Esta tarde, o Ministro Santos Silva desafiou João Palma a esclarecer as suspeições que lançou na opinião pública portuguesa: “o presidente do SMMP tem de dizer quais as pressões a que se referem, em que é que consistem, sobre quem se exercem e sobretudo quem as exerce ou tenta exercê-las”. Desta vez, concordo em absoluto. É importante que se esclareça se existiram ou não pressões. E as duas coisas não podem ser verdade em simultâneo.
Terça-feira, 31 de Março de 2009
Alguém faltou à verdade
Esta tarde, o Ministro Santos Silva desafiou João Palma a esclarecer as suspeições que lançou na opinião pública portuguesa: “o presidente do SMMP tem de dizer quais as pressões a que se referem, em que é que consistem, sobre quem se exercem e sobretudo quem as exerce ou tenta exercê-las”. Desta vez, concordo em absoluto. É importante que se esclareça se existiram ou não pressões. E as duas coisas não podem ser verdade em simultâneo.
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Juros em baixa, spreads em alta
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Inqualificável
Estas palavras foram escritas por um cidadão que foi gravemente prejudicado por quem o difamou sem dó nem piedade e por uma Justiça que, pela sentença proferida, ao invés de agir no sentido de lhe minimizar danos objectivamente irreparáveis, criou pela via jurisprudencial uma figura de difamação “sem querer”, inteiramente legal, que deve preocupar-nos a todos nós, suas vítimas em potência. Com plena consciência da insignificância deste gesto, aqui deixo a minha solidariedade para com Paulo Pedroso.
O problema mais sério
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Sucesso ou fracasso?
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Nada que ver
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Pensamento do dia
Segunda-feira, 30 de Março de 2009
A contra-campanha negra
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Coisas do tio Tino
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O adjunto
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Compensa, pois compensa
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Isto é humor
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Hoje já é Segunda-feira
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Euros por votos
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Pensamento do dia
Em Espanha, o Governo de Zapatero aprovou um pacote de 9 mil milhões de euros de ajudas à Caja Castilla-La Mancha, em apuros pela gestão ruinosa dos últimos anos. Por cá, onde a banca, no seu conjunto, obteve em 2008 lucros diários de 5,6 milhões de euros, tributados em IRC a uma taxa de 14,9% (pouco mais de metade da aplicável à restante economia), as ajudas já ultrapassaram os 20 mil milhões de euros. Apesar disso, o crédito concedido à economia e às famílias é cada vez menos e cada vez mais caro. No crédito à habitação, por exemplo, desde Outubro de 2007, a diferença entre os juros praticados nos contratos e a taxa Euribor já aumentou 300%. É cada vez mais notória a perda de sentido da manutenção do sector bancário nas mãos de privados. Porém, quem queira continuar a insistir num modelo de acumulação de riqueza penalizadora da sociedade e da economia pode continuar a repetir que os bancos privados são melhor geridos, não necessitam de ajudas estatais, são uma fonte de receitas fiscais sem par e, em situação de crise, são um precioso aliado de qualquer Governo que queira injectar liquidez na e actuar sobre a economia. A realidade não muda ao sabor apenas do que se diz. E, sobre a canalização dos lucros de uma banca nacionalizada para financiar mais Saúde, mais Educação, mais Cultura, mais apoios sociais, mais requalificação arquitectónica e ambiental e mais infra-estruturas de utilização colectiva, ainda são outros quinhentos.
Domingo, 29 de Março de 2009
Orelhas de Burro
O Ministro bonzinho
"Se as eleições fossem só aqui, nem era preciso fazê-las. Eu ganhava com 80% dos votos". É o maior.
