Domingo, 31 de Maio de 2009
Orelhas de Burro
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Sábado, 30 de Maio de 2009
E o leitor? Abdicaria?
Para além do mais, em regra, desconfio de políticos missionários. É fácil apanhar a boleia da demagogia e ser eleito. Tão fácil como, depois de ser eleito, aproveitar a boleia das influências que possa mover utilizando o poder que lhe é confiado e colocá-las à disposição de quem compense o salário ao qual se renuncia, multiplicando-o por muitos. Ou durante o mandato, através das chamadas “luvas”, ou depois dele, na administração de uma qualquer empresa grande. E disto já temos que sobre.
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Capítulos de pura amizade
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Ligações especiais
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A manifestação do saber ser
A classe docente é hoje uma classe duplamente fracturada: pela divisão introduzida pelo Governo Sócrates e pela divisão ditada por cada comportamento individual. Os que se manifestarão hoje em Lisboa serão aqueles que se mantiveram fieis àquilo em que acreditam, homens que sabem ser homens e mulheres que sabem ser mulheres, que estão na Escola Pública a transmitir este saber raro nos dias que correm aos homens e mulheres de amanhã. Estarão hoje nas ruas a ensiná-lo também ao país e aos colegas (?) de profissão que ficaram em casa.
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Sexta-feira, 29 de Maio de 2009
O candidato ideal
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Deflação garantida
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Antes que isto dê Freeport
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Este post também não é sobre Europa
Ao quinto dia de campanha, verificamos que PS e PSD comandam a agenda mediática e esta determina o share das intenções de voto da audiência e, com o cenário assim montado, Não surpreende que aquelas revelem que quem recusou o jogo do ping e do pong e não se desviou do tema Europa se esteja a prejudicar por não aparecer no menu que diariamente nos é servido: vota ping ou vota pong. A comunicação social está a prestar um péssimo serviço. Nota importante: este post também não foi sobre Europa
Apenas um e não dois erros
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Quinta-feira, 28 de Maio de 2009
Antes da crise, em plena crise
A voz do dono
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Satisfação
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Viva o descanso
Que pensarão o Mr. Freeport e o Sr. Pressões sobre a demissão de Dias Loureiro do Conselho de Estado e sobre a monopolização mediática que o tema provocou nos últimos dias?
Quarta-feira, 27 de Maio de 2009
Orelhas de Burro
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Olha, afinal foi tudo apenas uma feliz coincidência
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Nuvens negras no horizonte
As taxas Euribor correspondem ao preço a que os bancos emprestam dinheiro entre si, pelo que esta variação de preço pode indiciar que o sector financeiro comece a debater-se com falta de liquidez e projecte novas e crescentes dificuldades num futuro não muito longínquo. Desta vez, porém, ao contrário do que aconteceu quando a crise financeira estourou, agora as taxas de referência dos bancos centrais já se encontram em valores mínimos que poderão variar muito pouco, pelo que as autoridades monetárias não contarão com esse importante instrumento de política monetária caso se verifique novo período de turbulência nos mercados.
A pressão de subida no preço do dinheiro pode também traduzir um aumento nas margens de lucro do sector. Nesse caso, a intervenção teria que ser de outra natureza e, caso o objectivo fosse realmente a resolução do problema, exigiria uma enorme dose de coragem política para romper com os dogmas do fundamentalismo mercantil.
Lisbon, We have a problem
Os muçulmanos do Cardeal
A tal Comissão Parlamentar que era inútil
O país esteve ontem suspenso a ouvir as histórias de Oliveira e Costa sobre o caso BPN. As mentiras do Conselheiro de Estado àquela Comissão Parlamentar, os negócios turvos do mesmo Dias Loureiro, de Joaquim Coimbra e outras personalidades do PSD, o perdão fiscal sempre negado até agora concedido por um Governo do passado a gente da sua órbita de influência, os 60 livros que já leu na prisão e o sacrifício da saúde que estóica e abnegadamente se disponibilizou a fazer para salvar uma sociedade e um Banco que não se teriam afundado caso não se tivesse concretizado apenas um negócio ruinoso e caso o tivessem deixado vender o Banco. Ameaços de desmaio, salpicos de filosofia, pinceladas pimba, punhaladas e golpes de bastidores, a longa dramatização teve de tudo menos a admissão dos ilícitos da responsabilidade do próprio e os enriquecimentos que lhe proporcionaram a si e aos seus ex-amigos. E, hoje, ficamos a saber que as revelações e o mediatismo que as envolveu precipitaram um pedido de levantamento da imunidade parlamentar do Conselheiro de Estado mais conhecido da nossa História.
