Académica 0 – Sporting 2
Naval 1 – FC Porto 3
(Javi García, Luisão, Cardozo (3), Aimar, Ramires, Nuno Gomes)
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Para que não confira direitos e deveres semelhantes aos conferidos pelo casamento, pela inoportunidade da introdução de alterações num tema tão sensível em final de legislatura e por não ter sido precedido do necessário debate. Estas foram as três principais justificações utilizadas por Cavaco Silva para vetar a nova lei das uniões de facto. Lamentável. Quer por ser um veto que traduz um atropelo à legitimidade democrática para legislar de um órgão de soberania eleito por um período de tempo que ainda não terminou, quer pela habilidadezinha de um Cavaco que procura tirar partido de uma eventual alteração da composição da Assembleia da República resultante das próximas eleições para condicionar a aprovação de uma lei que não é do seu agrado. É conhecida de todos a aversão de Cavaco Silva e dos segmentos mais conservadores da sociedade portuguesa, a sua base eleitoral, ao avanço civilizacional que constituirá, mais cedo ou mais tarde, a consagração do direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo: um aumento dos direitos e deveres conferidos pelo regime das uniões de facto, possível entre pessoas do mesmo sexo, é visto como uma aproximação ao regime do casamento, logo, uma ameaça a um status quo de discriminação que Cavaco Silva, embora não tenha sido mandatado para tal, entende ter o direito de manter, custe o que custar. Veremos se mesmo até ao final do mandato ou se, pelo contrário, deixará de exercer o seu direito de veto dois ou três meses antes daquele terminar. Teria o seu quê de ironia se um novo regime jurídico do casamento que não exclua ninguém viesse a ser aprovado e enviado para promulgação nesse período.
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Em Julho, e apesar do efeito sazonal que o Verão tem sobre a criação de emprego, o número de desempregados inscritos no IEFP aumentou 1,4 por cento em relação ao mês de Junho e 30,1% em relação a Julho de 2008. Há agora 496.683 pessoas inscritas nos centros de emprego. Recorde-se que de Maio para Junho o número tinha subido, mas apenas 0,14 por cento, e que, mesmo como o desemprego a aumentar, tal foi o suficiente para proporcionar um festival de optimismo a governantes (e respectivo séquito) cuja incompetência os impede de esboçar as respostas políticas que se impunham a uma crise como a actual. Hoje, não obstante o novo trambolhão, o desemprego continua “a estagnar”. Mas não foi esta a notícia do dia. Para entreter, porque, à falta de melhor, é mesmo preciso entreter, alguém do PS lembrou-se de colocar na agenda mediática a virtualidade de que alguns assessores de Cavaco Silva estariam ou teriam participado na elaboração do programa do PSD. Não viria mal nenhum ao mundo se assim fosse, mas imediatamente alguém do PSD, ao mais alto nível, veio desmenti-lo (e redesmenti-lo, dois dias depois). E a notícia do dia tem precisamente que ver com as duas não notícias anteriores: a de que
Chegou a hora de pagar os mais de 1000 milhões de euros do negócio esconso dos submarinos encomendados por Durão Barroso e Paulo Portas. 1000 milhões que significam um agravamento de pelo menos 0,6 por cento no sacrossanto défice dos próximos anos, logo, mil milhões de euros a retirar à despesa social do mesmo período e mil milhões de euros a menos no combate à crise. Para se ter uma pequena ideia do que está aqui em jogo, até Junho, o Governo tinha gasto apenas 125,8 milhões no combate à crise. Cerca de um oitavo do que custaram os submarinos e também cerca de um oitavo do total previsto no seu “plano” de combate à crise. Mas também não foi esta a notícia do dia.
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