Em Julho, e apesar do efeito sazonal que o Verão tem sobre a criação de emprego, o número de desempregados inscritos no IEFP aumentou 1,4 por cento em relação ao mês de Junho e 30,1% em relação a Julho de 2008. Há agora 496.683 pessoas inscritas nos centros de emprego. Recorde-se que de Maio para Junho o número tinha subido, mas apenas 0,14 por cento, e que, mesmo como o desemprego a aumentar, tal foi o suficiente para proporcionar um festival de optimismo a governantes (e respectivo séquito) cuja incompetência os impede de esboçar as respostas políticas que se impunham a uma crise como a actual. Hoje, não obstante o novo trambolhão, o desemprego continua “a estagnar”. Mas não foi esta a notícia do dia. Para entreter, porque, à falta de melhor, é mesmo preciso entreter, alguém do PS lembrou-se de colocar na agenda mediática a virtualidade de que alguns assessores de Cavaco Silva estariam ou teriam participado na elaboração do programa do PSD. Não viria mal nenhum ao mundo se assim fosse, mas imediatamente alguém do PSD, ao mais alto nível, veio desmenti-lo (e redesmenti-lo, dois dias depois). E a notícia do dia tem precisamente que ver com as duas não notícias anteriores: a de que
Chegou a hora de pagar os mais de 1000 milhões de euros do negócio esconso dos submarinos encomendados por Durão Barroso e Paulo Portas. 1000 milhões que significam um agravamento de pelo menos 0,6 por cento no sacrossanto défice dos próximos anos, logo, mil milhões de euros a retirar à despesa social do mesmo período e mil milhões de euros a menos no combate à crise. Para se ter uma pequena ideia do que está aqui em jogo, até Junho, o Governo tinha gasto apenas 125,8 milhões no combate à crise. Cerca de um oitavo do que custaram os submarinos e também cerca de um oitavo do total previsto no seu “plano” de combate à crise. Mas também não foi esta a notícia do dia.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Na espuma dos dias
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2 comentários:
Cá para mim isso tem a ver com o lobby do bolo rei, sem dúvida. O Sócrates não tem capacidades para vigiar os próprios membros do governo, quanto mais o pessoal da presidência.
Realmente, este país está louco.
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