Quando foi constituída, a Comissão Parlamentar de inquérito ao caso BPN recolheu criticas de várias personalidades da nossa Justiça, nomeadamente quanto à sua inutilidade e quanto à intromissão nos seus terrenos que acarretaria. Hoje vemos a mesma Justiça que se queria livre de pressões a ter que agir como consequência do trabalho daquela Comissão (a PR desmentiu ter recebido qualquer pedido de levantamento da imunidade de Dias Loureiro). Obrigado aos deputados João Semedo (Bloco de Esquerda), Honório Novo (PCP) e Nuno Melo (CDS-PP) pelo excelente trabalho que têm realizado. Afinal, a Comissão não era nenhuma inutilidade.
Terça-feira, 26 de Maio de 2009
Orelhas de Burro
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Quem quiser colaborar com a fraude que se oponha
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Maizena por conta da casa
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Em nome da Justiça
Hoje ficamos a saber que uma televisão russa exibiu imagens da mãe da mesma criança a dar-lhe várias bofetadas por ela querer ir ter com a irmã mais velha, Valéria, sublinhando que o comportamento de Alexandra se deve ao facto de a família adoptiva portuguesa "a ter deixado fazer tudo". Gravíssimo. Agora quem pode fazer tudo é a mãe biológica, sem que a Justiça portuguesa possa interferir e proteger uma menina que nem sequer fala russo e sem que haja mecanismos que responsabilizem o Juiz que proferiu uma sentença que marcará toda uma vida. E outras meninas haverá a proteger, quer de mães que não as saibam cuidar, quer da novas monstruosidades produzidas pelas mesmas mãos poderosas e proferidas em nome da Justiça. Grande Justiça.
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Era uma vez...
Era uma vez uma menina que chegou à escola e disse à professora:– A minha gata teve quatro gatinhos. São muito lindos e todos do PS!
A professora achou muita graça e, no dia seguinte, quando passaram por lá os do Magalhães, pediu à aluna que contasse novamente a história da gata. Esta não se fez rogada:
- A minha gata teve quatro gatinhos. São muito lindos e dois são do PS.
– Então, mas ontem não eram todos do PS?
– Eram, sim, professora. Mas dois já abriram os olhos.
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009
Sugestão para as férias
- Reservas limitadas ao stock existente na ®Viagens Arrastão SA.
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E havia quem o adorasse
Lembro-me que havia quem o adorasse. Lembro-me da conturbada campanha das eleições em que foi derrotado por escassa margem por Manuel Vilarinho. E lembro-me do Boavista, campeão em 2000 e despromovido pela segunda vez consecutiva, este ano aos campeonatos amadores. Podia ter acontecido o mesmo ao Benfica.
A primavera do absurdo
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Custos e benefícios
«Os dados são da central de balanços do Banco de Portugal.
O custo da dívida financeira das empresas portuguesas - juros suportados a dividir por dívida financeira - terminou o ano nos 8%, o valor mais elevado desde 2001. A política monetária não consegue influenciar o preço do dinheiro.» – Helena Garrido, no Visto da Economia.
Já eu não me ficaria apenas pela ineficácia da política monetária. Toda a economia continua a pagar a ineficiência de um sistema que, aconteça o que acontecer – incluindo práticas delinquentes –, se vai dando ao luxo de ter o sector financeiro nas mãos de privados. O sistema continua a preferir sacrificar um prejuízo colectivo de toda a sociedade em prol do benefício individual de um sector particular. Que custos, que benefícios e para quem reverteriam os custos e os benefícios de uma banca nacionalizada são questões cuja inclusão no debate político se vai adiando eternamente. Tal como acontecia na monarquia, continuam a prevalecer actualmente tipos de enriquecimento atribuídos por inerência a uma aristocracia agora republicana. Hoje como então, o sagrado não se discute. Aceita-se.
