A BEBOP – Comunicação Audiovisual, Lda., empresa contratada pelo PS para fazer o tempo de antena que passou na RTP no passado dia 22, nega qualquer responsabilidade no caso dos alunos filmados sem autorização dos pais com o portátil Magalhães numa escola de Castelo de Vide.
“Eventualmente por ausência de informação adequada ou de actuação adequada da parte sobretudo da empresa, houve pessoas que participaram no vídeo que não tinham a exacta noção de que as imagens seriam empregues no tempo de antena do PS”, disse anteontem o porta-voz do partido, Vitalino Canas. Eventualmente poderia querer dizer um processo de indemnização movido pelos pais. José Sócrates dirigiu-lhes um pedido de desculpas. O abuso saiu bastante mais barato.
Quinta-feira, 30 de Abril de 2009
Outra vez a regar
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Um Eco-governo a zelar por nós
O Governo vai reduzir as multas ambientais e diz que a medida se destina a proteger pessoas singulares e pequenas e médias empresas.
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O Código da precariedade, simples e sem espinhas
Sublinhe-se ainda que, embora estejamos perante montantes insignificantes, o Governo preferiu financiar este toque de cosmética do seu pseudo-combate à crise mais uma vez depauperando o orçamento da Segurança Social a reduzir o IVA, uma medida alternativa com um alcance bastante maior, porém com consequências completamente distintas: a primeira compromete a protecção social dos portugueses no presente e no futuro, a segunda agravaria o défice e obrigaria o Governo “das causas sociais” a fazer má figura junto ao papão de Bruxelas. Prioridades.
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O Silêncio da unanimidade
A fórmula da continuidade
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Pensamento do dia: "idiota"
Muitos utilizam o termo “idiota” sem conhecer a sua origem. Encontramo-la na Grécia antiga, onde “idiótes” era aquele homem privado que não se envolvia nos temas da Polis, o indivíduo que não se metia em política. A palavra significava pessoa isolada, sem nada para oferecer à sociedade, anão obcecado pelas pequenas coisas de ordem doméstica cujo destino deixava manipular por toda a gente.
Ao longo dos séculos, em épocas como a Idade Média, o período da Inquisição e todos aqueles em que o poder foi exercido de forma autocrática, este alheamento foi promovido como característica do cidadão exemplar. E o termo foi-se alterando no seu significado. De tal forma que, hoje em dia, qualquer um pode ser literalmente um perfeito idiota cometendo a idiotice adicional da inconsciência indolor de o ser. Actualmente, embora por razões completamente diferentes, o idiota mantém, tão-somente, a característica da pertença uma subespécie de cidadão.
Quarta-feira, 29 de Abril de 2009
A pandemia real
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Eles, europeus do ano seguinte
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Deformação para a cidadania
Os pais contestam a metodologia utilizada, que consideram estimular um comportamento denunciante, e já enviaram cartas ao PGR , ao Provedor de Justiça e aos grupos parlamentares. A IGE respondeu através de ofício onde assegura que nada de ilegal ocorreu. É evidente que não. Nem todas as questões se reduzem à questão legal, muito menos quando quem incorre em práticas eticamente condenáveis tem nas mãos o poder de legilslar no sentido de tornar tudo legal. Desejavelmente, a escola pública seria um local onde se formariam cidadãos. E esta escola da denúncia, feita à imagem de quem pelos vistos cresceu muito pouco desde os tempos em que frequentou a escola da denúncia de então, pelo contrário, deforma quem está em idade de aprender a ser homem e a ser mulher.
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Pensamento do dia: e o cão do Obama?
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Terça-feira, 28 de Abril de 2009
Uma guerra com dois lados bem definidos
Há nesta guerra dois lados com um enorme fosso a separá-los. Na semana passada, o Governo apresentou uma proposta de lei elaborada durante a noite que, para além de não criminalizar o enriquecimento ilícito, Ainda permite que quem enriqueça injustificadamente fique com 40% dos rendimentos obtidos dessa forma. Do mesmo lado da barricada tem jogado um PSD que, também na semana passada, se referiu à proposta de criminalização do enriquecimento ilícito da facção rival como “contrária à ideologia do partido”. Em ambos os casos, verificamos que há uma mesma ideologia que confia na indiferença da grande maioria dos portugueses e notoriamente não teme qualquer penalização por parte dos respectivos eleitorados.
