quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Definição de taxa de desemprego "aliviada"

Sem a vaga de emigração actual, apenas comparável à verificada na década de 60, qual seria a taxa de desemprego actual? Contas por alto, em quatro anos, o contingente de imigrantes portugueses na Suíça aumentou 13,2 por cento, de 173.278 em 2004 para 196.186 em 2008. No ano passado, o número aumentava à razão de 1000 por mês. Nos mesmos quatro anos, o número de pessoas nascidas em Portugal a residir em Espanha aumentou 91,5 por cento, de 71 mil para 136 mil. Em Inglaterra, 22 por cento, de 68 mil para 83 mil no mesmo período. Somando os acréscimos do contingente de emigrantes portugueses de apenas três países, e sem contar com os que emigraram em 2009, chegamos a um total de 102908 portugueses que, caso tivessem permanecido em Portugal, se somariam aos 550 mil desempregados que fazem dos 10,4 por cento da nossa taxa de desemprego “aliviada” a terceira mais alta da zona euro. Com 660 mil desempregados a taxa de desemprego portuguesa seria de 12,3 por cento. Considerando todas as saídas verificadas em 2009 para todos os destinos, qual seria a verdadeira quantificação deste aspecto importante da nossa vigorosa retoma?

2 comentários:

Hugo Fonseca disse...

Atenção que muitos dos que saem não estariam desempregados em Portugal.

Quem sai estando empregado simplesmente deixa de contribuir para as receitas do estado, não provoca um sobre custo.

Seja como for o país precisa que mais emigrem, de outra forma a falência só vai ocorrer mais depressa. Os emigrantes são uma fonte de poupança para equilibrar o endividamento externo da nossa banca que por sua vez financia os privados.

Emigrem e salvem país da bancarrota!

Filipe Tourais disse...

E atenção, Hugo, que, caso não emigrassem, os seus postos de trabalho não ficariam vagos.