quarta-feira, 29 de setembro de 2010

É só mais um bocadinho

Uma obra atrasada pode ser antecipada. Leu bem. E a antecipação, apesar do atraso, pode ser premiada. Continua a ler bem. A história pode ser lida aqui. É uma de muitas com dinheiros públicos a jorrarem para bolsos privados à margem da lei sem que ninguém seja responsabilizado pela assinatura da respectiva autorização.

O endividamento das empresas públicas, municipais e demais regabofes soma e segue ao som de discursos bonitos de rigor. Um dia, alguém descobriu que podia produzir-se um milagre orçamental se se passassem alguns organismos públicos para fora do perímetro orçamental. Gastava-se e não pesava no défice, para além de que, fruto de uma legislação menos restritiva, a liberdade de acção é maior desse lado de fora das obrigações e do controlo, desse lado de dentro de tachos, mordomias, negociatas, boys, anarquia gestionária e favorecimentos a granel. Um Estado dentro de outro Estado onde mandam caciques indicados pelo partido que detenha o poder e onde, como tal, aconteça o que acontecer, “exoneração” e “responsabilização” são excepções na regra do exercício do saber enriquecer à sombra de uma sociedade que não se manifesta contra este modo de vida.

E falta chegar a conta dos hospitais EPE. Falta chegar a conta das parcerias público-privadas do asfalto do nosso orgulho. Enquanto não chegam, a massa amorfa aceita que continuem a apertar-lhe o cinto e tenta descobrir bondade nas soluções apresentadas por quem sempre os enganou. É só mais um bocadinho. Toca a pôr as contas públicas em ordem. A crise e os sacrifícios estão mesmo, mesmo quase a ir-se embora.

1 comentário:

Anónimo disse...

Eu acuso o PS e o PSD bem como todos os seus eleitores de tra*ção à pátria!!!! 36 anos a eleger tra*dores, corr*ptos e incompetentes é nisto que dá!!!! "Parabéns" por terem destruído a nação mais velha da Europa senhores do PS e do PSD e de nos terem tornando os pedintes mais pindéricos e patét*cos da Europa. "Obrigado" por terem destruído a agricultura, pescas e industrias a troco de tachos na UE e ONU e sabe-se lá de que luvas... E que fantásticos eleitores! Nem após dezenas de eleições em dezenas de anos a eleger governos catastróficos aprenderam a votar noutros, ou a mobilizar-se para criar alternativas. Lá se vai percebendo porque somos olhados como os africanos da Europa... O que vale é que não dependo da economia Portuguesa para subsistir, apesar de viver em Portugal. Tenho pena pelos meus familiares e amigos, mas rio-me à gargalhada dos outros!