sábado, 10 de Abril de 2010

Os privilegiados de Sócrates (e seguidores)


Mas não chegou e as alternativas que surgem à direita prometem pior ainda. Miguel Frasquilho, deputado e vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, defendeu a baixa de salários na função pública na sua intervenção desta tarde no congresso do partido, que amanhã termina em Carcavelos. Os salários da função pública têm efeitos de arrastamento sobre os restantes salários. Notoriamente, o empobrecimento do país é um objectivo comum a PS e PSD. quem queira perder salário e direitos (e clientes) tem duas alternativas à disposição para o seu voto.

9 comentários:

Kruzes Kanhoto disse...

O Sócrates é um gajo lixado para os ex-colegas...

Anónimo disse...

A ver se o Sr. Frasquilho se insurge contra os bónus dos amigos ou a concessão de serviços públicos a privados.

Anónimo disse...

Estou disponível desde que esta sanguessuga e seus comparsas reduzam salário,alcavalas e se reformem conforme a lei geral.

João Mendes

Filipe Tourais disse...

Disponível porquê, João? Acha-se com menos direitos que quem trabalhe na privada? Acha que o que lhe retirarem a si vai solucionar o que quer que seja? Baixar salários apenas servirá para provocar um colapso na procura interna e no emprego que cria. Eles que tributem as mais valias bolsistas e as transacções com off-shores que ganham muito mais do que ganhariam a empobrecer quem já empobrece. E sem efeitos sobre a procura ou sobre outros que não as próprias sanguessugas do país.

Anónimo disse...

Já ultrapassámos a fase da negação inicial: com o escândalo das propostas iniciais de descida dos salarios da funcao publica!?
Agora passámos para a tentativa de argumentação racional?
Como explica a fuga em massas da função pública para a aposentação?
Qual é o argumento para que o sector privado não o faça?
E a pergunta mais difícil é: porquê toda a gente quer is para a função pública, mesmo com todas essas injustiças que andam na praça pública?

Filipe Tourais disse...

A pergunta não é como a formula e sim por que é que toda a gente quer um emprego, de resposta óbvia. Note que toda a gente pode candidatar-se à função pública. Nem tods entram, é certo, mas no privado também não. Entram os melhores.

Quanto às reformas, o Governo fez mal as contas. Penalizou e retardou as reformas, é natural que haja reacções no sentido de cada um procurar o que mais lhe convém.

Hugo Fonseca disse...

a formula de cálculo das reformas foi alterada 5 vezes em 17 anos.

Quem se reformar daqui a 5 a 10 anos, trabalhou num pressuposto que acabou, sempre com perda de regalias que form criadas sem pesar as consequências. "Estatisticamente", daqui a 4 anos mudam outra vez a formula de cálculo

Há cargos polticos dão reformas vitalicias ao fim de alguns anos, com subsidios de reintegração, com todo o tipo de regalias.

A vida continua boa para alguns funcionários publicos, us mais iguais que outros.

Filipe Tourais disse...

Não há subsídios de reintegração, nem nada que se lhe assemelhe, para funcionários públicos, Hugo. Uma coisa são funcionários públicos, ou, se quiser, trabalhadores com contrato em funções públicas, a nomenclatura utilizada pela letra da lei, e outra, bem distinta, são todos aqueles que, embora trabalhem para o Estado, a sua ligação a este não se faz através daquele contrato. A melhor forma de contribuir para manter o tipo de regalias que critica é favorecer a confusão entre as duas realidades que são bastante diferentes. O que tem acontecido é que, para manter essas regalias, cortam-se direitos a quem não as tem. A opinião pública fica satisfeita, “eles estão a fazer qualquer coisita”. E o que fazem é manter privilégios obscenos à custa de direitos legítimos.

Hugo Fonseca disse...

Compreendeu ao que me referia.