O Governo anunciou que o seu programa de apoio ao arrendamento jovem vai sofrer “ajustamentos” em 2010 para alargar o perfil dos potenciais beneficiários, reduzir fragilidades sociais e promover a mobilidade. Por seu turno, uma associação de proprietários aplaudiu o alargamento do leque de abrangidos pelo subsídio, mas manifestou a sua vontade de ver “mais mercado” no arrendamento de imóveis, nomeadamente uma nova lei que descongele as rendas antigas: “Se se está a mexer no arrendamento, mais vale mexer em tudo.”
Porventura não pelos mesmos motivos, mas concordarei que haveria que promover uma alteração de fundo na política de habitação seguida em Portugal nas últimas décadas. A especulação imobiliária que tem resultado da irresponsabilidade política tem custado ao país – continua a custar – a desertificação e degradação das grandes e médias cidades e, com o surgimento de autênticas selvas de pedra nas periferias urbanas, sua consequência, um desordenamento do território e custos ambientais e sociais importantes associados a um vaivém diário que, caso as políticas fossem outras, não ocorreria. Haveria, por exemplo, que agravar os impostos sobre os imóveis desocupados e sancionar a degradação urbanística a que todos assistimos para, dessa forma, criando uma pressão vendedora no mercado imobiliário, fazer cair os preços e, sem necessidade de subsídios, devolver os habitantes às nossas cidades. Do que necessitamos é de novas políticas. E não apenas para que haja mercado. É o interesse colectivo e o bem-estar social que estão em jogo.
Porventura não pelos mesmos motivos, mas concordarei que haveria que promover uma alteração de fundo na política de habitação seguida em Portugal nas últimas décadas. A especulação imobiliária que tem resultado da irresponsabilidade política tem custado ao país – continua a custar – a desertificação e degradação das grandes e médias cidades e, com o surgimento de autênticas selvas de pedra nas periferias urbanas, sua consequência, um desordenamento do território e custos ambientais e sociais importantes associados a um vaivém diário que, caso as políticas fossem outras, não ocorreria. Haveria, por exemplo, que agravar os impostos sobre os imóveis desocupados e sancionar a degradação urbanística a que todos assistimos para, dessa forma, criando uma pressão vendedora no mercado imobiliário, fazer cair os preços e, sem necessidade de subsídios, devolver os habitantes às nossas cidades. Do que necessitamos é de novas políticas. E não apenas para que haja mercado. É o interesse colectivo e o bem-estar social que estão em jogo.

2 comentários:
Um excelente 2010 para si, caro Filipe.
Obrigado, António. Tudo de bom para si também. Abraço.
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