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Fim à vista
Palma, eleito hoje por quase 50 por cento dos votos, assegurou que “as pressões existem” e que há “conhecimento delas”, salientando que “umas são públicas e evidentes e outras, o sindicato reserva-se a oportunidade para as denunciar se for caso disso”.” - Público
“O arquivamento do processo Freeport, no todo ou em parte, está a ser discutido pela hierarquia do Ministério Público, e os magistrados que lideram a investigação têm sido pressionados para fechar o caso. A palavra final vai pertencer a Cândida Almeida, coordenadora do DCIAP, e a Pinto Monteiro, procurador-geral da República”. – Correio da Manhã
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Sábado, 28 de Março de 2009
Da "democracia" angolana
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Sexta-feira, 27 de Março de 2009
A excepção à regra
E depois, inesperada, chegou a crise
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Incoerente
O artigo despertará, decerto, o regozijo de muitos opinadores de serviço que se aviltaram com artigos anteriores, também polémicos, mas com alvos menos do seu agrado. Porém, fora desta guerra de trincheiras, todos nos recordaremos do que ficou a conhecer-se com o desenvolvimento das investigações e de todas as dúvidas suscitadas, ainda por esclarecer, em redor de aspectos do exercício ilícito de poderes ocultos, desenvolvido em favor de interesses privados e em prejuízo do interesse público. Seja ou não do agrado de Marinho Pinto e dos seus inesperados novos adeptos, quer queiramos, quer não, se não fosse a carta anónima, tais aspectos nunca seriam do conhecimento de quem, porque vota e porque paga impostos, faz todo o sentido que, pelo menos, esteja informado. Será o mínimo dos mínimos.
Pensamento do dia
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Quinta-feira, 26 de Março de 2009
O grande líder
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Pré-canonização
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Trapalhada, mas lucrativa
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Não lembraria ao diabo (continuação)
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Quarta-feira, 25 de Março de 2009
Dos partidos ditos "responsáveis"
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83 dias depois
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Mandam os fora-da-lei
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The european way of doing nothing
Na mesma linha “europeia”, o actual presidente do Conselho Europeu, o primeiro-ministro checo Mirek Topolanek, voltou a assegurar que a queda de ontem do seu governo "não terá impacto na presidência" da UE. A Europa respira de alívio. Não há qualquer iniciativa de relevo a assinalar ma presidência rotativa dos últimos três meses e a garantia de estabilidade assgura mais três meses na mesma onda europeia. Dê para onde der, a estabilidade é sempre importante.
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Detalhes insignificantes
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O sucesso anterior
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Terça-feira, 24 de Março de 2009
Quem manda aqui?
O PS apenas levará Jorge Miranda a votos no Parlamento depois de ter a garantia de que o seu candidato obterá os dois terços necessários para ser eleito provedor de Justiça. Até lá, sob pena de promover uma exposição desnecessária do nome de Jorge Miranda, esqueça que um dos maiores fornecedores de pareceres jurídicos do centrão foi sequer aventado como possibilidade para exercer o cargo.
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O umbigo torna tudo mais simples
O elemento absorvente
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A incompetência é fogo que arde sem se ver.
E é a mesma incompetência que, em tempos de crise profunda, não tem a capacidade de implementar um plano nacional de limpeza de matas e de incentivos ao seu ordenamento, de forma a aproveitar os fundos comunitários que desperdiça, quer no combate aos incêndios florestais, quer no combate ao desemprego. Vamos chegar ao Verão com mais quilómetros ardidos e com mais desempregados. Já sabemos que, quando os segundos protestam, estão a ser instrumentalizados por alguém indicado pelos senhores da inércia. Os fogos estivais que se adivinham poderão perfeitamente ser enquadrados numa qualquer campanha perpetrada pelos mesmos responsáveis por um Governo que tudo fez para evitá-los. A incompetência é fogo que arde sem se ver.
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Pensamento do dia
Abaixo transcrevo um breve trecho do “Acompanhamento da Situação Económico Financeira do SNS 2007”, o último relatório disponível do Tribunal de Contas, onde cimentei a minha certeza. Poupar umas gotitas de água é fácil. Os doentes nem reclamam por aí além. Saber governar e gerir é que não é para todos, embora seja fácil vender uma imagem de competência inquestionável. Até mesmo apesar da barbaridade que se segue.
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Segunda-feira, 23 de Março de 2009
Tirar partido
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Descalabro
O número de desempregados inscritos nos centros de emprego disparou 17,7 por cento em Fevereiro face ao mesmo mês de 2008 e 4,8 por cento relativamente a Janeiro, acentuando a subida iniciada em Outubro. O acréscimo de Fevereiro é mesmo o mais elevado desde Dezembro de 2003. De acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), o número de desempregados inscritos no final do mês passado totalizava os 469.299, mais 70.720 inscrições do que em Fevereiro de 2008 e mais 21.333 do que no mês anterior. Porém, nada de alarmes. Podemos ficar tranquilos: o Governo garante que as medidas já tomadas vão ajudar a reverter a situação. A situação está perfeitamente controlada.Código de barras: emprego, Fracasso, Socialismo-reformista
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O verdadeiro patriota
Mas o nosso generoso vendedor esqueceu-se de referir a favor de quem reverte esta campanha patriótica, ao não mencionar que o protocolo que lhe deu origem deixou de fora a maioria das empresas do sector para beneficiar a Martifer-Ao Sol e a Vulcano e que, uma semana após a sua assinatura, deu-se a entrada triunfal do seu ex-camarada Jorge Coelho na administração da Martifer. O verdadeiro patriota é aquele que nunca volta as costas aos grandes desígnios nacionais.
