sexta-feira, 25 de junho de 2010

A táctica das três nulidades

Seja lá quem foi que deu a táctica a Queiróz para o jogo contra a Coreia, não se lhe notou a presença na partida contra o Brasil. A selecção nacional voltou a jogar na táctica das três nulidades e foi só nadar durante toda a primeira parte, com o Brasil a esmagar, a produzir as duas melhores oportunidades e com quase o dobro de posse de bola.

Depois do intervalo, entrámos bem, mas continuávamos a jogar com menos três unidades. Então, lá apareceu o das tácticas. Havia Duda e faltava Simão, Simão entrou e melhorámos; havia Pepe e faltava Pedro Mendes, Pedro Mendes entrou e melhorámos; e havia Dani e faltava Hugo Almeida, Hugo Almeida não entrou, nem Liedson, e não melhorámos. Ficámos em segundo no grupo, daquele lado onde estão Argentina e Alemanha, selecções que, se vencêssemos o jogo de hoje, defrontaríamos apenas se chegássemos à final,. O senhor das tácticas foi-se embora antes da última substituição. A jogar com 8, o empate a zero acaba por nem ser mau de todo. Venha agora a Espanha. Seria óptimo voltar a jogar com onze.

2 comentários:

Eduardo Miguel Pereira disse...

FT, eu entendo a frustração, mas da mesma maneira que fui muito crítico no jogo com a Costa do Marfim, hoje, admito que gostei da rotatividade que Queiroz fez dos jogadores. De reparar que este jogo era a única ocasião em que Queiroz podia fazer gestão de "plantel", e fê-la. Teve consequências negativas ao nível da (falta) de capacidade de jogo ?
Sim.
Mas permitiu dar minutos a Pepe, permitiu fazer descansar Simão que vem de época desgastante, com mais de 70 jogos nas pernas, e só foi pena a lesão de Rúben Amorim que se tem jogado hoje conquistaria em definitivo o lugar de defesa direito.
Para esquecer aquele Ricardo Costa ! é mau demais para poder vestir a camisola das quinas.
Concordo que na 2ª parte, H.Almeida devia ter entrado a substituir um (sempre) trapalhão Danny (Ah meu rico Nani !!!!).
Palavre de apreço, ainda, para Eduardo, que esteve seguríssimo.
Quanto a Coentrão, prefiro que se fale pouco. É que eu queria contar com ele no meu SLB da próxima época, e a jogar desta maneira ...

mdsol disse...

É o sortilégio do desporto. A maioria dos critérios de qualidade são muito fáceis de entender. Correr mais depressa, saltar mais alto ou mais longe, encestar a bola mais vezes, marcar mais golos... Pois, mas a excepção nesta facilidade toda está nas questões da optimização da forma e do desempenho individual nos desportos de equipa, futebol incluído.
A gestão táctico-técnica de uma equipa, muito mais numa selecção, tem de ter em conta muitos factores além da forma estritamente desportiva, chamemos-lhe assim. E, as variáveis que estão em causa, podem ser do conhecimento público, mas o modo como se devem relacionar num dado momento, só podem estar nas mãos de quem acompanha o processo de preparação.

Mas o desporto e, sobretudo o futebol, modalidade muito aberta, é marcado pela contingência. E, esta contingência, que dá o sal ao jogo, porque torna o seu desfecho sempre indeterminado, pode tornar as melhores opções previamente definidas(face aos dados existentes) um desastre imprevisível.

Olhe saíu-me este lençol, ao ler o seu texto tão assertivo. Peço desculpa se fui intempestiva.

:))

:))))