Código de barras: CDS-PP, Combate ao combate À crrupção, Combate à corrupção, Não existe oposição?, PS, PSD
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Uma guerra com dois lados bem definidos
Há nesta guerra dois lados com um enorme fosso a separá-los. Na semana passada, o Governo apresentou uma proposta de lei elaborada durante a noite que, para além de não criminalizar o enriquecimento ilícito, Ainda permite que quem enriqueça injustificadamente fique com 40% dos rendimentos obtidos dessa forma. Do mesmo lado da barricada tem jogado um PSD que, também na semana passada, se referiu à proposta de criminalização do enriquecimento ilícito da facção rival como “contrária à ideologia do partido”. Em ambos os casos, verificamos que há uma mesma ideologia que confia na indiferença da grande maioria dos portugueses e notoriamente não teme qualquer penalização por parte dos respectivos eleitorados.
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O Estado são eles
O Ministério da Educação pediu a uma escola do primeiro ciclo de Castelo de Vide autorização para filmar crianças a utilizar o Magalhães. Mas, segundo conta hoje o Rádio Clube e o jornal “24 Horas”, as imagens acabaram por passar num tempo de antena do Partido Socialista, na RTP, no passado dia 22. Os pais pediram já uma reunião na escola, a exigir uma explicação e a escola por sua vez, pediu explicações ao ministério, como adiantou ao Rádio Clube Ana Travassos, presidente do Conselho Executivo do agrupamento de escolas de Castelo de Vide. Video aqui. "O meu melhor amigo é o Magalhães". Aquela criancinha adorável seguramente que votaria em quem lhe deu o melhor amigo. No Estado. Não, no PS. Não é a mesma coisa? A escola poderia ensinar as diferenças. E que não é José Sócrates, nem Ana Jorge, nem tão-pouco Maria de Lurdes Rodrigues que lhes dá os cheques-dentista que hoje receberam. São os pais deste país, os contribuintes.
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Pensamento do dia
Segunda-feira, 27 de Abril de 2009
Ortodoxia pró-crise
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O nosso risco "sistémico"
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Apenas 10
Ora, para conhecimento do cidadão contribuinte e para que cada funcionário tenha uma noção precisa de como orientar o seu trabalho para contribuir da melhor forma para a prossecução dos objectivo da instituição a que pertence, a lei fixou como obrigatória a publicação dos objectivos nível 1 nas páginas web de todos os organismos públicos, o que maioritariamente não está a acontecer. Qualquer um pode constatar que a lei não está a ser cumprida visitando uma dúzia de páginas de instituições públicas. E, como tal, que a grande maioria dos funcionários ou não está a ser avaliado de acordo com a lei ou não está a ser avaliado de todo. Hoje aparece a notícia da exoneração de 10 dirigentes de topo. São muito poucos. Entende-se. Não poderiam ser mais, não poderiam ser todos, sob pena de tornar público e notório mais este fracasso. E 10 servem na perfeição para demonstrar ao país que na Administração Pública tudo corre sobre rodas e a reforma foi um retumbante sucesso. Muito pelo contrário.
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"Eles não querem é ser avaliados"
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Pensamento do dia
Os europeus já têm com que entreter-se e deixar os Governos da UE em paz com a sua incapacidade para combater a crise económica. Gripe suína, qual crise económica! Vai falar-se dela até ao enjoo. O medo do papão torna o mundo tão mais simples e domesticado.
