Sobre a próxima etapa da carreira política de José Sócrates, sabe-se, há muito, que tem a forma de parada de ditadores africanos. Quanto às metas e aos objectivos visados para a sua realização, sabe-se muito pouco. Como convém, porque sem objectivos claros o fracasso fica sempre afastado e há sempre um “avanços significativos” que, dito quando chega a hora de o dizer, serve para tudo. Hoje Soube-se quanto vai custar: 10 milhões de euros. No mesmo dia em que 17 gigantes da literatura mundial, entre os quais Mia Couto, Gunter Grass, Vaclav Havel e Dario Fo, publicam uma carta aberta endereçada a todos os chefes de Estado e de Governo que irão estar presentes na cimeira UE -África, a quem chamam expressamente de cobardes.
"Porque devemos ouvir os poderosos quando estes não ouvem os gritos dos que sofrem? Milhões de africanos e europeus esperariam que o Zimbabué e o Darfur estivessem no topo da agenda (…) Que podemos dizer desta cobardia política? Dos nossos líderes esperamos liderança, uma liderança com coragem moral. Quando não o fazem, deixam-nos moralmente enfraquecidos. Ao evitarem os temas difíceis, tornam-se irrelevantes"
"Porque devemos ouvir os poderosos quando estes não ouvem os gritos dos que sofrem? Milhões de africanos e europeus esperariam que o Zimbabué e o Darfur estivessem no topo da agenda (…) Que podemos dizer desta cobardia política? Dos nossos líderes esperamos liderança, uma liderança com coragem moral. Quando não o fazem, deixam-nos moralmente enfraquecidos. Ao evitarem os temas difíceis, tornam-se irrelevantes"
