Eu fui até lá. Feliz Natal para todos.
sábado, 22 de dezembro de 2007
Menezes anuncia o desmantelamento do PSD em 2 anos
“Faço a aposta radical de, em meia dúzia de meses, liberalizar a legislação laboral (...) e desmantelar de vez o enorme peso que o Estado tem e que oprime as pessoas.” A promessa de Luís Filipe Menezes na sua entrevista de hoje ao Expresso. Que soninho!O rigor ao sabor do paladar
O Ministério de Teixeira dos Santos reagiu, dizendo que o relatório elogia o esforço do Governo no sentido de melhorar a qualidade das informações prestadas. E no flash informativo do meio dia da Antena 1 pôde ouvir-se o ministro das Finanças dizer que é tudo uma questão de vivergência de opiniões. Dá para tudo.
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Filipe Tourais
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Consulta ao divino
“O consumo privado abrandou em Novembro pelo quinto mês consecutivo, com o ritmo de crescimento mais baixo desde Julho de 2006, segundo os indicadores de conjuntura do Banco de Portugal hoje divulgados”, lê-se no Dinheiro Digital. Já noutra publicação digital, no Diário Económico, lê-se que “Os portugueses já gastaram 1 547 milhões de euros em compras nos 18 primeiros dias de Dezembro. Contas feitas ao segundo dá 29 operações que correspondem a um gasto de 995 euros por segundo'”. Afinal, em que ficamos?
O primeiro texto reporta-se a um indicador construído para que se torne possível a sua comparação em séries temporais, como aliás pode ler-se nas expressões “pelo quinto mês consecutivo” e “com o ritmo de crescimento mais baixo desde Julho de 2006”. Já no segundo, a abordagem gira em torno dos “995 euros por segundo” e do eventual “Ai, meu Deus, onde é que este mundo vai parar com este consumo desenfreado?” que possa suscitar no imaginário de quem leia ou da ideia de ausência de crise que dele possa resultar como conclusão. E 995 euros por segundo é muito ou pouco? Impossível dizê-lo, é um valor absoluto isolado. Só em comparação com o mesmo dado do consumo dos primeiros dezoito dias de Dezembro de anos passados, e medido da mesma forma que estes, é possível dizê-lo. 995 euros por segundo será muito no imaginário de quem leia, mas isso... O melhor é esperar pelo próximo mês e, com o mesmo indicador de conjuntura do Banco de Portugal para o mês de Dezembro, concluir se os tais quase 1000 euros por segundo será valor que justifique a tal consulta ao divino.
O primeiro texto reporta-se a um indicador construído para que se torne possível a sua comparação em séries temporais, como aliás pode ler-se nas expressões “pelo quinto mês consecutivo” e “com o ritmo de crescimento mais baixo desde Julho de 2006”. Já no segundo, a abordagem gira em torno dos “995 euros por segundo” e do eventual “Ai, meu Deus, onde é que este mundo vai parar com este consumo desenfreado?” que possa suscitar no imaginário de quem leia ou da ideia de ausência de crise que dele possa resultar como conclusão. E 995 euros por segundo é muito ou pouco? Impossível dizê-lo, é um valor absoluto isolado. Só em comparação com o mesmo dado do consumo dos primeiros dezoito dias de Dezembro de anos passados, e medido da mesma forma que estes, é possível dizê-lo. 995 euros por segundo será muito no imaginário de quem leia, mas isso... O melhor é esperar pelo próximo mês e, com o mesmo indicador de conjuntura do Banco de Portugal para o mês de Dezembro, concluir se os tais quase 1000 euros por segundo será valor que justifique a tal consulta ao divino.
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