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Valha o "bom senso"
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Hoje é Segunda-feira
Eu também prefiro as Sextas-feiras.
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A sondagem que aqui deixámos chegou ao fim durante a semana que terminou e foi a mais participada de sempre, com 422 votantes. Os leitores do PB confiariam maioritariamente o seu voto ao Bloco de Esquerda (170 votos, 40,28%). Em segundo lugar ficaram os partidários da submissão às escolhas dos demais: 67 leitores (15,88%) ficariam satisfeitos independentemente da força partidária que vencesse as eleições. Não participariam nela. A terceira força partidária com mais expressão entre os leitores é o PSD (60 votos, 14,22%), logo seguido da CDU (46 votos, 10,90%). O PS aparece apenas na quinta posição (42 votos, 9,95%), à frente do CDS-PP (22 votos, 5,71%) e de outras forças partidárias (15 votos, 3,55%). O país do burro é lido maioritariamente por adeptos de um Portugal melhor.
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Domingo, 22 de Março de 2009
Orelhas de Burro
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Sábado, 21 de Março de 2009
Sem brilho
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Sexta-feira, 20 de Março de 2009
Reparações: faltam duas
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Olha quem fala
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Jardinização socrática
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Moderar o apetite à bicharada
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Quinta-feira, 19 de Março de 2009
Não lembraria ao diabo
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A greve mais popular de sempre
O coelhinho banqueiro
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Quarta-feira, 18 de Março de 2009
Orelhas de Burro
Na América
Segundo a agência Reuters, esta lei irá ainda autorizar o procurador-geral dos EUA a pedir a devolução de compensações excessivas anteriores recebidas por funcionários de empresas ou instituições que receberam mais de dez mil milhões de dólares em ajuda do Governo norte-americano.
Em Portugal, é tudo tão diferente. Ler aqui.
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Mais coelhos da mesma cartola
José Sócrates anunciou, ainda, a redução do desemprego em 1 efectivo: foi inventado um “provedor do crédito", quando o que faz falta é um Provedor de Justiça. Conseguiu emprego um qualquer nomeado a designar para ser responsável por uma espécie de acervo de queixas de crédito, um serviço que os contribuintes já pagam, e bem pago, ao Banco de Portugal. Que nada vê.
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Gosta de contentores?
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Post 3000
Acabo de dar-me conta que o PB já ultrapassou os 3000 posts. Este é o post 3014º.
O pior ainda está para vir
A actividade económica continuou a degradar-se “fortemente” em Janeiro, lê-se no INE no resumo sobre os indicadores da Síntese Económica de Conjuntura de Fevereiro, hoje divulgados. O momento é de retracção do consumo privado, do investimento, das importações e das exportações.
O indicador de clima económico de Fevereiro caiu para 2,9 pontos negativos e o indicador de actividade económica de Janeiro para menos 1,9 pontos. No mês anterior, estes indicadores fixaram-se em menos 2,5 e menos um ponto, respectivamente, o que confirma a degradação das condições de vida dos consumidores e do ambiente empresarial nos primeiros dois meses do ano e demonstra que a crise ainda se encontra na sua fase descendente.
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A bandeira do fracasso
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Num país a sério
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Terça-feira, 17 de Março de 2009
Venha de lá a boquita da praxe
Natal em Março
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A proibição do indefinido
Uma semana antes da inauguração da remodelada Sala das Sessões da AR e do seu novíssimo sistema de projecção digital, que inclui dois enormes ecrãs retrácteis, crescem os temores quanto à transformação das sessões plenárias em espectáculos pouco edificantes. Por essa razão, ficou definido em conferência de líderes que, numa primeira fase sem prazo definido, os deputados apenas podem projectar gráficos, mapas e fotocópias de jornais ou de Diários da Assembleia da República. Ficou proibida a utilização de som, de fotografias, de filmes ou de imagens. Acima de tudo, temor dos temores, ficaram proibidas as “campanhas negativas”, embora não se tenha definido o que isso seja. Mas imagina-se que possa servir para calar certas verdades menos cómodas para quem costuma ter o exclusivo das teatralizações mais absurdas.
