Já sabíamos que, sem ideias e sem honestidade suficiente para dizer em detalhe aos portugueses o que querem para o país, as soluções governativas do PSD redundaram numa colectânea de generalidades a que chamaram de programa eleitoral. Hoje sabemos que também não haverá comícios. Tudo graças à forma como foi conduzido o processo de elaboração das listas eleitorais, que deixaram o PSD descalço de figuras de proa que se dispusessem a dar a cara pelo partido. A “volta de verdade”, sem grandes verdades desconhecidas do mais comum dos mortais, dispensa as ideias que, caso fossem conhecidas, facilmente desmoronariam como castelos de cartas, não tem outro remédio que não o de abrir mão também dos comícios: as figuras que não aparecessem dariam o sinal do punhado de cacos em que se transformou o PSD. Manuela Ferreira Leite tem conseguido ocultar esta realidade com assinalável sucesso. Honra lhe seja feita. E, sem ideias e sem figuras dignas de apresentação pública, não resta outra alternativa ao PSD senão a de acreditar que a aposta no despertar da fé de um povo com fraca memória será o suficiente para angariar os votos necessários para garantir… poleiro. Resumindo: votar PSD por quê? Porque sim! sobre o demais, fala o seu passado. Mesmo nada abonatório.
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