sábado, 29 de dezembro de 2007

PRACE: Despedir primeiro, planear depois

O PRACE – Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado – articulou-se com o simplex e quase 50 arqueólogos avençados souberam por e-mail ou telefone que o Ministério da Cultura não conta com eles em 2008. Cinco exercem funções no Parque Arqueológico do Vale do Côa, onde, há dez anos, a recibo verde, investigam a pintura rupestre, coordenam as actividades pedagógicas das visitas escolares e preparam os conteúdos expositivos do Museu do Côa, com data de abertura prevista para 2008. Os restantes trabalham nas extensões do Instituto em Silves, Castro Verde, Torres Novas, Lisboa, Pombal, Viseu, Covilhã, Vila do Conde e Macedo de Cavaleiros, onde asseguram a realização das escavações preventivas em caso de obras públicas ou particulares em sítios de interesse arqueológico. Ficam, assim, em causa a salvaguarda de património e a continuidade das escavações prévias, uma «obrigação legal do Estado» em caso de realização de obras públicas ou particulares e estudos de impacto ambiental em sítios de interesse arqueológico, por não haver quem as assegure. (DD/SIC)