Domingo, 26 de Abril de 2009
Orelhas de burro
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Faça você mesmo
Coloque um pouco de óleo vegetal numa frigideira. Acenda o lume e deixe ferver. Quando estiver bem quente, pegue num cubo de gelo. Ponha os olhinhos em frente à frigideira e deixe cair o cubo de gelo dentro dela. Espere que um salpico lhe atinja um ou ambos os olhos. Depois, reze ao Nuno. Ainda não vê nada? Tem que rezar o suficiente para voltar a ver. Continue, seu preguiçoso.
- Disclaimer: o Nuno não se responsabiliza por eventuais chamuscos em roupas ou cabelos.
- Patrocínio: Santos Óleos Fula, ®MilagresCaseiros, Tec-tec - Fábrica de bengalas brancas
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Sábado, 25 de Abril de 2009
A tomada do Quartel do Carmo
Gostei de ler
«Liberdade para escolher um outro futuro
Hoje celebramos o dia em que gente ousada correu o risco de desobedecer à lei e ao poder instituídos num regime ditatorial para dar ao seu País um outro futuro.Trinta e cinco anos depois, esse mesmo País encontra-se numa encruzilhada que clama por um novo gesto de ousadia. Crise, no original grego ‘krisis’, significa tempo de grandes decisões, de escolhas que vão marcar a nossa vida colectiva por longos anos.
Os neoliberais também têm consciência de que estamos num tempo de grandes decisões e, por isso, já iniciaram uma campanha focada nesta ideia-chave:
o neoliberalismo, quando bem aplicado, é o caminho para o desenvolvimento, pelo que são necessárias “reformas” dolorosas que só um governo de “bloco central” tem condições para executar. Como dizia Margaret Thatcher, “não há alternativa”.
O editorial do Público de anteontem é um bom exemplo:
“Não tenhamos ilusões e digamo-lo com toda a frontalidade: a) Portugal é uma pequena economia aberta e periférica muito exposta a qualquer crise, pois dependemos das exportações de produtos que nem sequer são muito diferenciados; b) em Portugal o peso do Estado na economia continua a ser asfixiante e incapaz de atrair o investimento estrangeiro ou de permitir que as melhores empresas portuguesas ganhem dimensão; c) não houve milagres e ao país continuam a faltar as elites de qualidade, os hábitos de exigência e as rotinas de trabalho que são tão ou mais importantes do que um título académico; d) estamos endividados, pagamos caro o crédito e habituámo-nos a viver acima das nossas possibilidades.”
No dia em que festejamos a rebeldia de ousar viver em liberdade, também eu acho que não devemos alimentar ilusões e que devemos falar com frontalidade.
Por isso, com todo o respeito pessoal, digo ao director do Público que no seu editorial tentou fazer passar por evidentes, como algo do senso comum, aquilo que são as suas opções neoliberais. Na ausência (diria mesmo, impossibilidade) de um contraditório sério no âmbito do próprio jornal, assumo aqui uma alternativa àquele texto:
a) Portugal tem uma pequena economia integrada numa economia (UE) maior que a dos EUA, num mercado onde vende quase tudo o que produz. A sua indústria, tal como a de toda a UE, está condenada a desaparecer se a UE mantiver a actual abertura comercial concedida à China;
b) A importância do Estado em Portugal deve crescer, em peso económico, em qualidade dos serviços prestados e em escrutínio democrático, para se aproximar dos países mais desenvolvidos do norte da Europa;
c) Portugal não deve confiar em milagres de conversão de um grupo social que alguns designam por “elites”. São regra geral profissionalmente medíocres e, frequentemente, também corruptas. Portugal deve dar poder a um projecto político que tenha ideias claras sobre um novo modelo de desenvolvimento e seja liderado por agentes políticos que, pela forma como vivem, e pela exigência ética que impõem aos seus colaboradores, possam constituir modelos de referência para o conjunto da sociedade;
d) Portugal não é uma família para ser gerido segundo os princípios da boa gestão doméstica. O actual endividamento é uma consequência do modelo neoliberal, de que a Irlanda e o Reino Unido são os exemplos mais conseguidos e, por isso mesmo, mais esclarecedores. A desastrosa ausência de políticas macroeconómicas à escala da UE exige de Portugal uma política diplomática enérgica, mobilizadora de uma coligação de países da Zona Euro que, actuando em bloco, force a adopção de instrumentos orçamentais próprios, de natureza federal, para acorrer aos países em maiores dificuldades antes que ocorram bancarrotas de efeitos imprevisíveis (para aprofundar a questão, ver aqui).
