O impacto da origem sócio-económica dos alunos e da posse de bens culturais em casa no desempenho escolar é maior em Portugal do que na média da OCDE. A diferença entre os resultados dos alunos de meios mais favorecidos e os mais pobres atinge uma média de 93 pontos em Portugal (92 na OCDE). Os estudantes que têm acesso a mais bens culturais têm, em média, mais 71 pontos do que os de menos posses (64 na média da OCDE).
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Educação e desigualdades
O impacto da origem sócio-económica dos alunos e da posse de bens culturais em casa no desempenho escolar é maior em Portugal do que na média da OCDE. A diferença entre os resultados dos alunos de meios mais favorecidos e os mais pobres atinge uma média de 93 pontos em Portugal (92 na OCDE). Os estudantes que têm acesso a mais bens culturais têm, em média, mais 71 pontos do que os de menos posses (64 na média da OCDE).
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Estratégias de sucesso e resultados de insucessos
Mas, se a posição relativa dos alunos portugueses na lista não encanta, ainda encanta menos se observarmos que entre 2000 e 2003 se verificou uma melhoria e que, desde então, a posição relativa dos alunos portugueses na lista piorou. E encanta ainda menos se olharmos para quem ocupa as posições imediatamente abaixo: Grécia, Israel, Chile, Sérvia, Bulgária, Uruguai, Turquia, Jordânia, Tailândia, Roménia, Montenegro, México, Indonésia, Argentina, Brasil, Colômbia, Tunísia, Azerbaijão, Qatar e Quirguizistão.
Apesar deste panorama, que expõe as fragilidades de um sucesso conseguido administrativamente através da diminuição do grau de exigência do sistema de ensino português, a resposta governamental é clara: a culpabilização daqueles que impedem um sucesso a 100% e a insistência no modelo de falso sucesso.
Essa é a visão do secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, que considera “não haver ainda a percepção dos professores que a retenção é apenas a última solução, não é eficaz na recuperação dos jovens”.
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Trabalho com direitos
Aproveitamos a notícia para estrear uma das funcionalidades da plataforma blogger.com e colocamos duas questões à consideração dos leitores do PB na coluna da direita. São elas:
1. O leitor entra numa pastelaria e pede um café. Toma-o e, como não fica satisfeito, pede que lhe sirvam mais café. O que lhe parece adequado? Pagar por mais esse café ou exigir que seja gratuito?
2. Um trabalhador, da ASAE ou de onde seja, trabalha para alem do que está fixado no seu horário de trabalho. Será legítimo que esse tempo extra não lhe seja pago?
Da guerra ao terrorismo
Em 14 de Outubro passado, Robert Dziekanski, cidadão polaco, viajava de avião pela primeira vez. Ao chegar ao aeroporto de destino, em Vancouver, Canadá, teve dificuldades em ntender a língua inglesa em que lhe falavam no check point da praxe, a mesma dificuldade que sentiram os polícias canadianos que o interrogavam quando lhes respondia em polaco. E, à medida que o tempo ia passando, o imigrante ia ficando mais e mais nervoso. Até que os 4 polícias que estavam no aeroporto resolveram o problema de tanta agitação: mataram-no. Assim acabou a história de vida de alguém cujos únicos crimes foram sonhar com uma vida melhor na terra das oportunidades e não saber falar inglês.
Não me lembro de ter visto esta página da história do combate ao terrorismo nas notícias. As imagens são de um video amador e não estão editadas. Mais informações em http://robertdziekanski.org/
