Na semana passada, escrevia aqui que, em cada início de época, quando chega o primeiro jogo, no íntimo, infantilmente, todos sempre sonhamos que possa ser vencido por, no mínimo, uns seis ou sete golos. O jogo de hoje não foi o primeiro, foi o terceiro, o segundo embate em casa. E não foram seis nem sete golos, foram oito. Assistimos, hoje, a uma das maiores goleadas da primeira liga dos últimos anos. Qualquer explicação oscilará entre o mérito do Benfica e a fragilidade do Vitória de Setúbal. Opino que o resultado se deveu a um pouco de ambas. Do lado do Benfica, notou-se a vivacidade de um Jorge Jesus que não pára no banco reflectida no relvado, assim como um trabalho meticuloso no treino de jogadas de laboratório que culminou nos três primeiros golos desta noite e todos (os dois) anteriormente marcados esta época para o campeonato. Do lado do Vitória, notou-se uma equipa com debilidades bastante evidentes, composta essencialmente por jogadores jovens e/ou provenientes de escalões secundários e campeonatos menores. Se continuar a jogar assim, arrisca a candidatura à despromoção. Quanto ao Benfica, se repetir a exibição de hoje muitas vezes, arrisco-me a agravar a minha doença. Que bem que sabe ser doente do Benfica com vitórias de oito a um. Hoje foi uma bebedeira de golos. Há que ter cautela, grandes bebedeiras dão grandes ressacas.3ª Jornada
Académica 0 – Sporting 2
Naval 1 – FC Porto 3
Benfica 8 – V. Setúbal 1
(Javi García, Luisão, Cardozo (3), Aimar, Ramires, Nuno Gomes)
Académica 0 – Sporting 2
Naval 1 – FC Porto 3
(Javi García, Luisão, Cardozo (3), Aimar, Ramires, Nuno Gomes)

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