terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Semana de 50 horas

Li por aí que uma das propostas de alteração à legislação laboral é o aumento do horário semanal de trabalho de 40 para 50 horas. O socialismo-reformista prepara-se para, mais uma vez, combinar os elementos sacrifício e redenção pelo trabalho da matriz judaico-cristã com o seu habitual alheamento a uma realidade onde o desemprego vai batendo sucessivos máximos históricos. Não lembraria nem ao diabo aumentar o número de horas de trabalho semanal sem querer provocar ainda mais desemprego. Ao diabo, não lembraria.

Um pequeno exemplo numérico

A empresa Calçado de Vilar de Maçada SA, produtora dos famosíssimos sapatos ®Brada, emprega 20 trabalhadores que asseguram 800 horas semanais de trabalho na linha de montagem (800/40=20 trabalhadores). Com uma semana de 50 horas, 16 trabalhadores serão suficientes para assegurar as mesmas 800 horas na linha de montagem (800/50=16). Ou seja, com a semana de 50 horas, 4 dos anteriores 20 trabalhadores deixam de ser necessários à empresa.

Economia robusta

«O banco central reviu em baixa as projecções de crescimento para este ano de 2,2% para 2%. Ao mesmo tempo, espera um aumento dos preços de 2,4% em vez dos 2,3% anteriores. A boa notícia é que, em 2007, Portugal terá crescido acima do que se esperava.» Continuamos a ler a peça e verificamos que a “boa notícia” é um crescimento de 1,9% (contra os 1,8% previstos pelo BP), o valor mais baixo dos últimos oitocentos e sessenta e quatro mil anos. Espectacular!

O terror da paternidade

Na China, o “combate aos poderosos interesses corporativos”, que por lá tem outro nome, faz-se no seio da família e das liberdades individuais. O Partido Comunista Chinês expulsou cerca de 500 pessoas e outros 395 funcionários públicos por terem mais de um filho. (…)De acordo com esta política, as famílias urbanas podem ter apenas um filho e as minorias étnicas e as famílias rurais podem ter dois, se o primeiro filho for uma rapariga. O recurso ao infanticídio é uma das consequências conhecidas da política de controlo de natalidade chinesa, perante a indiferença do resto do mundo. A China significa lucro fácil para as grandes multinacionais com interesses e laboração no país. Na China tudo é permitido, desde que continue a cumprir esse seu papel.