Vê-se, assim, regressar em força a estratégia de colocar a classe docente contra as restantes classes profissionais. Na falta de melhor argumento, Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar “Alçada” não resistiu a relativizar a injustiça absoluta à qual o pior do socratismo, com a colaboração dos muito seus sindicatos, submeteu também outras carreiras de servidores do Estado. Tenta agora fazer dessa injustiça absoluta o referencial da negociação.
Caberá agora às organizações sindicais da classe docente afirmarem-se sindicatos a sério e demonstrarem -se ininstrumentalizáveis. Se, na Administração Pública, os sindicatos cederam e os seus representantes não esboçaram qualquer desagrado pelo desmantelamento das suas carreiras, tal significará que tudo aquilo que tinham anteriormente e, sem resistir, permitiram que lhes fosse retirado, estaria bastante acima do alcançável pela sua consciência cívica e organização enquanto classe. É um problema apenas seu. São os bons exemplos e os ganhos colectivos que devem servir de referencial às reivindicações de qualquer classe socioprofissional. Não os maus exemplos, nem a submissão ou o alheamento em que muitos - e quem governa sabe-o e explora-o - se deixam enredar. E muito menos as perdas a que estas conduzem. Aprendam com os professores.