Num ano em que Portugal e a UE estão a caminho do desastre social, num ano em que a liberdade que o 25 de Abril nos deu também se manifesta através de eleições, os Portugueses estão mesmo confrontados com grandes decisões.» - Jorge Bateira, no Ladrões de Bicicletas.
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25 de Abril: uma lição por aprender
Sexta-feira, 24 de Abril de 2009
Em focratês técnico
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"No pelotão da frente"
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Saúde para pobres
Os medicamentos genéricos vão passar a ser gratuitos para os pensionistas com rendimentos mais baixos. As farmácias não conseguiram que o Governo cedesse em deixá-los substituir por genéricos os medicamentos prescritos pelos médicos, mas este agora como que obriga os clínicos à prescrição de genéricos a esta população. O problema de mercado inicialmente suscitado ficará agora resolvido na origem. E porquê avançar apenas com a gratuitidade dos medicamentos genéricos? Na saúde de mercado, a qualidade é diferenciada de acordo com a classe social e poder aquisitivo do cliente. De fora ficam os grupos terapêuticos em que não existem genéricos e os desempregados e os beneficiários do rendimento social de inserção continuarão sem qualquer redução no preço de todos os medicamentos.
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Pensamento do dia
«O que é costume nos países civilizados é entregar o projecto à Universidade, a um grupo de professores de direito penal, que, de acordo com determinados objectivos de politica criminal, estudariam a questão e apresentariam um projecto feito e sintonizado com os princípios do Direito Penal» – Maria José Morgado, sobre as discussões de café em torno do combate à corrupção e a falta de vontade política de resolver o problema.
Quinta-feira, 23 de Abril de 2009
Orelhas de Burro
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Assunção ideológica
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A nova meta dos 11%
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Aumentam os incobráveis
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Imparcial
O Governo tem-se desdobrado em esforços para negar a existência de pressões políticas para abafar o caso Freeport, conforme denunciado pelo presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público e por dois procuradores titulares do caso. Ontem, sem que o inquérito que foi aberto como consequência dessa denúncia tenha terminado, Cândida Almeida, a procuradora geral adjunta, resolveu dar uma ajudinha e mostrar mais uma vez de que lado está a Justiça que representa. O Show pode continuar à medida da sua vontade, a estrela sabe que não sofrerá quaisquer consequências. Palavras da própria, “temos um estatuto de Ministério Público mais independente da Europa e quiçá do mundo”. Na rádio, nos jornais e nas televisões. Como será nos outros países?
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Eles estão a combater a crise
De acordo com as previsões divulgadas ontem pelo FMI, em termos absolutos, haverá aproximadamente mais 180 mil desempregados em Portugal nos próximos dois anos. No total, em 2010, os desempregados serão cerca de 600 mil. Resposta do Governo: anunciar uma alteração dos critérios de concessão do subsídio social de desemprego que apenas abrange 15 mil desempregados. Os mais procriadores, com seis ou mais filhos, receberão 409 euros. Quanto ao alcance da medida, 15 mil são 8,3% de 180 mil e são 2,5% de 600 mil. Quanto ao valor em causa, 409 euros divididos por 8 pessoas dá 51,25 euros por pessoa. 1 euro e 70 cêntimos por dia. E mais de metade dos desempregados portugueses nem a 1 euro e 70 cêntimos tem direito. Os trabalhadores precários não têm direito a qualquer protecção social em situações de desemprego.
