domingo, 20 de abril de 2008

Um insulto

Enquanto o país apertava o cinto e em plena guerra aos poderosos interesses corporativos e aos privilégios dos funcioonários públicos, dois milhões de euros foi quanto custou ao Governo a participação de Tiago Monteiro na Fórmula 1 (F1). A falta de alguns dos patrocinadores que iriam suportar a participação do piloto nos Campeonatos do Mundo de 2005 e 2006, obrigou o Estado a disponibilizar directamente o montante em falta, face aos compromissos assumidos pelos executivos de Santana Lopes e José Sócrates junto da Jordan (que passou a designar-se Midland).


Se é pacífico que estes 2 milhões de euros só trouxeram benefícios para o jovem Tiaguinho e para o canal codificado que tem o exclusivo da transmissão da F1 em Portugal, já nos movemos em águas mais turvas quanto a quem meteu a cunha e a quem abriu os cordões à bolsa para patrocinar as habilidades automobilísticas de um menino como não o faz com modalidades amadoras e pequenas colectividades com centenas de praticantes. Quem foram?

9 comentários:

José disse...

O peso do Estado asfixia o país só até ao momento em que podem mamar. Este menino se não conseguia mostrar o seu valor não corria e ponto final. No mercado não é assim? Triunfam os melhores? Este não triunfou, nem com o nosso dinheiro!

grapilho disse...

Homens de estatura pequena, de apetite voraz. Aplidam-se de messenas, e tudo fazem por trás. Que mania de grandeza, esta dos 6 milhões. Para uns ter tantos euros, outros contam os tostões. Esta gente não fiel, em quem se pôs confiança. Proxenetas do dinheiro, que nos roubão a esperança.

Anónimo disse...

Haja paciência para isto... 6 milhões de euros que seriam tão bem aplicados (se correctamente) em politicas sociais num país pobre que se julga rico. Se o papá do menino,que se diz piloto, tem assim tanto dinheiro (até suportou uma tranche de 1,5milhões), que pague os caprichos do menino na totalidade... Portugal cada vez me desilude mais, temos tudo menos uma democracia, escândalos destes deveriam ser conhecidos, mas nunca com 3 anos de atraso. O turismo português não necessita deste tipo de impulso...

silvares disse...

Após as afirmações do sr. ministro da justiça e do empenhamento pessoal durante dezenas de anos na luta contra a corrupção, incluindo a desportiva, no seio do parlamento, hoje ficamos a conhecer mais algumas facetas deste combate sem tréguas, promovido por homens sem sono e apenas com um objectivo erradicar a corrupção "num país pouco desenvolvido como o nosso", afirmação de Sua Excelência Dr.Alberto Costa. A notícia do pagamento de 2 milhões de euros iniciada pelo governo de Santana Lopes e concluída pelo actual, mas com as garantias do Sr Rui Gomes da Silva, homem este tão preocupado com o dinheiro que Fernanda Câncio poderia ganhar na RTP, são exemplos claros, limpos e transparentes do combate ao monstro. O dinheiro para todas estas prioridades, assim como o atirado à rua no caso Autódromo do Estoril da empresária Fernanda Pires da Silva, através de pina Moura, foram complementados hoje com a notícia do passivo do Boavista SAD, em cerca de 90 milhões de euros, tutelado durante 30 anos pela família Loureiro. O Salgueiros Sport Club também desapareceu. Mas o Boavista emitiu acções que foram vendidas aos balcões do BPI.E agora quem autorizou a venda de gato por lebre? A CMVM?

Pedro Silva disse...

Tendo o patrocínio por parte do estado português sido conhecido na altura em que aconteceu, não percebo o percebo o alarido fora de prazo... Por muito mal direccionado que possa ter sido o apoio concedido ao piloto, este não serviu para beneficiar nenhum canal cofifcado, uma vez que nas épocas em que o Tiago Monteiro correu na F1, os direitos de transmissão desta eram detidos em Portugal pelo canal público... Também não me parece que o rapazinho tenha tirado grandes benefícios financeiros de tal operação. E tal...

Anónimo disse...

Exactamente, Pedro, eu acho uma vergonha só lhe terem dado 2 milhões. Coitado. Eu ficava com uma depressão.

Anónimo disse...

Pelo que escreve o Pedro Silva parece ter tirado algum benefício do apoio dado ao TM.Aliás os valores referidos para si devem ser "beanses".Que pena tenho de ambos,do rapazinho e de si,mas por razões diferentes.

Filipe Tourais disse...

Fico muito contente por ter leitores tão generosos. Sempre contrastam comigo e com os demais invejosos que por aqui passam. É por nossa causa que Não fomos/somos campeões de F1. Era só dar mais uns milhões.

Pedro Silva disse...

Não sou generoso mas também não sou raivoso. No comentário anterior escrevi "Por muito mal direccionado que possa ter sido o apoio concedido ao piloto", o que, atendendo ao português da coisa, não significa que concorde com o apoio concedido (há realmente melhor onde gastar o dinheiro em Portugal). Não sou também de fazer juízos sem conhecimento dos factos. O que quis evidenciar no comentário foi que não houve neste caso (ao contrário de outros) benefícios financeiros para empresas e (acho) para o piloto.
E se pelo facto de a minha opinião não ser decalcada da do autor do post e dos restantes leitores isso me faz ter tido algum benefício do apoio dado ao TM... porreiro! Começo a comentar mais umas coisas e deixo de trabalhar.