Terça-feira, 31 de Março de 2009

Alguém faltou à verdade

O procurador-geral da República, Pinto Monteiro, negou hoje a existência de "pressões e intimidação" sobre os magistrados do "caso Freeport", garantindo que "fracassarão" quaisquer manobras para criar suspeição e desacreditar a investigação. Porém, diz também que "está já a ser averiguada "a existência de qualquer conduta ou intervenção de magistrado do Ministério Público junto dos titulares da investigação, com violação da deontologia profissional", com o objectivo de que se proceda "à sua avaliação em sede disciplinar"., acrescentando que "idêntico procedimento será adoptado relativamente a comportamentos de magistrados do Ministério Público que, intencionalmente e sem fundamento, visem criar suspeições sobre a isenção da investigação". Ou seja, o PGR apareceu em público a negar pressões sem ter qualquer base sólida para o fazer, uma vez que admite que existem averiguações em curso sobre as mesmas, como, aliás, veio a confirmar-se mais tarde: Lopes da Mota foi convocado para uma reunião com Pinto Monteiro. As "garantias" de Pinto Monteiro Sugerem-me, no mínimo, precipitação.

Esta tarde, o Ministro Santos Silva desafiou João Palma a esclarecer as suspeições que lançou na opinião pública portuguesa: “
o presidente do SMMP tem de dizer quais as pressões a que se referem, em que é que consistem, sobre quem se exercem e sobretudo quem as exerce ou tenta exercê-las”. Desta vez, concordo em absoluto. É importante que se esclareça se existiram ou não pressões. E as duas coisas não podem ser verdade em simultâneo.

2 Puxões e esticões adicionais:

António de Almeida disse...

"Foge Fatinha foge". Sabe quem terá sido apanhado numa escuta telefónica, aconselhando uma sra a fugir, por estar na iminência de ser presa preventivamente? Mais do que meras afinidades partidárias...

Filipe Tourais disse...

Foi o eurojust he he