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Pensamento do dia
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Quarta-feira, 22 de Abril de 2009
Uma história bonita
Para sorrir
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Em linha com a inexistência política
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"Prisão" é uma palavra feia
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Recuperar de 6 para 6
O que correu mal? A crise internacional afectou-nos decisivamente, sem dúvidas nenhumas. Mas as causas deste fracasso não são apenas externas. Ao colocar o objectivo falhado do equilíbrio das contas públicas no topo das suas prioridades, o Governo reduziu progressivamente o investimento público, desperdiçando muitos milhões de euros em fundos comunitários. As execuções do QREN continuam abaixo dos 3%. Há para aí quem argumente que, caso não tivesse sido assim, a “folga” orçamental para combater a crise seria hoje muito menor. Nada mais falso. O objectivo orçamental impediu a criação de empregos e o crescimento económico nos anos anteriores ao eclodir da crise. Esses empregos e esse crescimento, geradores de receitas, é que seriam a “folga” da nossa derrapagem económica.
Note-se ainda como o Governo não aprendeu nada com os erros: o Orçamento Rectificativo, a existir, resultará de imperativos meramente contabilísticos e não da necessidade de mais recursos (aumento do investimento público e redução de impostos), imprescindíveis para combater a crise. Está visto que a inércia é para manter.
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Eles comem tudo
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Pensamento do dia
Terça-feira, 21 de Abril de 2009
O paraíso
Que raio de país o nosso, onde o insulto à inteligência encontrou o paraíso.
Orelhas de Burro
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Portugal robbery fashion
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Estes liberais são uns brincalhões
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Tachos também para mulheres
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Uma crise em liberdade
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Pensamento do dia: mitos de (pseudo) mercado
Segunda-feira, 20 de Abril de 2009
Questões de etiqueta
Um mundo estranho. No futuro, era assim.
"Ainda", diz-se
E como é que a notícia é dada? “Economia AINDA sem sinais de retoma no início deste ano”. Ainda. Como se as políticas de combate à crise fossem uma realidade e estivéssemos à espera dos seus resultados ou como se a crise passasse sozinha. E como se houvesse algum sinal de que a retoma está para breve.
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Freesócrates
Batota
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Pensamento do dia: "os bancos são nossos amigos"
Domingo, 19 de Abril de 2009
Tiro ao boneco
O Vitória de Setúbal é actualmente uma equipa entregue a si própria. O clube, como é sabido, está há meses sem direcção e numa situação financeira aflitiva. Foi este Vitória fragilizado que o Benfica defrontou esta noite, numa partida incaracterística e com um resultado final volumoso (0-4), que poderia ser ainda mais aumentado, tantas foram as oportunidades de golo desperdiçadas. Tudo na mesma no topo da tabela classificativa.
V. Guimarães 1 – Sporting 2
Académica 0 – FC Porto 3
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Orelhas de Burro
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Sábado, 18 de Abril de 2009
Dos milhões para os tostões
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Ler os outros - "Parece que é, mas não é"
O que é preciso é impressionar
Primeiro, soube-se que os painéis solares que nos iriam tirar da crise também funcionavam à noite. Não eram bem solares. Hoje sabe-se que a comparticipação de 50 por cento anunciada pelo Governo não é bem de 50 por cento. É um montante fixo de 1641,70 euros. Também já sabíamos que a colaboração do chefe de vendas do país não foi bem para todas as marcas. Os clientes podiam, numa primeira fase, escolher o modelo de apenas uma marca. Hoje têm à disposição apenas três eleitas para beneficiar de ajudas. E sabemos também que os bancos, à partida anunciados como parceiros no negócio, não estão a saber prestar informações aos clientes sobre o produto que vendem, informação essa que também não está disponível no site da internet que foi criado para o efeito. O importante não é bem combater a crise. São os negócios e que as pessoas pensem que o Governo anda empenhadíssimo a fazer alguma coisita.
