segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

WikiTuga: o país é deles

O presidente do Banco Comercial Português (BCP), Carlos Santos Ferreira, propôs informar a administração norte-americana sobre as actividades financeiras do Irão como contrapartida a que os Estados Unidos não penalizassem a instituição por querer negociar com o regime de Teerão. Esta revelação surge no El País, citando telegramas da embaixada dos EUA em Lisboa enviados ao Departamento de Estado e que constam da documentação da WikiLeaks. A intenção de Santos Ferreira está expressa num telegrama diplomático de Fevereiro deste ano e, de acordo com o jornal espanhol, conta com o conhecimento do primeiro-ministro português, José Sócrates, de membros do Executivo e do governador do Banco de Portugal. O Gabinete de José Sócrates diz desconhecer qualquer actividade do BCP no Irão.

A 30 de Janeiro de 2008, Sócrates asseverou no Parlamento que o Governo “nunca” tinha recebido qualquer pedido dos EUA “para sobrevoo do nosso espaço aéreo ou para aterragem na Base das Lajes de aviões que se destinassem ao transporte ou à transferência de prisioneiros” de Guantanamo. Mas a mesma WikiLeaks, também via El Pais, divulgou
um telegrama de Setembro de 2007 mo qual a embaixada norte-americana se congratula pelo primeiro-ministro “ter permitido aos Estados Unidos utilizar a Base das Lajes nos Açores para repatriar presos de Guantánamo”. Esta autorização foi avaliada pelos próprios diplomatas “como uma decisão difícil que nunca foi tornada pública”. Pelo que, de acordo com o jornal, o teor da comunicação é de agradecimento.

Continuando…. O Banco Comercial Português (BCP) desmentiu as autoridades norte-americanas que relatam, por escrito, que o seu presidente, Carlos Santos Ferreira, se dispôs pessoalmente a informar os EUA sobre contas de clientes iranianos no banco e sobre operações financeiras no Irão, factos que, a serem verdade, constituem um crime. violação do sigilo bancário, que consiste designadamente em divulgar relações com clientes, é considerada crime. (…) Segundo os documentos, Santos Ferreira, na qualidade de presidente de uma instituição financeira, ter-se-á prestado a facultar serviços que podem ser classificados de espionagem.

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