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Domingo, 24 de Maio de 2009
Orelhas de Burro
Nem só os papagaios
Vem isto a propósito do quase exclusivo que tem sido dado pelos média ao bloco central de papagaios na pré-campanha para as europeias e do afunilamento de soluções que dele resulta. No caso, tem sido um deserto de galhardetes e trocas de bocas entre os candidatos e líderes dos dois maiores partidos que, diga-se de passagem, são pouco mais que circo. Porém, apesar de Nada terem de soluções políticas e ainda menos de Europa, têm sido servidas como “as” soluções, deixando de fora do menu qualquer alternativa e fazendo da política um tema estéril e aborrecido. Como consequência, os cidadãos, naturalmente, não se revêem nos artistas e o abstencionismo reflecte essa realidade. Ninguém no seu perfeito juízo se verá representado por quem pouco mais faz do que limitar-se a ridicularias como comentar a falta de jeito do adversário para a política ou das boleias mediáticas que tais comentários proporcionam, tal como ninguém nas mesmas condições de sanidade mental confiará o voto a quem sabe ter-se habituado a esquecer as promessas eleitorais no mesmo instante em que vê a eleição como um facto consumado. Não faz sentido votar por votar. O voto deve corresponder a um contrato de representação entre os eleitores e os seus eleitos e deverá ter subjacente um programa com as cláusulas desse contrato.
É para dar a conhecer as cláusulas do maior número de contratos possível que existem as campanhas eleitorais. Hoje começa oficialmente a campanha para as europeias. Faço votos para que não se reduza apenas ao palrar de papagaios e que o debate que se estabeleça seja plural e esclarecedor. Todos os candidato se expressam em português e, para saber o que diz cada um, não será necessário promover nenhum curso intensivo de línguas estrangeiras. Apenas que os meios de comunicação social, ao invés de trabalharem para alimentar a formação da ideia generalizada de que os políticos e as políticas são todos iguais, contribuindo para a abstenção que favorece quem parte em vantagem nas intenções de voto, que façam o seu trabalho de fazer chegar os projectos de todas as candidaturas ao grande público. Em pé de igualdade e com isenção. A democracia agradecerá, com toda a certeza.
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Fim
Como balanço da época, o título, mais um, vai direitinho para o FC Porto, justo e incontestável vencedor. O vice vai para o Sporting, que jogará as pré-eliminatórias da Champions. Descem à Liga de Honra o Trofense e o Belenenses, caso a Liga permita que equipas que não pagam os ordenados aos jogadores possam permanecer no escalão maior do futebol português. Sobem o União de Leiria e o Olhanense. E, para terminar a época, já só falta mesmo o aguardadíssimo adeus a/de Quique Flores. Seria preferível que fosse de.
Sporting 3 – Nacional 1

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Sábado, 23 de Maio de 2009
A primeira notícia pós-Manuela
Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
Manuela no chinelo
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"Alegadamente" comprovado
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O algodão não engana
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Vamos ter desemprego negativo!
Contudo, registe-se que este desemprego tem particularidades muito curiosas que indiciam que os números podem pecar por defeito, a começar pelo caso recente dos 15 mil registos que – confirmou-se – foram apagados para dourar o cenário. E hoje sabemos que o apagão não se ficou por aqui. Em Março passado, houve 42 mil desempregados que deixaram oficialmente de sê-lo. Em Abril, as anulações atingiram os 53,4 mil desempregados, mais dez mil do que o verificado no mesmo mês de 2008 e apesar da economia se ter deteriorado. Ou porque arranjaram emprego, o mais improvável na conjuntura actual, ou porque se encontram em acções de formação, ou porque não responderam a convocatórias, ou porque deixaram de procurar activamente um novo emprego, não se sabe. O IEFP recusa-se a divulgá-lo.
Em geral, as anulações de registos de desempregados abrandam quando a economia abranda. Mas, como verificamos, podem acelerar quando as eleições se aproximam. Fazendo as contas, utilizando a taxa de crescimento de anulações promovida pelo IEFP verificada nos últimos dois meses (27,14%) e assumindo que se manterá constante até às eleições, que previsivelmente serão em Outubro, haverá menos 67.894 desempregados em Maio, menos 86.322 em Junho, menos 109.753 em Julho, menos 139.543 em Agosto e menos 177.419 desempregados em Setembro. Somados, até às eleições teremos menos 580.932 desempregados. Ou seja, retirando este número aos 491.635 desempregados actuais, chegaremos às eleições com um desemprego negativo de 89297. Vamos ser o primeiro país do mundo com desemprego negativo. Justifica-se plenamente a necessidade da tal estabilidade e da reeleição do actual Governo. Estão completamente fora de cena os 150 mil novos empregos prometidos no início da legislatura, mas poderemos agora ter desemprego negativo, o que é muitíssimo melhor. E o resto é inveja.
