terça-feira, 27 de novembro de 2007

Luísa Mesquita expulsa do PCP

No PCP, o tempo parou lá atrás. O partido relembra a todos os seus eleitores que, caso votem CDU, estão a votar CDU e não nos seus candidatos, meros funcionários mandatados e pagos para reproduzir directrizes da célula pensadora (aqui).

Chamem a polícia

«Portugal surge em terceiro lugar no ranking dos países da União Europeia (UE) onde mais aumentou o número de crimes violentos e de roubos na década de 1995 a 2005.»

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A criminalidade violenta está a atingir proporções preocupantes. De acordo com os últimos dados oficiais da PJ, o número de inquéritos relativos a crimes que pressupõem o uso de violência, como raptos, sequestros e tomada de reféns, subiu 14 por cento entre 2005 e 2006.»

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As desigualdades sociais em Portugal já eram das mais acentuadas dos países da UE, o diferencial entre os 20% mais pobres e os 20% mais ricos situava-se em 2003 num desequilíbrio de 1 para 7,4 vezes a favor dos mais ricos, e, segundo estudos internacionais, a desigualdade existente no país (na distribuição da riqueza, medida pelo índice de Gini) coloca-nos próximos de países como a Tanzânia e Moçambique.»

A primeira solução incendeia os discursos da direita. A segunda, os da esquerda. A primeira solução é uma espiral de mais e mais polícia. A segunda, uma solução de longo prazo que inclui o bem-estar de toda a sociedade. Como combater a criminalidade? Com mais polícia ou pelo combate às desigualdades e à exclusão social?

Mais sucesso

«As encomendas dirigidas ao subsector de construção de edifícios recuaram 4%, enquanto que dirigidas ao segmento de obras de engenharia caíram 34,8%. »

O tempo passa e, à medida que os números vão sendo conhecidos, vai-se sabendo quanto tem custado ao país o sucesso da meta orçamental da governação de José Sócrates e a reestruturação em curso na função pública, ambos com reflexos directos sobre o sector da construção. No primeiro, directamente, pelos cortes verificados no investimento público. No segundo, indirectamente, pela retracção do consumo de uma classe que viu o seu poder de compra diminuir mais de 10% nos últimos 7 anos e vê a sua estabilidade ensombrada por uma reestruturação anunciada para a função pública, que coloca todos os funcionários públicos numa situação que apenas lhes possibilita fazer planos de vida num horizonte temporal de 1 ano. Não há sector que se ressinta mais com isto que o da construção. Voltaremos a este tema brevemente, quando enquadrarmos aquilo que não será notícia até à próxima Sexta-feira: a greve geral marcada para esse dia.