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Histórico
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Sexta-feira, 17 de Abril de 2009
Orelhas de Burro
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O ralhete do papá
Porque hoje é Sexta-feira
O costume
Paradigma de "boa" gestão
Manter as aparências
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Pensamento do dia
“Não! Ele é que disse que era patriota, mas não! Patriotismo não tem nada a ver com isso. (...) Isso não é patriotismo, mas antes nacionalismo no pior sentido da palavra. (...)Eu nunca fui nacionalista. Nacionalista era o Salazar. Nacionalistas eram os fascistas. O patriotismo tem é a ver com o interesse e o amor pelo nosso povo, pelas nossas instituições, pelas nossas características como povo, mas se houver um português que seja mau não o vamos defender pelo facto de ele ser português.” – Mário Soares (17/04/2009). Assino por baixo.
Quinta-feira, 16 de Abril de 2009
Quem votou o quê
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Um sinal de esperança
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Tudo menos a rua!
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Inventada durante a noite
- Actualização: a proposta do Governo contempla um regime de tributação agravada, a uma taxa de 60 por cento, do enriquecimento patrimonial injustificado, de valor superior a 100 mil euros, sem correspondência com os rendimentos constantes das declarações fiscais. Ou seja, a “proposta abrangente” do Governo foi feita para que o enriquecimento ilícito continue a não ser crime. Continua a ser permitido enriquecer ilicitamente, agora apenas a 40% nos casos em que tal seja – ou se queira que seja - descoberto.
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O discurso pinta outro cenário
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Pensamento do dia
E venham-me lá chamar demagogia às propostas que as empresas com lucros não deviam poder despedir...ou deveriam ser exemplarmente penalizadas se o fizessem. Ou então explicar-me de quem é a responsabilidade se uma empresa cresce, como a própria reconhece, se não houver lucros? De quem gere ou de quem trabalha e lhe permite crescer? E a filha da puta (sorry!!) é a crise!!!» – “A crise tem as costas largas”, por Isabel Faria, no Troll Urbano.
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Quarta-feira, 15 de Abril de 2009
Quem é quem
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A impunidade causa habituação
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De camarote, a ver o circo a arder
A Europa teme um aumento ainda maior do desemprego. A produção industrial norte-americana caiu 1,5%, quase o dobro da quebra esperada de 0,9%. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) baixou hoje novamente a sua previsão de procura de crude para 2009, admitindo uma quebra de 1,6% relativamente ao consumo verificado em 2008. Até a China verifica o ritmo mais fraco de crescimento da sua economia dos últimos 17 anos. E como é que o Governo português reage à conjugação de todos estes dados negativos com a previsão de recuo do PIB português de 3,5% anunciada ontem pelo Banco de Portugal? Responde o Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos: "não estou a ver necessidade de rectificação [orçamental], temos vindo a gastar os dinheiros dentro das margens permitidas pelo Orçamento, não atingimos qualquer situação de descontrolo de gasto público que suscitasse qualquer rectificação dessa natureza". O OE 2009, recorde-se, foi elaborado para um cenário macroeconómico de crescimento de 0,6%. Para quem insiste em continuar a ver o circo a arder de braços cruzados, continua a servir perfeitamente, 4,1% abaixo das previsões que inicialmente serviram de base à sua elaboração e 4,8% abaixo das previsões inscritas na emenda ao soneto inicial. Um excerto desse debate parlamentar pode ser visto aqui.
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Mudar de vida
“Sem eira nem beira” é a música dos Xutos que está a correr por aí como hino à mudança. Zé Pedro nega que o refrão, que começa com Senhor engenheiro, dê-me um pouco de atenção”, não tem o alvo que imediatamente sugere A quem ouça. Nas palavras do próprio, “não queremos fazer um ataque político a ninguém. A letra exprime mais um grito de revolta. E é um alerta para o estado da Justiça e para uma classe política em geral que, volta e meia, toma atitudes que deixam os cidadãos desamparados”. Sou forçado a concordar. Zé Pedro tem toda a razão. Poderia ser outro qualquer, resultaria igual. José Sócrates é apenas mais um dos eleitos entre a mesma classe política composta por três partidos que, já todos nos demos conta, ao vergar-se a interesses privados e não representar os interesses de quem a elege, é a responsável pelo nosso empobrecimento ao longo dos últimos 35 anos.