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O que seria de nós sem eles?
Quinta-feira, 21 de Maio de 2009
Fica para a próxima
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Maria de Belém BES Saúde vs Maria de Belém PS
Registo que a animadora de serviço para anunciar a pincelada no adereço foi Maria de Belém Roseira. Oscilo na dúvida se quem falou foi a deputada e Presidente da Comissão Parlamentar de Saúde Maria de Belém ou a consultora da Espírito Santo Saúde para a área dos cuidados continuados, também Maria de Belém. É que, se o testamento vital (documento escrito onde se indica quais os cuidados continuados de saúde que se deseja ou não receber caso se fique incapaz de decidir) é um instrumento tão importante para uma instituição como a BES Saúde como uma ementa o é para a Cervejaria Trindade, a eutanásia então, para quem tem como negócio cuidar de moribundos, é um tema de importância equivalente à proibição do consumo de carne para quem tem como negócio a venda de bifes com ovo a cavalo. Bifes de vacas de esquerda, bem entendido.
Ajudar quem precisa
Apesar de na altura a ter viabilizado, na votação na especialidade, que decorreu ontem, o PS impediu a aprovação da iniciativa do Bloco, apresentando como argumento o de que foi entretanto publicada regulamentação suficiente sobre este assunto.
Esta regulamentação “suficiente”, entretanto definida pelo governo de José Sócrates, não prevê nem a publicitação dos rendimentos dos gestores de empresas apoiadas por fundos públicos nem impõe limitações salariais. Em despacho assinado pelo Secretário de Estado das Finanças, o governo “papá”, o mesmo que se negou a aprovar a proposta do Bloco de alargar a protecção social a mais desempregados, apenas "recomenda" aos representantes do estado nas empresas suas participadas que devem "introduzir, sempre que se justifique, moderação na estrutura remuneratória aplicável aos membros da administração, em termos compatíveis com a situação de mercado". Os "meninos" mal comportados têm liberdade de seguir ou não a recomendação. O PS quer tudo como antes. Continuaremos a financiar prémios de gestores de empresas em dificuldades com os nossos impostos.
Aqui lê-se que o Governo está a preparar legislação que prevê a tributação dos chamados “pára-quedas dourados” até 50%. O Bloco queria uma tributação a 75% e não apenas de rendimentos atribuídos a título de indemnização por cessação de mandato que estejam desligadas dos objectivos de produtividade e desempenho, conforme restringe o diploma em preparação pelo MF. E queria a publicitação de todos os rendimentos. A tributação de rendimentos ocultados ou camuflados é outro desafio que se coloca a um Governo que procura agradar a clientes bem definidos. Aplicando-lhe 0% ou 100% de imposto a um rendimento inexistente, o valor pago costuma ser o mesmo. Zero vírgula zero. Como se quer.
- Actualização: afinal, a taxa aprovada pelo Governo foi de apenas 35 por cento e em sede de IRC. Ou seja, para além de ser inferior aos 42% da taxa máxima de IRS, serão as empresas que recebem dinheiro dos contribuintes (e não os sortudos gestores) que, para além de pagarem o prémio, ainda suportarão o imposto. De génio. Vamos pagar este imposto (e os prémios) com os nossos impostos.
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Com ou sem os 15 mil desaparecidos?
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Sobre a lei do "mercenato"
«A propósito da nova lei das armas que permite às empresas de segurança armarem os seus membros em determinadas condições estima-se em 39 mil os seguranças privados em Portugal. É um número impressionante que contrasta com a crise de emprego noutros sectores. Claro que muitos vieram apenas substituir os pacíficos contínuos que recebiam pela última letra da função pública, e levavam café e jornais aos chefes de repartição. Mas agora armados o caso muda de figura e passam a constituir um contigente a ter em conta. Por mim continuo a preferir a polícia.» – José Medeiros Ferreira, no Bicho Carpinteiro.
