O desemprego na zona euro continuou a subir em Julho, tendo atingido 9,5 por cento, quando em Junho era de 9,4 por cento e em Julho do ano passado era de 7,5 por cento. Este valor é o mais elevado desde Maio de 1999. No Portugal “pós-crise” de Teixeira dos Santos, a taxa de desemprego oficial é agora de 9,2 por cento. Continua a subir. Tal como a taxa de desemprego corrigida, uma aproximação ao desemprego que realmente se verifica, que contabiliza como desempregados todos aqueles que querem trabalhar e não são considerados como tal por não terem procurado emprego no período antes da contagem e todos aqueles que, embora trabalhem poucas horas e queiram trabalhar mais, são considerados empregados: o desemprego real rondará os 11,38 por cento. Destes, 11 em cada 100 não recebe qualquer subsídio. Um número que também não pára de aumentar: o número de desempregados sem direito a qualquer apoio do Estado está a crescer ao dobro do ritmo do desemprego. Trinta mil desempregados perderão o subsídio de desemprego até ao fim do ano. Mais do que propaganda, apregoar o fim da crise é um insulto grosseiro.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
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1 comentário:
De esses números reais nunca ninguém ousará falar que se oiça. Isto da Imagem Correcta do Governo e do País Enganado contamina de ilusivo todas as fendas que a governamentalice possa tapar.
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