«O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Amaral Tomaz, reiterou esta terça-feira, no Parlamento, que as grandes empresas em Portugal estão envolvidas em crimes de fraude fiscal, acrescentando que o mesmo também se verifica ao nível do branqueamento de capitais.
O governante afirmou não compreender a surpresa face a estas revelações e considerou que “alguns empresários deviam ter vergonha da sua actuação e corrigi-la”.»
Ficamos assim a saber que o governo tem conhecimento de casos de fraude fiscal e branqueamento de capitais, que envolvem grandes empresas, e que não actua em conformidade. Ou então que o senhor secretário de Estado dos Assuntos Fiscais está apenas a lançar poeira para o ar em matéria de extrema gravidade. Seja como for, quer por saber e não actuar, quer por fazer acusações infundadas deste calibre, só há um caminho para quem assim proceda. Antes disso, porém, ficam muitos esclarecimentos por dar: que empresas – Ah, pois! O segredo de justiça… –, por que razão só agora diz o que disse e por que razão o governo não agiu imediatamente. Será mesmo que o senhor secretário de Estado acredita que empresas que incorram sistematicamente na prática de crimes fiscais e em lavagem de dinheiros mudem a sua forma de actuar apenas porque ele lhes manda uns recadinhos no Parlamento? É patético.
O governante afirmou não compreender a surpresa face a estas revelações e considerou que “alguns empresários deviam ter vergonha da sua actuação e corrigi-la”.»
Ficamos assim a saber que o governo tem conhecimento de casos de fraude fiscal e branqueamento de capitais, que envolvem grandes empresas, e que não actua em conformidade. Ou então que o senhor secretário de Estado dos Assuntos Fiscais está apenas a lançar poeira para o ar em matéria de extrema gravidade. Seja como for, quer por saber e não actuar, quer por fazer acusações infundadas deste calibre, só há um caminho para quem assim proceda. Antes disso, porém, ficam muitos esclarecimentos por dar: que empresas – Ah, pois! O segredo de justiça… –, por que razão só agora diz o que disse e por que razão o governo não agiu imediatamente. Será mesmo que o senhor secretário de Estado acredita que empresas que incorram sistematicamente na prática de crimes fiscais e em lavagem de dinheiros mudem a sua forma de actuar apenas porque ele lhes manda uns recadinhos no Parlamento? É patético.
