Quando Deus revela a sua vontade, há pouco mais a fazer que seguir-lhe os sinais. Nem mesmo quando se descobre que os seus insondáveis desígnios tropeçaram num acento. Aí, está mesmo tudo mesmo... mesmo, mesmo.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Foi por vontade de Deus
Eram demasiados
Etiquetas: O mito dos funcionários públicos a mais
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O ano dos resultados
Fumar livremente em 2008
Etiquetas: E o ministro da indústria chinês nem mora por estas bandas
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Finalmente, resultados
Etiquetas: Bocas, Proibido dizer ai, Proibido fumar
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Convicções e promessas eleitorais, leva-as o vento
Etiquetas: Tão moderno que qualquer dia já fuma
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Uma reforma de coisa nenhuma (#2)
300 milhões são menos de metade (41,1%) dos 801 milhões desperdiçados em juros pagos para mascarar as dívidas da saúde. Ou seja, com 801 milhões aplicados com um rigor diferente do que o Governo se reclama na política de auto-elogio de José Sócrates, em vez de encerramentos e de cortes nas comparticipações do SNS, poderíamos assistir à abertura de tantos Serviços de Atendimento Permanente como os que agora se encerram e à duplicação das comparticipações. E ainda sobrava dinheiro.
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Uma reforma de coisa nenhuma
Façamos as contas. O salário médio na função pública não chega a 1000 euros. Mas admitamos que sim. 1000 euros mensais são 14 mil euros anuais. Se dividirmos os 803 milhões das divergências referidas por esses 14 mil euros, chegamos ao valor 57357. Ou seja, o valor do desperdício seria suficiente para pagar o salário anual de 57357 trabalhadores da função pública pagos acima da média que, por sua vez, renderiam 76,28 milhões de euros em IRS (taxa de 9,5% aplicável ao escalão respectivo, sem considerar deduções fiscais). Se retirarmos este valor aos 803 milhões iniciais, obtemos o valor livre de impostos que poderá ser gasto em consumo. Dá 726,21 milhões. Admitamos que 80% deste valor é gasto em consumo (valor bastante abaixo da média nacional, que está próxima dos 100%). 581,37 milhões. Fazendo incidir uma taxa de IVA de 21% sobre esse valor, obtemos 122 milhões de euros em receitas de IVA que, somados aos 76,28 milhões de euros perdidos em IRS, faz-nos chegar ao valor de 198.28 milhões. Um valor que não inclui os empregos criados com esse consumo, nem as receitas resultantes em IRS e IVA, nem os valores poupados em subsídios de desemprego, nem os empregos criados com esses empregos criados por esta via.
O esquema aplicável é igual ao que foi seguido até aqui, com réplicas de amplitude cada vez mais reduzida e de valor difícil de precisar e que pouco importarão para o que se pretende com este texto: mostrar como com apenas dois exemplos de má gestão - que não serão os únicos, longe disso – o Governo desperdiça o equivalente ao que diz que pouparia com a redução de pessoal prevista em toda a sua reforma da Administração Pública. Um é puro desperdício. Outro constitui uma fonte de receitas fiscais, de redução de despesas com subsídios de desemprego e de criação de emprego indirecto. O segundo tem uma desvantagem relativamente ao primeiro: é mais fácil despedir do que combater o desperdício e o favorecimento de interesses instalados. Tal como o é, mais fácil, encerrar unidades hospitalares e centros de saúde e desmantelar o Estado social incipiente que temos em Portugal, que chegou mesmo à retirada das migalhas que eram atribuídas em sede de benefícios fiscais aos cidadãos portadores de deficiência como forma de promoção da sua inclusão social. As populações são sacrificadas, mas a ditadura dos números e o pragmatismo demagógico falarão mais alto enquanto o país não despertar da apatia que os alimenta.
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