Manuela Ferreira Leite disse que quer fazer "transformações profundas" em clima de consenso, mas, quanto às medidas sociais, disse concordar com as que foram anunciadas por este Governo e que não vai "rasgar" nada do que tem sido feito ao longo da actual legislatura em termos de política económica e social. Ou seja, Manuela quis dizer-nos que nada de substancial vai mudar caso o PSD ganhe as eleições. E nota-se nas suas palavras que nem mesmo a ideia tonta, bonita mas inverosímil, de realizar “mudanças profundas” em “clima de consenso”, separa os dois partidos.
Quando ocorrem “mudanças profundas”, há sempre quem fique profundamente ou beneficiado, ou prejudicado. Não há mudanças neutras. Consequentemente, a ideia do “consenso” é uma tolice. Se as políticas forem as mesmas, os protestos e a crispação social serão os mesmos, quer ganhe o PS, quer ganhe o PSD. A diferença estará na forma como cada um reaja à crispação. Ao longo dos últimos anos, com José Sócrates, o clima que se instalou foi invariavelmente atribuído a “problemas de comunicação” que se foram colocando entre as “boas medidas” do Governo e os seus alvos, impedindo-os de entendê-las, a “insultos pessoais”, a “radicalismos” ou a outros quejandos de disparate mais ou menos bem imaginados. Com Manuela, não será muito diferente. Pouco diz sobre o que tenciona fazer, se é que já o definiu. Para além das suas péssimas experiências enquanto governante, apenas lhe conhecemos a imagem de salazarenta poupadinha e a pobreza franciscana que reina nas segundas figuras do PSD, sem esquecer que um pequeno parêntesis de seis meses na nossa democracia lhe viriam mesmo a calhar para “pôr tudo na ordem” na maior das pazes cristãs.
Quando ocorrem “mudanças profundas”, há sempre quem fique profundamente ou beneficiado, ou prejudicado. Não há mudanças neutras. Consequentemente, a ideia do “consenso” é uma tolice. Se as políticas forem as mesmas, os protestos e a crispação social serão os mesmos, quer ganhe o PS, quer ganhe o PSD. A diferença estará na forma como cada um reaja à crispação. Ao longo dos últimos anos, com José Sócrates, o clima que se instalou foi invariavelmente atribuído a “problemas de comunicação” que se foram colocando entre as “boas medidas” do Governo e os seus alvos, impedindo-os de entendê-las, a “insultos pessoais”, a “radicalismos” ou a outros quejandos de disparate mais ou menos bem imaginados. Com Manuela, não será muito diferente. Pouco diz sobre o que tenciona fazer, se é que já o definiu. Para além das suas péssimas experiências enquanto governante, apenas lhe conhecemos a imagem de salazarenta poupadinha e a pobreza franciscana que reina nas segundas figuras do PSD, sem esquecer que um pequeno parêntesis de seis meses na nossa democracia lhe viriam mesmo a calhar para “pôr tudo na ordem” na maior das pazes cristãs.

2 comentários:
Ou como a avó Manuela em três tempos deu cabo da subida do PSD com a vitória nas Europeias.
Hoje ou amanhã, o Menezes vai-lhe dar na cabeça, e desta vez é inteiramente merecido.
É no que dá um partido que vive à sombra do eucalipto, sem ideias nem caras novas. Basicamente o PSD mantêm-se o mesmo que foi rejeitado no segundo mandato de Cavaco Silva.
Deprimente a falta de capacidade que tem de fazer oposição construtiva; construtiva no sentido de trazer algo de útil aos portugueses, enquanto está na oposição, algo para além de dizer que está tudo mal e estar contra tudo (desde a constituição às obras que o mesmo PSD apadrinhou).
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