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Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
Orelhas de Burro
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Presidente em part time
Excelentes notícias
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O nosso Portugal português
Um membro de um organismo internacional nomeado pelo Governo é acusado de exercer pressões sobre os magistrados aos quais foram confiadas as investigações do caso Freeport. É aberto processo disciplinar, fala-se nas suas suspensão e demissão, mas o caso é tratado com todo o melindre e é facultada ao senhor em causa a decisão de se manter ou não em funções, apesar do seu cargo ser de confiança política. Lá continua, obediente à voz do dono.
O Governador do Banco de Portugal, o servidor do Estado que aufere o salário mais elevado de todos, falha clamorosamente na sua missão de fiscalização e regulação do mercado, permitindo que as administrações de pelo menos três bancos (BCP, BPN e BPP) desenvolvessem negócios escuríssimos que resultaram no enriquecimento ilícito dos seus membros. O erro custa milhares de milhões de euros ao país mas, apesar disso e dos indícios de que o erro poderá não ter sido cometido tão ingenuamente assim, não se fala nem de demissão, nem de multa, nem de prisão, nem de absolutamente nenhuma sanção para o senhor. Falhou, como qualquer funcionário que recebe mensalmente 500 euros e tem responsabilidade proporcional. Ponto final. Lá continua.
Um conselheiro de Estado é envolvido no lamaçal de enriquecimento ilícito permitido pela pueril ingenuidade do senhor Governador do Banco de Portugal. Lá continua de pedra e cal no Conselho de Estado. Anda por aí à solta a movimentar-se na angariação de mais obras públicas e outros negócios com o Estado que lhe permitam aumentar ainda mais o seu parco pecúlio.
Mais um favor, mais uma clientela
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Para aqueles mais saudosistas
Terça-feira, 19 de Maio de 2009
Orelhas de Burro
A mão que lava a outra
- Entretanto, nem de propósito. A milhares de anos-luz de Portugal, o presidente do Parlamento britânico, Michael Martin, anunciou que se vai demitir a 21 de Junho, depois do seu desempenho ter sido posto em causa devido ao escândalo de apresentação indevida de despesas por vários deputados. O Parlamento britânico continuaria a funcionar sem a sua demissão? Claro. Mas não é essa a questão. E não consta que se tenham ouvido as palavras tão em voga entre nós “demagogia” e “populismo”. Em sua vez, falou-se na convocação de eleições antecipadas.
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Será mesmo mentira?
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Aprovar sem ler, ler e corrigir
Depois da campanha rosa que foi perpetrada contra os funcionários públicos durante toda a actual legislatura, a pouco e pouco as situações concretas que o decorrer do tempo vai proporcionando vão despertando os mais incrédulos e os mais adormecidos para as enormidades contidas na obra do actual Governo. Hoje é notícia a perda de remuneração em que incorrem os funcionários públicos que participem em campanhas eleitorais. Ao contrário dos seus colegas do privado, que mantêm – e bem – os seus direitos de participação na vida política do país, o novo Contrato de Trabalho em Funções Públicas limita o direito ao salário a um terço do período da campanha eleitoral (três dias e meio dos 11 efectivos de campanha), ao passo que no Código de Trabalho, aprovado já este ano, se reconhece o período de campanha eleitoral como podendo dar origem a faltas justificadas, sem qualquer perda de direitos, durante todos os 11 dias. A pérola legislativa colide ainda com a lei eleitoral para as autarquias locais, na qual funcionários do sector público e do sector privado podem participar sem perda de quaisquer direitos.
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Dois caminhos para reduzir o desemprego
- Os últimos números divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística revelam que existem em Portugal 496 mil desempregados (8,9%). No entanto, somando os inactivos disponíveis - pessoas efectivamente desempregadas mas que deixaram de procurar emprego - e todos aqueles que só trabalham umas horas por semana - obtém-se um número claramente superior, ou seja, mais de 600 mil desempregados, acima dos 11%.
São vários os estudos que indicam que a taxa de desemprego real é muito superior aos dados oficiais. Isto porque tanto as contas do INE como do IEFP excluem todos os desempregados que não procuraram emprego nas últimas quatro semanas ou todos os que trabalham poucas horas por semana e declaram pretender trabalhar mais horas.
