domingo, 8 de fevereiro de 2009

As promessas do Pinóquio

O secretário-geral do PS, José Sócrates, prometeu hoje, no Porto, "aliviar a carga fiscal das classes médias", limitando as deduções fiscais daqueles que beneficiam de maiores rendimentos. O Orçamento de Estado recentemente aprovado, onde a medida teria obrigatoriamente que ser inscrita, já lá vai,pelo que o cumprimento da promessa só poderia ser concretizada no OE 2010. Não será descabido relembrar que, em vez de uma redução de impostos, o actual Governo preferiu fazer face à crise sacrificando uma Segurança Social cuja sustentabilidade, a certa altura do mandato, disse estar em perigo e, por esse motivo, aumentou a idade da reforma dos portugueses. Agora é novamente tempo de promessas. Há que mostrar que se faz alguma coisa para enfrentar a crise. Mas, se a crise está a ser agora, por que razão aguardar pelo depois da eleição para baixar impostos? E a idade da reforma, será aumentada para quantos anos? O Pinóquio nunca há-de responder.

2 comentários:

Tiago Loureiro disse...

Mas, se a crise está a ser agora, por que razão aguardar pelo depois da eleição para baixar impostos?

É importante perceber - uma leitura atenta da notícia chega - que não vai haver alívio fiscal para ninguém. Nem agora nem em 2010. A verdadeira medida é por aqueles que têm rendimentos mais altos a pagar mais, e a dita classe média a pagar o mesmo que paga hoje. A diferença da carga de impostos entre a classe média e a (chamemos-lhe assim) classe alta vai aumentar, não porque os primeiros passem a pagar menos, mas porque os segundos vão passar a pagar mais.

[o-espelho-magico.blogspot.com]

Filipe Tourais disse...

Nem o que diz está garantido que seja assim, Tiago. As promessas que sejam, vindas de quem vêm, não são para tomar em consideração.