sábado, 22 de dezembro de 2007

Todos para a festa do Steven

Eu fui até lá. Feliz Natal para todos.

Menezes anuncia o desmantelamento do PSD em 2 anos

O rigor ao sabor do paladar

O Governo de José Sócrates não sabe com rigor quanto é que o Estado gasta todos os anos nem qual é o valor do património que detém. Por exemplo, as dívidas do Ministério da Saúde em 2006 ultrapassaram em mais de 30 por cento as do ano anterior. A acusação é feita pelo Tribunal de Contas (TC) no parecer sobre a conta Geral do Estado de 2006, a que a SIC teve acesso. O relatório diz mesmo que há erros significativos na classificação das despesas e receitas da Segurança Social.

O Ministério de Teixeira dos Santos reagiu, dizendo que o relatório elogia o esforço do Governo no sentido de melhorar a qualidade das informações prestadas. E no flash informativo do meio dia da Antena 1 pôde ouvir-se o ministro das Finanças dizer que é tudo uma questão de vivergência de opiniões. Dá para tudo.

Consulta ao divino

“O consumo privado abrandou em Novembro pelo quinto mês consecutivo, com o ritmo de crescimento mais baixo desde Julho de 2006, segundo os indicadores de conjuntura do Banco de Portugal hoje divulgados”, lê-se no Dinheiro Digital. Já noutra publicação digital, no Diário Económico, lê-se que “Os portugueses já gastaram 1 547 milhões de euros em compras nos 18 primeiros dias de Dezembro. Contas feitas ao segundo dá 29 operações que correspondem a um gasto de 995 euros por segundo'”. Afinal, em que ficamos?

O primeiro texto reporta-se a um indicador construído para que se torne possível a sua comparação em séries temporais, como aliás pode ler-se nas expressões “pelo quinto mês consecutivo” e “com o ritmo de crescimento mais baixo desde Julho de 2006”. Já no segundo, a abordagem gira em torno dos “995 euros por segundo” e do eventual “Ai, meu Deus, onde é que este mundo vai parar com este consumo desenfreado?” que possa suscitar no imaginário de quem leia ou da ideia de ausência de crise que dele possa resultar como conclusão. E 995 euros por segundo é muito ou pouco? Impossível dizê-lo, é um valor absoluto isolado. Só em comparação com o mesmo dado do consumo dos primeiros dezoito dias de Dezembro de anos passados, e medido da mesma forma que estes, é possível dizê-lo. 995 euros por segundo será muito no imaginário de quem leia, mas isso... O melhor é esperar pelo próximo mês e, com o mesmo indicador de conjuntura do Banco de Portugal para o mês de Dezembro, concluir se os tais quase 1000 euros por segundo será valor que justifique a tal consulta ao divino.