- O PS chumbou a convocação do presidente do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) à comissão de Trabalho da Assembleia da República para responder sobre o recente "apagão" de registos de desempregados que, segundo os sindicatos, ultimamente tem sido uma prática reiterada para camuflar as estatísticas de desemprego.
Segunda-feira, 18 de Maio de 2009
Carnaval exames 2009 - aquecimento
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Assobiar para o lado
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Um novo filão que se perspectiva
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As pressões do Covadabeirojust
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O melhor remédio para aquela insónia
Nada melhor para devolver o sono a um Primeiro-ministro com insónias alegadamente causadas pelo desemprego do que contar desempregados carneirinhos abstencionistas ou que votem no seu partido. São aos magotes, todos a dormir. Uma fartura tal que o IEFP entendeu por bem que, para adormecer, José Sócrates não necessita de contar tantos assim. E o problema nem é tanto a realidade do desemprego em si mesma mas sim as estatísticas e a imagem de fracasso de governação que elas possam transmitir. Código de barras: País do Burro, Pensamento do dia, Remédios caseiros
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Domingo, 17 de Maio de 2009
A experiência penúltima de mestre Quique
Notas positivas para a velocidade e precisão de passe de Urretaviscaya, para a consistência de dupla formada por Ruben Amorim e Katsouranis e, claro, para aquele que aqueceu o banco durante mais de metade da época e nunca seria o melhor marcador da equipa caso Swazo não tivesse ido para o estaleiro: Cardozo. Nota muito negativa para o homem do apito, Artur Soares Dias. Uma nódoa.
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De verde para branco: o "empreendedorismo" socrático
a) fazemos contrato com o Estado, como trabalhador por conta de outrém, na condição de aceitarmos leccionar 132 horas de aulas por ano (sem possibilidade de acumulação em diversas escolas);
B) transferirmos o nosso regime de recibos verdes – como trabalhadores independentes – para o regime a facturas – como empresa em nome individual, e nesta condição não temos limite de horas a leccionar, podendo fazer acumulação com outras escolas.
A realidade é que não podemos aceitar a primeira proposta pois não permite receber sequer o ordenado mínimo nacional, em alternativa passamos de precários para precários, de verde para branco, sendo que o próprio governo contorna as leis que cria e não temos grandes hipóteses de escolha, pois as escolas estão a propor a transferência para empresa em nome individual. Com esta medida o governo pode afirmar que acabou com os recibos verdes e que haverá um admirável crescimento de empresas, mas os precários continuarão precários!» - retirado daqui.
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É proibido contextualizar
Esta noite houve desacatos noutro Bairro problemático. Em Chelas. Contudo, desta vez não contextualizemos. Desta vez vai ter que ser. Acabemos com a pobreza, com o desemprego, com os muros que separam os dias e barram os sonhos eternamente adiados de dias melhores, com a droga e com a marginalidade que por ali se passeiam usando o método simplex das mentes simples. À porrada. Vai resultar. Respeitinho é o que é preciso. Nunca mais haverá problemas em Chelas.
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Sábado, 16 de Maio de 2009
Qual inflexão
Não é o que se lê nas páginas do Financial Times, que, ao invés da desejada inflexão, destaca que a recessão na zona euro se intensificou drasticamente, arrastada por quase quatro por cento de contracção da economia alemã, aprofundando aquela que já era a maior crise desde a 2ª guerra mundial.

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Atchoinc!
A gripe A mexicana suína esteve mesmo, mesmo mesmo a aproximar-se da Bairrada dos leitões.Código de barras: A gripe está a afectar-nos menos do que às restantes economias sobredesenvolvidas
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Sexta-feira, 15 de Maio de 2009
Ideologia NFNSC (Nem F, Nem Sai de C)
Código de barras: Estes tipos são de partir o côco a rir, Manuel Alegre
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As garantias da estabilidade
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Mais sucessos
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Alvíssaras!
A economia portuguesa recuou 3,7 por cento no primeiro trimestre de 2009 face a igual período do ano passado, naquele que é o pior resultado desde pelo menos 1977, segundo dados divulgados hoje pelo Eurostat e pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O Governo já anunciou que vai rever as suas previsões de crescimento, alinhando-as com a previsão já desactualizada do recuo do PIB de 3,5 por cento antecipado pelo Banco de Portugal. Mas este tipo de optimismo branqueador não se fica por aqui. Na comparação entre trimestres, nos primeiros três meses de 2009, a nossa economia recuou 1,5 por cento face aos últimos 3 de 2008 e entre este período e o trimestre imediatamente anterior havia recuado 1,9 por cento. Continua a recuar imenso, mas, alvíssaras! Como recuou menos, vamos todos acreditar que o fim da crise já aí vem em passo de corrida, lado a lado com José Sócrates no seu jogging matinal. Avé, avé.
