Na Terça-feira passada ainda se falava do tal manifesto, elaborado por uma elite de 28 magníficos do regime, que tinha sido apresentado no Sábado anterior e cujas soluções apontavam como porta de saída da crise a mesma porta que lhe serviu de entrada. Apesar da fórmula apresentada, que reduz a crise a deficiências de regulação, aspectos meramente monetários, de equilíbrio orçamental e de gestão de expectativas, ser a mesma fórmula de fracasso que resultou na actual crise e de, por isso, não trazer nada de novo, os média deram-lhe tratamento de grande destaque.
No Sábado passado foi apresentado outro manifesto, desta feita por uma elite de 51 intelectuais. Para além dos aspectos relacionados com a liquidez e com a necessidade de melhor regulação contidos no primeiro, Entre outros aspectos que contrariam o caminho apontado pelos 28, preconizam o regresso das decisões de política económica à esfera política e sublinham a necessidade de uma resposta das políticas públicas às necessidades das pessoas através do combate às desigualdades na distribuição do rendimento, da promoção selectiva de mais investimento público e de mais e melhor emprego. Porém, porque os média são detidos por um poder económico do qual faz parte a elite que compôs o primeiro documento, o destaque que o quinto poder dispensou ao manifesto dos 51 não teve comparação com aquele que havia dispensado ao dos 28. Hoje também é Terça-feira, mas nada de manifesto. Em vez dele, temos os aviões que caem, mais e mais gripe A, explosões e uma não notícia sobre as eleições no Benfica. Há que manter toda a gente bastante bem informada.
No Sábado passado foi apresentado outro manifesto, desta feita por uma elite de 51 intelectuais. Para além dos aspectos relacionados com a liquidez e com a necessidade de melhor regulação contidos no primeiro, Entre outros aspectos que contrariam o caminho apontado pelos 28, preconizam o regresso das decisões de política económica à esfera política e sublinham a necessidade de uma resposta das políticas públicas às necessidades das pessoas através do combate às desigualdades na distribuição do rendimento, da promoção selectiva de mais investimento público e de mais e melhor emprego. Porém, porque os média são detidos por um poder económico do qual faz parte a elite que compôs o primeiro documento, o destaque que o quinto poder dispensou ao manifesto dos 51 não teve comparação com aquele que havia dispensado ao dos 28. Hoje também é Terça-feira, mas nada de manifesto. Em vez dele, temos os aviões que caem, mais e mais gripe A, explosões e uma não notícia sobre as eleições no Benfica. Há que manter toda a gente bastante bem informada.

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