta à direita para se afirmar?"
Enfim, o governo deixa muito espaço à sua esquerda. Já a direita vai continuar a ter muita dificuldade em encontrar espaço para se afirmar.» - Ricardo Paes Mamede, para ler na íntegra aqui.
Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010
Aperta-se o cerco sobre o comissariado político-judiciário
Hoje, é notícia que Pinto Monteiro omitiu ainda que nas certidões que lhe chegaram estavam também incluídas escutas telefónicas, cuja validade é juridicamente incontestável, entre Paulo Penedos e Rui Pedro Soares, o administrador executivo da empresa para quem o advogado trabalhava, relevantes para as suspeitas que envolvem o primeiro-ministro. E que havia ainda outras escutas envolvendo Armando Vara e outras pessoas, que não José Sócrates. A autorização de todas elas é da exclusiva competência do juiz de instrução do processo, António Gomes, que as validou de acordo com as formalidades legais.
Não admira, pois, que, ontem, Pinto Monteiro tenha sentido a necessidade de dizer ter “tantas condições para continuar no cargo” como tinha quando tomou posse. A questão nem se colocaria se não sentisse que fez batota e que deve um milhão de explicações ao país. As magistraturas devem servir a Justiça e não o poder político. E o poder político, pela voz do próprio José Sócrates, por pelo menos duas vezes, já admitiu a veracidade das escutas publicadas ao referir-se a elas como um crime de violação do segredo de Justiça aproveitado pelo PSD. Nunca como calúnias, apesar da poeira que vai tentando levantar.
Não há fome que não dê em fartura
Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
Goleada em jogo-treino
Depois de aberto o marcador, o jogo-treino prosseguiu compassado pelos olés que vinham das bancadas, quase sempre no meio campo defendido pelos donos da casa. Um período que, apesar da falta de referências de ataque do Benfica (Kardec e Eder Luís apenas alisaram a relva), culminou no segundo golo encarnado.O Sporting jogava então deliberadamente mal para desconcentrar e despertar a comiseração do adversário. Conseguiu-o. Logo a seguir ao segundo golo, o Benfica começou a brincar e, numa das várias perdas de bola em zona supostamente proibida, um dos muitos defesas centrais leoninos, Liedson, serviu um frango da Guia (pequenino) a Júlio César. O verde das bancadas voltava a ser esperança-milagre. E, apesar das evidentes dificuldades de locomoção da maioria dos jogadores da equipa, a seguir ao intervalo, a torcida verde continuava a sonhar com um honroso 1-2. Mas só até ao 1-3, que lá apareceu sem demasiado suor. Depois, até ao 1-4, rezaram pelo fim do jogo. Jesus é grande. Foi logo a seguir.
Diz que é uma espécie de consenso
Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010
Welcome back
É preciso ter lata
Recordando o futuro
De acordo com uma comparação dos orçamentos do Estado desde 2003, ano a partir do qual o PIDDAC evidencia uma tendência de quebra, o investimento da administração directa do Estado (PIDDAC) cairá, em 2010, para o valor mais baixo dos últimos oito anos, apesar do desemprego estar em máximos de décadas. Em contrapartida, crescem os contratos de investimento de associação do Estado a alguns privados e a respectiva desorçamentação, com a repetida dificuldade de fiscalização parlamentar dos compromissos do Estado nos contratos assinados com os “parceiros” privados, repetidamente apontados pelo Tribunal de Contas como lesivos do interesse público. Ao mesmo tempo, o PIDDAC vai-se esvaziando, fugindo o Governo ao seu impacto na dívida pública, mas aumentando os encargos plurianuais extra-orçamentais que pesarão no défice de orçamentos futuros, reduzindo a margem de manobra de quem governe quando os milhões e milhões, que no presente fazem a fortuna das clientelas do poder, começarem a ser pagos pelos adormecidos que há 36 anos elegem, à vez, sempre os mesmos fazedores de fortunas. Já seria hora de accordarem.
A Corte
Sábado, 6 de Fevereiro de 2010
Não eram favas contadas
Na primeira parte, durante a qual ambas as equipas marcaram na própria baliza, foi gritante o desacerto encarnado, aproveitado por um Vitória muito mais objectivo e esclarecido tacticamente. Dominou durante largos períodos e criou várias oportunidades de golo.