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"Batam-me, senão eu peço!"
Insultado, já foi. Mesmo antes de aterrar na ilha da Madeira, o chefe de vendas da JP Sá Couto foi chamado de mentiroso e despromovido à categoria de caixeiro-viajante. E hoje, dia da aterragem, a data marcada para a distribuição do produto, a organização espera que a técnica descoberta por Vital continue a dar bons frutos. Uma pêra ou, pelo menos, uma banana voadora que faça uma nódoa-troféu na camisa do menino de ouro suficientemente visível para justificar posteriores encenações.
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Orelhas de Burro
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Quinta-feira, 14 de Maio de 2009
Quando tudo ainda era azul
Código de barras: Economia, Fracasso, PS, Socialismo-reformista
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Abafado é que era bom
Código de barras: Estes tipos são de partir o côco a rir, Freeport, PS
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Os inevitáveis benefícios da concorrência
A inestética de ser pirata
Eu também
Vital Moreira diz que suspenderia funções se estivesse no lugar do presidente do Eurojust. E eu digo que diria o mesmo se estivesse no lugar do aflito cabeça de lista do partido que está atascado em toda esta trapalhada. Seria a única forma de tentar evitar atolar ainda mais o score eleitoral. Como não sou candidato, porque é mesmo o que penso, diria ainda que, face à gravidade da questão, e porque a manutenção de Lopes da Mota em funções implica que, se quiser, continuará a poder sabotar a colaboração entre as autoridades portuguesas e inglesas na investigação do Freeport, a confiança política que presidiu à nomeação, também política, de Lopes da Mota, haveria que ser retirada até o caso estar esclarecido, previsivelmente apenas daqui a cerca de um ano. E que por algum motivo tal não aconteceu. O Governo não quis. Porquê?
Quarta-feira, 13 de Maio de 2009
Depois de lhes dar milhões e milhões
A criminalidade à esquerda e à direita (na AR)
Sobre outro tipo de criminalidade, com origens em problemas sociais que não existem no Bairro da Bela Vista, para memória futura, fica ainda a garantia de José Sócrates de que “o Governo não fez, não faz, nem nunca fará nenhuma pressão sobre nenhum magistrado a propósito deste ou de outro processo judicial”.
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Bom negócio em perspectiva
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Sintomático
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Muito mau sinal
Há dias, a OCDE e Jean-Claude Trichet descobriram um “ponto de inflexão” sabe-se lá onde e anunciaram o princípio do final da crise em alguns países, opinião logo contrariada pelo Nobel da Economia, Paul Krugman. O acentuar da queda dos preços é um sinal preocupante de que o pior da crise pode ainda estar para vir. Uma espiral deflacionista seria uma catástrofe de dimensões incalculáveis de recuperação muitíssimo difícil, ainda mais com a ausência política a que temos assistido. Se ocorrer a irresponsabilidade de seguir algumas das receitas caseiras que se vêem publicadas com algum eco, que defendem a contenção de despesa pública e de salários como o caminho para a porta de saída da crise, então é que Seria lindo. A escassez que se verifica na procura, a sua causa principal, não pode ser combatida fazendo o disparate de actuar no sentido de fazer diminuir a procura.
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Falta o slogan
Falta o slogan. Lembro-me de várias possibilidades. Yes, we own. Sim, nós mandamos em tudo. Yes, we sink. Sim, nós afundamos. Yes, we shut. Sim, nós controlamos. Yes, we fax. Eu, engenheiro. Offshore businesses também não me parece mal. Yes, we Mota-Engil; Yes, we Brisa; Yes, we sell; Yes, we love rich bankers; Sim, nós inauguramos. É um mar de possibilidades, mas repararam, com certeza, que tive a elegância de não incluir nenhum slogan com as palavras “free” ou “port”, não repararam?
Terça-feira, 12 de Maio de 2009
Promoção à vista
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