quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A Câmara dos segredos

Desde 1980, a presença da comunicação social nas reuniões ordinárias da Câmara Municipal de Coimbra foi uma prática democrática que facilitou a transmissão de informação aos cidadãos sobre as deliberações da CMC, o seu âmbito e o seu espírito, dando-lhes a conhecer os debates que levavam à formação das decisões que, sobre os mais variados aspectos, influenciam o seu quotidiano. ´

Saberão eles as razões que presidiram a tal decisão, porventura não muito difíceis de intuir. O certo é que, no início do actual mandato autárquico, o Executivo da Câmara Municipal de Coimbra decidiu vedar a presença dos órgãos da comunicação social nas suas reuniões ordinárias. Terão descoberto todas as vantagens em reunir com a porta fechada. E sublinho-o, têm toda a legitimidade para assim decidir.

Assim como eu, cidadão e munícipe apologista da transparência e adepto de um poder local cuja razão de ser a encontro na promoção da proximidade do poder político às comunidades locais, tive toda a legitimidade em assinar
esta petição que exige a revogação de uma decisão anacrónica tendente a acentuar uma rota rumo a uma opacidade ainda maior do que aquela que última e repetidamente, na CMC, tem despertado a atenção judiciária. Lamento ambas.

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