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O "old" deal (continuação)
Uma delas tem sido a injecção de liquidez em empresas em dificuldades. Hoje, nos Estados Unidos, o caso do dia é o da gigante do sector dos seguros AIG. Após ter recebido milhares de milhões de dólares em ajudas estatais, a sua administração resolveu que a crise não os iria afectar demasiadamente, distribuindo 165 milhões em bónus entre os seus membros e provocando a ira dos contribuintes e do novo presidente, Barack Obama. Comprovadamente, a saída da crise não se fará pela porta de entrada.
Mais sinais
O Instituto Nacional de Estatística espanhol divulgou hoje nova queda acentuada de 38,6 por cento das vendas de casas em Janeiro, naquela que é a quarta percentagem mensal mais elevada dos últimos dois anos. Esta queda homóloga mensal traduz um agravamento da tendência neste sector, face à descida de 26 por cento verificada em Dezembro. A venda de casas usadas continua a ser mais penalizada do que as casas novas, apresentando descidas de 47,2 e 29,1 por cento, respectivamente.
A Associação Automóvel de Portugal (ACAP) reviu em baixa a sua previsão inicial de uma descida de 15 por cento das vendas de carros novos em 2009, estimando agora uma quebra de 23,5 por cento. A revisão foi decidida após a divulgação dos números das vendas de carros novos em Fevereiro, quando a quebra atingiu 42,6 por cento em Portugal e uma média de 18,3 por cento na Europa.
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Integração no contentor
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Pensamento do dia
Há mais seguranças privados em Portugal do que agentes de forças policiais, lê-se aqui, e Portugal é o segundo país com maiores desigualdades, logo a seguir à Inglaterra, lê-se aqui. No Brasil, um dos países com maiores desigualdades, ser segurança privado é uma profissão cada vez mais comum. À medida que aumentam as desigualdades, aumenta a criminalidade e a insegurança. Mas ser segurança privado não é o mesmo que ser polícia: um segurança privado obedece a um amo e às suas regras, um polícia insere-se e obedece a uma hierarquia pública e rege-se por leis. Será indesejável a proliferação de amos poderosos com "jagunços" ao serviço das suas regras privadas. O aumento das desigualdades produz um aumento da insegurança também por esta via.
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Segunda-feira, 16 de Março de 2009
Como na Administração Pública
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Bastante proveitoso
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Uma tradição com 35 anos
“Se for o caso” é um requinte de linguagem que remete para o que há muito acontece em variadíssimas instituições públicas. Todos se lembrarão de Luís Filipe Menezes ter exigido a administração da Caixa Geral de Depósitos ao abrigo de um acordo de cavalheiros entre os dois partidos, segundo o qual aquele que perdesse as eleições ganhava “por direito próprio” a Caixa. Da mesma forma, à luz de um acordo do mesmo tipo, um dos partidos escolhe o presidente do Conselho Económico e Social (CES) e outro o provedor de Justiça. Nascimento Rodrigues foi indicado pelo PSD durante o Governo Durão Barroso, enquanto Bruto da Costa chegou ao CES por indicação do PS, então na oposição. Mas, azar dos azares, os mandatos não coincidem: o do provedor dura quatro anos e acabou em Junho, o do CES corresponde à legislatura e acaba este ano, com as eleições legislativas. História repetida. Pouco importa quem seja a personalidade indicada, se tem ou não capacidade ou se é a mais indicada para exercer o cargo. Interessa, sim, que seja alguém do partido. Nisso PS e PSD entendem-se bem. Há 35 anos que o país é seu. E não causará estranheza a ninguém que nos terrenos da justiça se travem as disputas mais acesas.
