segunda-feira, 12 de julho de 2010

Em frente, de marcha-atrás

A ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, anunciou esta segunda-feira aos representantes da Plataforma das Artes, com quem esteve reunida ao final da tarde, estar em condições “de poder não fazer os cortes” que antes anunciara decorrentes da cativação de verbas do seu ministério. Com maioria absoluta, o anterior Governo andava sistematicamente para trás porque o país não podia arriscar ficar parado. Sem maioria absoluta, embora ameacem andar para trás, grande parte das vezes a marcha-atrás a que são forçados resulta numa marcha à frente, de volta à casa da partida. Não estamos melhor, nem pior. Antes pelo contrário.

3 comentários:

Anónimo disse...

Em poucos meses de governação a Ministra da Cultura criou problemas em múltiplas frentes. Apressadamente e de forma rocambolesca tenta reparar com promessas vagas a injustiça que se abateu sobre as Artes. Na verdade tem de ir acudir a incêndios alarmantes, no domínio dos Museus, do Património e das Fundações, problemas mais complexos que não se resolvem com generosidades financeiras. Tudo seria diferente se a equipa ministerial dialogasse a priori com as diversas entidades, acordando as soluções adequadas. Num país em crise, há vantagem na cooperação de todos, a começar pelos membros do Governo. E o estilo dos elementos que foram nomeados para a Direcção dos institutos públicos do sector da Cultura em nada ajuda a um ambiente de tranquilidade. Mais uma vez: haja bom senso.

Ana Paula Fitas disse...

Vou fazer link, Filipe.
Abraço.

Filipe Tourais disse...

Obrigado, Ana. Um abraço.