quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Mais um engano do Tribunal de Contas

Falta de transparência, metodologia errada, aumento das dívidas dos hospitais públicos, agravamento dos prazos de pagamento a fornecedores e agravamento dos resultados do Serviço Nacional de Saúde. São estas as conclusões do Tribunal de Contas que linha a linha arrasa a situação económica do Serviço Nacional de Saúde. O tribunal conclui que o endividamento ocorreu nos hospitais públicos mas não poupa os hospitais empresa.

Os relatos acrescentam mesmo que foi nesses hospitais que se registou o agravamento mais significativo sem que tenham sido esclarecidas as razões para esse resultado. O relatório conclui ainda que os hospitais empresa continuam a acumular défice, em 2006, e que os resultados dos hospitais empresa não permitem tirar conclusões porque «não são de confiança».

Por fim, o tribunal critica as normas que levam ao apuramento dos resultados, recordando que já nos anteriores relatórios tinha sugerido a utilização de outras metodologias, mas que essa recomendação tem sido ignorada.



Entretanto, o ministro da saúde já reagiu a estas contas, mas considera que não está descontente com os resultados financeiros do SNS. No entanto, admite que durante os dois anos e meio de mandato ainda não teve tempo para reformar o serviço de saúde. «Talvez daqui a 10 anos.», disse. (TSF)

O Socialismo-reformista em todo o seu esplendor

Sobre o modelo social e as políticas de emprego defendidos pelo actual governo e sobre a forma de funcionamento das comissões de trabalho, vale a pena ler este artigo do JN. Vem lá tudo.

Regresso ao passado

«A Portugal Telecom (PT) vai passar a fazer mais pressão para a saída de trabalhadores com formação académica e quadros superiores, com o aprofundar da convergência fixo--móvel e a necessidade de apertar os custos.»

O padrão de especialização seguido durante o Estado Novo, que se prolongou depois da revolução de Abril, baseado em salários baixos e na fraca qualificação do factor trabalho, para além de ser apontado como uma das causas do nosso atraso estrutural, foi responsável pela crise dos anos 80 e 90, com o encerramento de empresas por todo o país. Mais recentemente, com a progressiva abertura do mercado europeu a produtos provenientes de economias onde a mão-de-obra é incomparavelmente mais barata que a portuguesa, tornando impossível a concorrência por esta via, a evidência da falência do modelo adoptado acentuou-se ainda mais e, com ela, a necessidade de uma mudança de rumo na orientação estratégica e das políticas de emprego, que lá foram assumindo cada vez maior destaque no discurso político dos últimos governos.
Na era José Sócrates, porém, o discurso e a prática têm sido paradoxais, com resultados desastrosos. Assistimos a um retorno à matriz dos salários baixos e da fraca qualificação do trabalho. Se, por um lado, foram apresentados programas de administração instantânea de sapiência, como o novas oportunidades, e medidas de combate ao insucesso escolar, através da diminuição do grau de exigência no ensino público, ambos direccionados para uma qualificação administrativa, por outro lado, no capítulo das políticas de emprego seguidas, o caminho tem sido precisamente o da contenção salarial, o da “flexibilização” das relações laborais como factor de competitividade e uma total omissão quanto a políticas orientadas para que os empresários valorizem o conhecimento e empreguem mais mão-de-obra qualificada. A regra seguida pelos empregadores, a contenção de custos, também não tem merecido quaisquer observações por parte dos poderes públicos, omissos, ainda, em incentivos ao emprego qualificado. O resultado tem sido um desemprego sempre a crescer e a bater records sucessivos, a estagnação económica e

«
Portugal marca passo nos ganhos de produtividade
Ao contrário da Europa, o país não acelerou a produtividade em 2006 e os efeitos das políticas laborais são dos mais desapontantes.

Desde meados de 2005 que a União Europeia começou a recuperar caminho nos indicadores de produtividade face aos EUA. Mas Portugal ficou marcado como o segundo pior resultado, tanto em 2005, como em 2006.»

Obrigado, portugueses

«Portugal é o sexto país mais pobre dos 30 estados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Segundo a organização, o PIB per capita nacional passou de 72%, em 2002, para 69% da média da OCDE, em 2005. (…)

Atrás de Portugal, surgem na lista da organização a Turquia (27%), o México (39), a Polónia (47), a Eslováquia (55) e a Hungria (59). Entre os países com PIB per capita superior ao da média da OCDE, destacam-se o Luxemburgo (274), a Noruega (219), a Islândia (184) e a Suíça (167). O PIB per capital norte-americano é 140%, enquanto no Reino Unido é de 125 e no Japão 119.

Ao grupo de Portugal, segundo a estratificação da OCDE por PIB per capita, pertencem países como a República Checa, a Estónia, a Hungria, a Coreia, Malta e Eslóvaquia, estados com valores entre os 50 e os 74% da média da organização.» (
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