sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Escolhas


Se a distribuição de sacrifícios reflecte escolhas e prioridades, valerá a pena observar que, por cada dez euros de “contenção orçamental” do último pacote anunciado, 6 serão pagos pela população em geral, 3 por funcionários e serviços públicos e apenas 1 euro conjuntamente por empresas, banca, detentores de maiores rendimentos e investidores mobiliários. As transacções com off-shores e mais valias urbanísticas decorrentes de alterações administrativas (PDM ou outras), tal como operações financeiras como a venda da Vivo pela PT, não têm impacto sobre a criação de emprego mas continuam isentas de impostos. Apenas uma operação, esta, Se fosse tributada como o seria caso não envolvesse uma empresa com relações de favorecimentos e contrapartidas com os dois partidos que se vão alternando no poder, tornaria desnecessário comprometer o crescimento económico e o emprego aumentando o IVA em 2 por cento ou cortando salários aos funcionários públicos. O Governo parece ter outras prioridades que, a avaliar pelo silêncio de ambos a este respeito, coincidem com as de PSD e CDS-PP. Decidem aqueles a quem os portugueses continuam a escolher para representar os seus interesses. Em democracia, os partidos tem um poder proporcional aos votos que lhes são confiados.

1 comentário:

Hugo Fonseca disse...

"Strategy without tactics is the slowest route to victory. Tactics without strategy is the noise before defeat."
Sun Tzu

Se a nossa classe politica fosse de férias o país não tinha problemas ... já se viu algum país com problemas durante Agosto?