Já a segunda metade foi um pouco diferente. O Benfica entrou a todo o gás e poderia ter marcado, logo a abrir. O Vitória foi quebrando fisicamente e desaparecendo à medida que os minutos iam passando, ao mesmo tempo que o Benfica, embora atabalhoadamente, ia assumindo o comando dos acontecimentos. No último minuto, Cardozo falhou a marcação de um penalty, o único de três que poderiam ter sido assinalados por um árbitro que também anulou um golo limpo aos sadinos. Fraco no jogo colectivo e sem uma única exibição que se destacasse pela positiva no plano individual, o Benfica de hoje talvez tenha sido dos piores que vi esta época. Empatou. Menos mau.
V. Setúbal 1 – Benfica 1
Um seleccionador com perfil governamental
Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010
Definição de "governabilidade"
Um por todos, todos por um
Código de barras: Um controla-se melhor que dois - dois controlam-se melhor que três - ...
Empurrado por
Filipe Tourais
2
Puxões e esticões adicionais
Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010
Produções ®Sócrates apresenta... Carnaval 2010
É de realçar que a nota não diz expressamente que o Primeiro-Ministro nunca ameaçou demitir-se, ou seja, a intenção não é a de pôr um ponto final à questiúncula. E também que nunca, nem esta noite, houve qualquer desmentido oficial categórico da versão que circulou na imprensa sobre as ameaças de demissão de José Sócrates e Teixeira dos Santos, que despoletaram a instabilidade presente. Finalmente, para sublinhar o absurdo que subjaz a todo este carnaval, há que perceber que as alegadas ameaças de demissão se devem a uma proposta de alteração à lei das finanças regionais que o PS Madeira votou favoravelmente. O PS vota e depois crispa-se consigo próprio. E que, em Dezembro passado, o mesmo Governo que agora apresenta publicamente a postura que se vê transferiu para o Governo Regional da Madeira 79 milhões de euros por debaixo da mesa. Denuncia-o Francisco Louçã. A tal "responsabilidade" do auto-proclamado Governo mais responsável do mundo resulta eevidente para quem não abuse dos inibidores de visão.
"1) O PS votou na Madeira, ao lado do PSD, CDS e PCP (só o Bloco não a aprovou), a lei que agora considera que é inaceitável e que poderia provocar a demissão do governo. A lei era mesmo inaceitável (com o voto do PS), porque levava a disparar a despesa e o défice, beneficiando o incumpridor (por exemplo, se o défice era ilegal, a dívida seria transferida para o país inteiro no mesmo montante da ilegalidade... Alberto João Jardim ganharia duas vezes). O Bloco conseguiu impedir esse disparate, retirar mais de 150 milhões desse despesismo, impor regras e conseguir transparência.
2) O Governo, que agora contesta esta lei (que o PS aprovou na Madeira), deu 79 milhões de euros ao governo regional da Madeira em aumento de dívida, em Dezembro deste ano. Foi Sócrates quem decidiu essa benesse, contra o parecer do ministro Teixeira dos Santos, que terá mesmo pedido a demissão. O governo que deu 79 milhões de euros debaixo da mesa não está disposto a impor uma lei que de controlo das contas e da dívida."
Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010
Folgada e sem suor
Pois, não há dinheiro
Já há dinheiro para os desempregados
Definição de taxa de desemprego "aliviada"
Um apelo
Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
Quem disse que as catequeses não são úteis?
São opções
E não é previsível que nenhum dos afectados pelos cortes abandone a América. Essa conversa fica para países onde os verdadeiros privilegiados, mantidos fora das listas oficiais de privilegiados a abater, são poupados à custa de cortes nos direitos de quem trabalha operados por Governos conhecedores de um eleitorado cuja tendência de voto não se altera demasiado com as consequências sobre si das escolhas de quem manda.
Não quero com isto dizer que os americanos sejam um exemplo nas escolhas políticas que têm feito ao longo da sua História. Lá, como cá, como em todo o mundo, a má ou a não utilização do voto tem-se traduzido em benefícios duma minoria que, não tendo votos, tem o poder de condicionar as escolhas da maioria e no prejuízo desta última que, tendo votos em abundância, não é capaz de se mobilizar para que esse poder reverta a seu favor. Quis, tão-somente, enaltecer três medidas de elementar justiça social tendentes a colocar aqueles que mais podem a pagar uma crise que por cá continua a ser paga pelos mesmos de sempre, maioritariamente votantes nos mesmos de sempre. São opções.
Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010
Definição de governabilidade
Ler em silêncio, para não incomodar
A incompetência inimputável e a estabilidade do erro
- Sem perdas de tempo desnecessárias, a actualização desta saga ocorreu logo a seguir:
“O ministro das Finanças mostrou-se hoje confiante na sua previsão de desemprego médio em 2010, apesar de o Eurostat ter revelado na semana passada que o desemprego em Portugal continuou a subir em Dezembro.”