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Pensamento do dia
Há ideias que se repetem tantas vezes que, mesmo que não o sejam, transformam-se em verdades pacificamente aceites por todos. Uma delas, a da “melhor reforma” realizada por este Governo, a reforma da Segurança Social, vai ecoando por aí, de boca em boca, entoada com a certeza de quem sabe o que está a dizer. Quanto vale tanta certeza, quando, segundo um relatório da Comissão Europeia sobre a inclusão social, Portugal apresentará em 2046 o maior corte médio de pensões de reforma da União Europeia? Contudo, mais assustador do que os números avançados, que projectam uma quebra de rendimento das pensões de reforma aproximadamente igual a metade do último salário, são as escolhas políticas que se fazem baseadas nestes chavões. Perpetuam no poder quem dificilmente conseguiria fazer pior e asseguram terreno fértil para o surgimento de réplicas, quer de chavões do mesmo tipo, quer de "melhores reformas".
Domingo, 15 de Março de 2009
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Uma reforma para isto
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Sábado, 14 de Março de 2009
Até para o ano
Faltam apenas 8 jornadas e o Benfica de Quique continua inconsistente e a perder 1 ponto em cada três. Como se lê aqui, nesta Liga, apenas por três vezes o Benfica conseguiu marcar na primeira parte em casa (Katsouranis com o V. Setúbal, David Luiz, em fora de jogo, contra o Sp. Braga, e num auto-golo de Élvis contra o Leixões). É pouco. Muito pouco. Talvez para o ano.
Sporting 2 – Rio Ave 0
FC Porto 2 – Naval 0
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O incompreendido
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Sexta-feira, 13 de Março de 2009
A teoria da máquina do tempo
Desta vez, foi a Goldman Sachs que alterou as suas projecções no espaço de uma semana para a zona euro, antecipando agora uma contracção de 3,6 por cento do Produto Interno Bruto. Segundo esta previsão, a Alemanha poderá ver a sua riqueza contrair-se uns impressionantes 5,2 por cento, a França 2,9 por cento, Espanha 3,6 por cento, Reino Unido 2,5 por cento e EUA 3,2 por cento. No somatório mundial, a economia poderá cair um por cento no final do ano.
Da mesma forma, de cada vez que surge uma nova previsão, logo alguém se encarrega de reafirmar a necessidade de manter o livre comércio fora de qualquer alteração. Desta feita foi o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, que fez as honras da casa. A lengalenga é a de sempre: a adopção de medidas “positivas sobre o comércio mundial, planos de relançamento [económico] e de recapitalização dos bancos”, a visão que defende que o caminho da retoma é o do recuo ao estádio do capitalismo imediatamente anterior à crise. Não será por aí.
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Les sarko-vacances
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Menos empregos, piores empregos
De acordo com os sindicatos, as regras do novo concurso de professores, que decorre até dia 9 de Abril, foram impostas de forma unilateral pela tutela, que acusam de não ter considerado “nada do que de essencial as organizações sindicais propuseram” durante as negociações. As principais críticas dos docentes centram-se na fusão dos quadros de escola (QE) e de zona pedagógica (QZP) nos quadros de agrupamento (QA), na transferência automática de professores para este último, no facto da avaliação docente contar para a progressão na carreira (tendo sido pedida junto da Procuradoria-Geral da República a fiscalização desta norma), na substituição das colocações cíclicas por uma bolsa de recrutamento, no impedimento da mobilidade de professores titulares e na periodicidade do concurso.
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Deus, a praga e o envelope
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Alegre anuncia saída do PS
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Mudar de rumo: uns sim, outros assim assim
Coisas do mercado
Pensamento do dia: "a não democracia europeia"
Quinta-feira, 12 de Março de 2009
A ética do dinheiro
Desafios da lusofonia
Como é sabido, o crioulo, o dialecto português que é falado em Cabo Verde, não tem quaisquer regras ortográficas ou gramaticais. Para contentamento do seu fabricante, não foram necessários muitos dias para que a agressividade comercial do chefe de vendas do Magalhães conjugasse esta janela de oportunidades com os erros detectados no seu produto durante a semana passada. José Sócrates, em visita oficial a Cabo Verde, levou consigo 12 mil Magalhães para distribuição pelas crianças cabo-verdianas. Pouco importa que muitas delas não tenham electricidade em suas casas. “O Magalhães é o único computador do mundo com instruções, ajuda e menus em crioulo” poderá ser o slogan que marcará o início de uma nova fase da vida deste produto tão português. Banha da cobra.
Código de barras: Magalhães, Negociatas, Socialismo-reformista
Empurrado por
Filipe Tourais
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