Esta música poderá, porém, produzir o efeito contrário ao desejado. Bastará, para tal, que maioritariamente quem a ouça e nela se reveja, ao invés de alterar a direcção do seu voto, se abstenha de votar e, dessa forma, favoreça, uns ou outros, quem sempre foi poder, que necessitará ainda de menos votos para cumprir com o objectivo de reconquistá-lo. E, a haver mudança, porque sempre haverá políticos e sempre haverá governos, a mudança passará inevitavelmente pelo voto. Aconteça o que acontecer, sempre alguém será eleito. Por esta razão, como hino à mudança prefiro, sem margem para dúvidas, a versão dos Humanos do “Muda de vida” do António Variações. Aos Xutos já lhes ouvi bem melhor.
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O mundo está bem como está
Contas feitas por baixo pela agência Reuters e Bloomberg, desde o início do ano, já foram anunciados mais de 778,306 despedimentos em todo o mundo: pelo menos 300 mil no sector financeiro e 478,306 mil no sector não-financeiro, e a onda de despedimentos promete não se ficar por aqui.
Naturalmente que esta vaga de despedimentos afecta as exportações portuguesas. Cavaco Silva é que, pese embora saiba perfeitamente que as exportações são apenas uma das componentes da procura (procura externa) e apesar de constatar que o investimento (procura interna, a par com o consumo das famílias) caiu abruptamente, disse que as previsões anunciadas ontem pelo Banco de Portugal dificilmente poderiam ser melhores:
"Nós dependemos muito dos mercados internacionais e as exportações caíram 14 por cento", frisou, garantindo, contudo, que "o que pode surpreender um pouco" é a "queda tão acentuada que se verificou no investimento, de 15 por cento." ()
Para Cavaco Silva os números da quebra do investimento não são nem a medida da a inércia do Governo na reacção à crise, nem da incapacidade dos poderes de Bruxelas de articularem um plano orçamental conjunto. Mas Cavaco foi ainda mais longe na apologia do “não fazer nada porque pode parecer mal”:
"Portugal é um dos países que mais depende do exterior. Por isso, é preciso ter muito cuidado em relação à nossa credibilidade, àquilo que fazemos internamente, porque estamos a ser observados por todos aqueles que estão no estrangeiro e se interessam" pelo país.
Depois falou no futuro. O Futuro fica sempre bem em qualquer laracha que se queira passe por grandes palavras sem despertar a desconfiança de quem as ouça. Há que ter cuidado, sim, mas não é com o que os outros pensem de nós. Eles, tal como nós, também estão a passar pelo seu mau bocado às mãos de um poder político que não reage nem sente o mundo a desmoronar-se.
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“Ter uma mente aberta” é, nos tempos que correm, um argumento recorrentemente utilizado para retirar o elemento crítico crucial em qualquer avaliação, forçando a conclusões precipitadas de espíritos que se fecham sobre a sua própria estupidez, convencidos de que se estão a abrir e aperfeiçoar por quem, com interesses mais ou menos ingénuos, o utiliza. Vídeo via Jugular.
Terça-feira, 14 de Abril de 2009
Que trapalhada
Deixa cá ver se entendi bem. Confirmou o que já se sabia, será anunciado daqui a pouco e, neste momento, está a ser confirmado. Se já foi confirmado, para quê confirmar outra vez? E para quê anunciar o que já se anunciou? Se este PSD fosse Governo, tirava-nos da crise em três tempos. Ou dois. Ou menos.(editado)
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Optimismo, novamente?
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A "Média-Constâncio"
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A realidade servida aos bocadinhos
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Pensamento do dia
«Os updated da palavra são os falantes da moda: pegam em todos os neologismos, mesmo (e sobretudo) se forem disparates, e adoptam a mais recente terminologia que lhes chega aos ouvidos, tão ávidos por renovar as palavras e substituir os termos como por mostrar na televisão a linguagem que usam. (…)» – continuar a ler, por João Carvalho, no Delito de Opinião.
Segunda-feira, 13 de Abril de 2009
Fracasso
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