sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Eficiência mítica

É uma machadada num dos mitos actuais da nossa sociedade. De acordo com um estudo elaborado pela consultora Arthur D. Little, Portugal é o segundo pior país da Europa Ocidental em termos do nível de eficiência da grande banca, logo a seguir à Alemanha. O Governo de José Sócrates tem, assim, mais um argumento para manter o regime fiscal que é aplicado ao sector bancário, que goza de uma taxa de tributação em sede de IRC sensivelmente igual a metade da que é aplicada à restante economia, e para fechar os olhos a distorções de concorrência (ler aqui), de forma a garantir a sua rentabilidade. A ajudar tem o sector público que, apesar de haver estudos que indicam ser mais eficiente que o privado (ler aqui), é insistentemente vendido à opinião pública com os rótulos de “improdutivo” e “ineficiente”. Concentra as atenções gerais e distrai do parasitismo que é alimentado com a sobrecarga fiscal que compensa os impostos que são poupados à banca. Pagamos nós.

1 comentário:

Anónimo disse...

Assim não custa nada ser eficiente e ter lucros.