Este é um exemplo paradigmático daquilo a que aqui no PB chamámos de uma reforma de coisa nenhuma: “Há Médicos Do Serviço Nacional De Saúde (Sns) A Ganhar 2500 Euros Numa Urgência De 24 Horas Num Hospital Público, Contratados Por Empresas Privadas. (…) Anestesiologia, Obstetrícia E Pediatria São Especialidades Em Que Há Falta De Profissionais. A Solução Tem Passado Por Recorrer A Empresas Privadas De Médicos Que Cobram Valores Muito Superiores Aos Pagos Por Hora Extraordinária Aos Profissionais Dos Quadros Dos Hospitais. As Empresas Privadas Recrutam Os Médicos Nas Urgências Hospitalares, A Quem Convidam Para Realizar "Bancos" Em Determinados Hospitais. Alguns Fazem Mesmo "Bancos" Através Da Empresa Na Unidade De Saúde Em Que Normalmente Trabalham E A Cujos Quadros Pertencem.”
O rigor, a capacidade de planeamento dos recursos humanos e o combate àquilo a que a verrina oficial do Governo chamou de “privilégios” e “poderosos interesses corporativos” ficaram-se pelos direitos que foram retirados às carreiras do regime geral da função pública e pelo medo que o Governo continua a ter de enfrentar uma classe que detém no seu palmarés a demissão de vários ministros que ousaram ameaçar hábitos instituídos de promiscuidade de acumulações de funções no sector público e no sector privado. O Governo sabe que, ao menor sinal, os médicos aparecem na televisão. É de elementar bom senso eleger como prioridade governativa evitar ter problemas com eles. E quanto ao objectivo défice, os Hospitais EPE não contam para essas contas. O que importa não é o que se faz, é o que os portugueses pensam que está a ser feito. Resolve-se com paleio.
O rigor, a capacidade de planeamento dos recursos humanos e o combate àquilo a que a verrina oficial do Governo chamou de “privilégios” e “poderosos interesses corporativos” ficaram-se pelos direitos que foram retirados às carreiras do regime geral da função pública e pelo medo que o Governo continua a ter de enfrentar uma classe que detém no seu palmarés a demissão de vários ministros que ousaram ameaçar hábitos instituídos de promiscuidade de acumulações de funções no sector público e no sector privado. O Governo sabe que, ao menor sinal, os médicos aparecem na televisão. É de elementar bom senso eleger como prioridade governativa evitar ter problemas com eles. E quanto ao objectivo défice, os Hospitais EPE não contam para essas contas. O que importa não é o que se faz, é o que os portugueses pensam que está a ser feito. Resolve-se com paleio.

1 Puxões e esticões adicionais:
Quando não se sabe o que se diz mais vale nada dizer
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