Era importante não perder pontos em vésperas da deslocação ao Dragão da próxima jornada. E era um jogo difícil, uma vez que o Rio Ave está na cauda da classificação e o Benfica este ano parece ter-se especializado em perder pontos com os últimos. Mais ainda por ter sido jogado num batatal que me trouxe à memória o velhinho Vidal Pinheiro, o campo do saudoso Sport Comércio e Salgueiros. O Benfica demorou 40 minutos a adaptar-se ao terreno e apenas houve jogo nos cinco minutos finais da primeira parte. A partir desse momento, os encarnados progressivamente foram encostando os vilacondenses à sua área defensiva. Cardozo acertou duas vezes no ferro e o golo adivinhava-se a qualquer momento. O que estava longe de adivinhar-se era que seria Mantorras a marcá-lo. E foi. O Mantorras regressou. O Mantorras voltou o mesmo que nos deixou. A ameaçar fazer o estádio vir abaixo, a enchê-lo com a sua magia, a emocionar-nos com os seus golos. Quatro minutos depois de entrar a substituir Nuno Gomes, golo! Nem foi um golo particularmente vistoso. Mas foi lindo por ter sido o nosso Mantorras quem o marcou. Um momento daqueles, em que se misturam gritos, braços no ar, sorrisos e lágrimas. Emocionante.
(Mantorras) Benfica 1 – Rio Ave 0
Trofense 0 – Sporting 0
Belenenses 1 – FC Porto 3
Trofense 0 – Sporting 0
Belenenses 1 – FC Porto 3

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