sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Poupar em tempos de crise

Já o tínhamos visto num périplo pelo país a acompanhar o então Ministro do Trabalho Vieira da Silva numa catequese sobre o Código do Trabalho da precariedade e não houve reacções de monta entre os sindicalizados na UGT. Pelo menos que se saiba, nos dias seguintes, não ocorreu a onde de desvinculações que corresponderia a um mandato em auto-representação e do partido respectivo. Mas, ontem, foi demais. Ver um representante dos trabalhadores a defender a fixação de um tecto máximo para as indemnizações por despedimento é o cúmulo. O prestimoso João Proença não hesitou em fazê-lo, quando o que lhe competiria, caso representasse quem desconta todos os meses para lhe pagar o salário e os custos da organização que dirige, seria a defesa de uma garantia mínima, simultaneamente penalizadora do acto de despedir e suficiente para prolongar no tempo a subsistência de quem se vê na situação dramática de perder o emprego. Não sei o que vai na cabeça de quem se mantém sindicalizado na UGT. A militância no PS ou no PSD, que resultaria exactamente no mesmo, traduzir-se-ia ainda numa poupança mensal significativa. Ao que sei, o valor das quotas anuais fixadas para os militantes destes dois partidos é significativamente menor do que o cobrado mensalmente pela sua filial UGT.

1 comentário:

Anónimo disse...

É pá trazer para aqui o nome desses bandalhos é conspurcar este sitio de gente séria.
Por isso e já que estamos no Natal faço votos que esses malfeitores ( com perdão dos que estão presos por males menores do que estes fulanos), faço votos dizia, que este Natal seja menos feliz para eles do que para os milhares de desempregados e sem abrigo por esse país fora.